quinta-feira, novembro 23, 2006

Como arrumar queimaduras de terceiro grau num domingo à tarde?

Nesse domigo, pude ter uma prova do aquecimento global, com a temperatura estranhamente acima da normalidade para o mês de dezembro. O sol escaldante é incomum, no verão chuvoso e, não raro, frio de Brasília. Temperatura alta junto com domingo é uma mistura que faz com que eu seja atraído para algum Clube...

Sendo assim, fui ao tradicional Clube das Nações, onde o almoço aos domingos é bom e a piscina é gelada. No caminho, naqueles relógios digitais, vi por duas vezes a temperatura. Um marcava 38°, o outro 37°. Animador! Brasília, às 11h30 estava um pouco como o Sahara.

Chegando ao local, pude sentir o calor intenso. O sol havia resolvido me queimar e tudo parecia conspirar para tanto. Primeiro, o chão escaldante que não permitia ficar com o pé parado no lugar por muito tempo. Ainda bem que minhas Havaianas protetoras estavam no porta-malas! Enseguida, foi a cigarrilha que resolvi fumar na beira do lago. Distraído com uma monótona coruja, acabei fumando o toco, onde estava segurando. Por pouco não tive meu dedo assado.

No almoço, comi um prato de camarão e sem querer carreguei no molho de pimenta. Carreguei a tal ponto, que qualquer alimento que eu colocasse na boca ardia. Lágrimas corriam pelos meus olhos a cada garfada... Como não entraria na piscina após o farto almoço, resolvi deitar para tomar sol. Novamente, o aquecimento global se fez sentir. É impressionante o tanto que uma esteira de borracha esquenta quando exposta ao sol do meio dia. Se eu sentasse em cima, corria o risco de ter meu couro grudado lá. Com manteiga ou óleo, um poderia se fritar ali... A solução fou usar água da piscina para esfriar a dita-cuja. Falando em piscina, a água que normalmente é glacial estava bem morna, pela primeira vez.

Ao voltar pra casa, pude constatar que estava com a aparencia de um diabo vermelho. Não é sempre que isso acontece no verão por aqui... Hooray!!! =P

segunda-feira, novembro 13, 2006

Picanha é do mal; Quiabo é do bem

Bhaktivedanta Swami Prabhupada é um sorridente guru indiano, dentes escurecidos pelo betel, um "V" branco pintado na testa. Em seu livro da "Consciência Krsna", que a minha mãe comprou de algum HareHare num semáforo, ele sustenta que "Os homens devem comer vegetais, pois a carne é um alimento orgânico sujo, putrefato e decomposto". Ao matar um animal para comer, estamos ingerindo junto com sua carne toda a sua energia negativa; seus ultimos sentimentos de pavor ao ser abatido. Na mente do homem, nada faz mais sentido.

Se repararmos, expressões carinhosas nos associam a legumes. Expressões não-carinhosas costumam ter um cunho até mesmo antropofágico. No Brasil, temos o célebre "meu chuchu" ou o ultrapassado "meu broto". Tudo vegetal. Já ao dizer "que filé" para uma mulher, esta corre o risco de se ofender, ao se ver reduzida a um pedaço de carne para churrasco. O mesmo vale para as expressões "mon chou" em francês e "my pumpkin" em inglês; o vegetarianismo, novamente impera.

A carne (subjetivamente) volta a ser negativa em expressões como "estou frito!", "vão me comer vivo!" ou ainda "Mané, esquece essa mulher... Ela só está te cozinhando!" - carne humana frita, crua e cozida. A título de observação antropológica (experiência de campo), já chamei uma namorada de minha maçã e de minha picanha. Ela me olhou feio com o segundo apelido. BEM FEIO. De certa forma, Prabhupada tinha razão. Entre pessoas, a carne está mal cotada. Entre eu e meu prato, já é outra história...

quinta-feira, novembro 09, 2006

Bandeira da Bélgica

A bandeira da Bélgica pode ser grosseiramente comparada com a bandeira da França com as cores alemãs. O formato dela, praticamente quadrado é bem peculiar. Não encontrei um significado para as cores da bandeira. Estas parecem ter se originado no Ducado de Brabant, que compreendia o sul da Holanda e nordeste da Bélgica.

Outro dia, enquanto tomava uma Stella Artois, uma interpretação digamos.... mais fermentada me veio à cabeça. A Bélgica, junto com a República Tcheca e a Alemanha, merece o título de grande potência quando o assunto é tradição na fabricação de cervejas. Seriam as cores na bandeira mera coincidência?


Quem escolheu essas cores sabia o que estava fazendo!!
VIVE LA BELGIQUE!!!!!
Proximamente: Canibal ou vegetal?

segunda-feira, novembro 06, 2006

O # 500

Blogueador, muitas vezes é uma desgraça. Raça ruim mesmo, que merece entrar no hall dos piores chatos, perdendo apenas para Testemunhas de Jeová e operadores de telemarketing que insistem para adotarmos um somaliano faminto chamado KlwKlw. Quem escreve Blog, muitas vezes gosta de ser notado, lido, relido e principalmente comentado.

Na ansiedade de ler um comentário, blogueadores de todo o mundo enchem a santíssima paciência de seus colegas para "Passa lá e comenta!!". É como se vendessemos Herbalife e os comentários fizessem bem à saude. Mais à do dono do blog do que àquela de quem comenta. Não raro, o tema "blog" é enfiado de maneira forçada nos assuntos. Tudo por um comentário, uma visita a mais.

Eu não sou muito diferente. Faço propaganda do blog. Falo muito nele, gosto que comentem (COMENTEM ESSE POST, VIU???) e vigio constantemente as estatísticas. O primeiro mês foi o mais movimentado, com mais propaganda da minha parte. Em setembro e outubro as visitas caíram. Em novembro, vou ver se radicalizo e não encho os ouvidos de ninguém. Mas em dezembro, eu recomeço!

Dando uma atualização nas estatísticas, agora que cheguei ao número de 500 visitas...
* Média de visitas por dia: 5. (6 da última vez que eu medi)
* 28 de agosto: dia mais movimentado com 21 visitas!
* 31 de outubro: dia mais movimentado no momento, com 11 visitas
* 21 de outubro: primeiro (e único dia até agora) com 0 visitas. Ninguém veio me ver...
* Países que já passaram por aqui: Brasil (óbvio), Chile, EUA, Canada, Portugal, Espanha França, Holanda, Suécia, Japão, Reino Unido, Kuwait, Malta.
* Muitas pessoas chegam ao meu blog procurando por Rasputin no Google.
* Muitos chegam pelo perfil do orkut.
* Outras fontes de chegada são os demais blogs e o MSN SPACES.
* A maior parte das visitas vêm do DF e de uma tal de BRASA no Piauí.
* Fora do Brasil, a maioria dos visitantes vem do Canadá e Reino Unido.

Antes de terminar o post, quero agradecer a todos que vêm aqui e PRINCIPALMENTE (hehehe) aos que deixam um comentário.

Enjoy da Peppa!!!!

sexta-feira, novembro 03, 2006

Arroz com feijão

Arroz com feijão é a base alimentar do brasileiro. Nenhum brasileiro em sã consciência dispensa esse prato e, se vai morar em outro país, fica doido se por lá perguntam a ele: "o que é feijão? Se come?"

Se formos analisar, o arroz com o feijão é a cara do Brasil. Uma mistura. O branco com o negro, que resulta em algo mulatinho... Embora maioria no Brasil, os ditos "pardos" são os que detêm, geralmente, menor poder aquisitivo. Ao que parece, dita a regra que a renda é inversamente proporcional à cor da pele, com raras excessões. Na tentativa de minimizar esse abismo entre ricos e pobres foi criado há uns anos o famoso e controverso "sistema de cotas" em várias universidades públicas. Uma porcentagem das vagas seria destinada a candidatos afro-descendentes e índios. Aparentemente uma atitude louvável, porém de resultados de difícil previsão. Duas pequenas parcelas da população correm um risco com isso. O pardo-rico corre o risco de se dar bem! O galeguinho-pobre corre o risco de continuar pobre.

Recentemente me falaram sobre um concurso para o Instituto Rio Branco. Fui ver o edital. Tratava-se de uma bolsa-estudo, visando incentivar o ingresso de afro-descendentes (negros) na disputadíssima carreira diplomática. A matéria das provas foi levemente reduzida e a parte de história internacional caiu por completo (por que isso não me espantou???). Porém, o rapaz que não sabe o que foi a "queda da Bastilha" deve saber falar ingês, ainda que para fins classificatórios. Não me lembro de ter conhecido diplomatas brasileiros que sejam afro-descendentes diretos. Acho que os mais célebres foram o Fernando Henrique, que se dizia mulato e Vinicius de Morais, o "branco mais preto do Brasil".

Embora esperasse em um futuro próximo um concurso para o Instituto Rio Branco com vagas destinadas a afro-descendentes, essa "bolsa exclusiva" me pegou de surpresa. Duas perguntas me vêm em mente. Um índio-descendente, pode ser considerado afro-descendente e participar? Na Inglaterra, tivemos recentemente o nascimento de gêmeos bem diferentes; a saber um mulato e um branco. Se us sujeito que se pareça com o Kurt Cobain tiver um irmão gêmeo com a cara do Lenny Kravitz, os dois podem concorer?
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