segunda-feira, dezembro 31, 2007

Descascando o Anjo de Natal

Último post, para fechar o ano bem...
POR QUE O ANJO É O ENFEITE DO TOPO DA ÁRVORE DE NATAL??

Reza a lenda que há muitos e muitos anos, houve um Natal em que Papai Noel acordou com o pé esquerdo. O sol nasceu torto pra ele e, sem que ele soubesse, nada haveria de dar certo naquele fatídico dia. Para começar, foi acordado por um duende fanho que veio alertá-lo que o Rudolf, sua "rena" favorita estava de frescura. Ao se levantar, pisou no rabo do gato, tomando um arranhão na perna.

Entrando no estábulo, encontrou as renas, lideradas por Rudolf fazendo um motim, clamando por direitos iguais, aumento de salário, redução da jornada... Vai carregar um trenó pelos ares pra ver o que é bom, Papai Noel!!! Após horas tensas de negociações, o diplomático velhinho e Rudolf, agora líder sindical das renas, chegaram a um acordo.

Do estábulo, o diligente velhinho foi à fábrica de brinquedos, e viu que a produção estava atrasada. Bem que avisaram para ele adotar o modo de produção "toyotista" mas, por ser muito apegado à velhas tradições manufatureiras ele não deu ouvidos a seus conselheiros-anões...

Voltando ao seu chalé aconchegante e quentinho, já sem a luz do sol, o exausto velhinho foi se arrumar para o Natal. Colocou sua velha roupa vermelha e, quando saiu do quarto ouviu o riso da Mamãe Noel....
- HoHoHoHoHo!!!!! Ahhhhh meu velho txutxuco!!! Essa calça é mais velha que a sua avó! Tá com um ROMBO na bunda!!! Dá pra ver sua cueca natalina! Está ridículo.
- Ara muié!!! Eu tenho temp'risso não! Tou atrasado!
- Deixa de besteira. É rapidinho!!!!
Mamãe Noel costurou a calça e, no último ponto, espirrou, colocando meia agulha Papai Noel edentro... O alfinetado velhinho deu um pulo e bateu a cabeça no lustre de cristal da sala, que acabou caindo sobre ele.

Olhou o relógio, viu que era hora de partir. Só faltava calçar as botas, que estavam na entrada de casa. Antes, foi até a cozinha e pegou uma xícara do delicioso café preto, forte e escaldante que só Mamãe Noel sabe fazer. Foi quando, ao seu lado toca a campainha estridente. Com o susto, o nervoso velhinho jogou pelos ares a xícara de café que quebrou em mil pedaços, espalhados pelo chão. O café quente, como não podia deixar de ser, caiu todo sobre ele. O marinado velhinho foi então até a porta. No caminho ainda cortou o pé em um pedaço de xícara.

Quem poderia ser a uma hora dessas?!?!?!?!?!

Ao abrir, deparou-se com um Anjo do Senhor. Loiro, lindo, de olhos azuis, sorriso de orelha a orelha, túnica branquinha e um pontiagudo pinheiro na mão.

- Feliz Natal Papai Noel!! Me diga... Onde eu posso colocar essa árvore?

A partir desse dia, o Anjo tornou-se o enfeite do topo da árvore de Natal.

(autor desconhecido; adaptada)

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Descascando Papai Noel.

Velho marrento esse Papai Noel. Resolvi fazer uma análise de sua vida. De sua qualidade de vida, melhor dizendo.

Para começar, um Papai Noel vive no Pólo Norte. Uns dizem que é na Finlândia, lugar que apresenta um dos mais altos IDH do mundo. Isso deve permitir ao bom velhinho uma vida farta em calóricos alimentos nórdicos, em uma perpétua engorda onde ele cultiva carinhosamente seu foie gras. Digo isso pois até hoje eu nunca vi um Papai Noel malhado. Ele sempre tem uma aparência de bolo fofo. Porém, ele pode comer aqueles pães de centeio com patê de caça à vontade, afinal, não somente o véio parece ter uma imunidade contra colesterol alto mas também, ele parou no tempo. Não envelhece mais e, ao que tudo indica, a Senhora de Capa Preta esqueceu-se de colocá-lo na lista. Me pergunto o que ele terá dado a ela de presente.

Papai Noel é patrão. Tem sob seu comando um bando de duendes que trabalham sem parar e nunca entram em greve. O Old Boss trabalha no máximo três meses ao ano, sendo que por dois deles se contenta em fazer aparições na mídia. Depois, posa para fotos e pega criancinhas no colo em estabelecimentos comerciais do mundo todo. Já foi garoto propaganda da Coca Cola e voa pela noite em um trenó alado puxado por renas mágicas. Cinco renas e um veado, para ser mais exato. No Natal, ele entrega presente pra criançada toda e depois volta pra frente de sua lareira no Pólo Norte. Com o envelhecimento da popução no primeiro mundo (quem mais consome, logo, quem mais ganha presente) a tendência é que ele tenha cada vez menos trabalho. Menos crianças no colo, menos entregas e mais tempo no orkut e em frente à lareira.

Estou ecrevendo isso tudo apenas para concluir que, quando crescer, eu quero ser Papai Noel.

sábado, dezembro 22, 2007

O tal Feliz Natal

Caros amigos, amigas, visitantes de Blog

Mais um ano que se passou
Mais um Natal
Mais um ano novo que vem chegando
E o tradicional e-mail de fim de ano
(evolução, revolução ou "desevolução" do bom e velho cartão de natal - dependendo do ponto de vista de cada um)
A saideira.
Que seja com hectalitros de Veuve Clicquot
O Nascimento de Cristo
Que seja lembrado
Antes de abertos os presentes
Ou devorada a ceia...
Importante não esquecer
As razões de celebrar
E com isso desejo a todos
Mais felicidade
Mais sucesso
Mais paz
Mais amor
Mais saúde
Sempre mais; se for para o bem
Que os sonhos a serem realizados em 2008
Tornem-se com o tempo, boas lembranças;
Realizações inesquecíveis.
Mesmo com hectalitros de Veuve Clicquot...

Beijos/Abraços
Dom Rafa

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Você só vê em Brasília.

Você reconhece um bom negócio quando, antes mesmo de começar, já tem um adepto.
Era um rapaz forte, de uns vinte e poucos anos. Trajava camisa preta estampada, bermudão preto e havaianas. Nas costas, uma mochila; na cabeça, um boné que escondia idéias meio espanadas. Estava ali, perto da W3, sentado, coluna ereta, pernas abertas e mãos juntas apontando para o zênite em adoração. E se curvava, reverenciando uma árvore.

Imediatamente vi nesse doido um cliente potencial, digo.... um devoto potencial para a Igreja do Ôco-Tôco das Causas Pirdidas (com essa grafia para ressaltar o quão pirdida está a causa). Com a proliferação de Igrejas e seitas de todo tipo, o retorno financeiro é garantido. Os interessados podem me doar uma quantia genero$a de reais e, em troca, eu darei a eles uma planta-benta do pa'ôco para rezar. Dizem que é milagrosa. Eu não digo nada.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Pet Shop Boy

Durante a minha vida eu tive vários animais de estimação. Uns mais de estimação do que outros. Com 3 anos, fiz carinho no meu peixe vermelho até que esse viesse a falecer de tanto mimo. Com 7-8 anos, tentei sem sucesso criar todo tipo de insetos, formigas, marimbondos, vaga-lumes, cigarras... Até que ganhei uma cachorra, a Mink e um galo-da-campina, o Tupã. Nessa época, também, ganhei aqueles "pintinhos" que você levava de brinde em certas feiras de animais. Cresciam e tornavam-se galos revoltados com a vida... Era o típico presente de grego. Depois, outra cadela, a Tati (existe até hoje), mas ela nunca foi muito com a minha cara. Também cheguei a ter 2 casais de gerbil (rato do deserto australiano) que tinham por hobby a reprodução em larga escala. Bonsais, suculentas e flores foram meus vegetais de estimação. Por fim, tive pássaros semi-domésticos (um pombo-correio que se instalou lá em casa, uma rolinha que entrava e saía sem cerimônia), um filhote de gato que não durou muito e um mico que ficou lá por uma semana antes de ir para o zoológico.

Em breve, com a Tati se mudando, vou ter que adquirir outro ser vivo substituto. Estou na fase de analisar as opções.

1- Cachorro: o mais comum. Para apartamento tem que ser um pequeno. Os pequenos são muito carentes de atenção. Eu não sei se daria tanta atenção assim. Apesar do alto nível de interação e cumplicidade, acho que não seria o animal ideal pra eu criar em um apartamento. Além do mais, já tive experiências com cães. Está na hora de partir pra algo novo.

2- Peixe: ele fica lá no aquário. Pra lá e pra cá. Não vejo a mínima graça. E, desde criança, aprendi que se você vai tentar agradá-lo, ele morre. Extremamente mal-agradecido. Peixes são lindos e muito mais interessantes no fundo do mar.

3- Tartaruga: outro que não tem muita graça. Não mexe muito. É como ter um peso de papel que come e descome. Não dá aquela sensação "Oba! Não vejo a hora de chegar em casa e ver o que aquela tartaruga safada aprontou." Provavelmente a tartaruga safada não terá nem saído do lugar.

4- Furão (Ferret): esse deve ser interessante. Pelo que ouvi dizer, ele vai até passear na rua com você. Infelizmente, ele ia competir comigo no quesito "curiosidade" e provavelmente desorganizaria minha desordem. Pensem no caos que tomaria conta da minha toca...

5- Chinchilla: parece uma cruza de esquilo com ratazana. Não me inspira confiança. E ponto. é só isso.

6- Répteis: hum... Nunca tive uma queda por eles. Não me vejo criando uma serpente ou um iguana. Minha mãe teria um ataque...

7- Hamster/Gerbil/Rato de laboratório: hamster é chatinho, meu irmão já teve. Roeu meu dedo todo. Gerbil é mais legal, mas suja e se reproduz demais!!! Outros pequenos roedores me dão nojo. Aqueles ratinhos brancos do tipo Stuart Little em particular.

8- Gato: fico tentado a comprar um gato. Você nunca sabe ao certo o que esperar deles. Porém, eu vou ter que ensinar à criatura que meus móveis e cortinas NÃO são brinquedos para arranhar. E meu pai certamente não aprovaria a minha escolha.

9- Pássaro: é um caso a se pensar. Eu gosto, já tive e não dá tanto trabalho. Fica ali, na dele, na gaiolinha. O problema é que, dependendo do pássaro, ele vai ficar "na dele" demais. Se for pra ter algo voador, devo optar por uma calopsita. É bonita, não faz muito barulho e com o tempo, fica bem mansa.

10- Coelho: minha escolha número 1 (no momento). Interage com o dono, pode viver num gaiolão, aprende a fazer as necessidades em um lugar específico, reduzindo a sujeira e eu terei onde deixá-lo sem que ele vá roer nada! Vejo o coelho como um meio termo entre pássaros, cães e gatos. Procuro uma raça "anã", dessas que pesem menos de 2 Kg. Como nunca tive um, vai ser uma nova experiência. E se eu cansar, posso sempre fazer uma sopa!

quarta-feira, novembro 21, 2007

Prato Feito

Hoje, ao acordar, vi uma reportagem sobre o "P.F. - Prato Feito". Tão comum no dia a dia dos brasileiros, consiste em arroz, feijão, alguma carne e salada. Dependendo do local onde você come, outros ingredientes básicos podem ser adicionados: fritas, ovos e farofa.

Quase todo mundo que eu conheço gosta dessa comida. Não tem erro; é melhor do que um fillet à la sauce bourguignonne avec salade de pomme de terre aux fines herbes servido no melhor francês da cidade por módicos R$ 50.

Embora tão apetitoso, ao ver o trio feijão/arroz/carne sendo servido na reportagem, meu estômago embrulhou. O dono do estabelecimento, que servia os clientes, massacrou o prato. Estivera eu ali, pediria para voltar.

Eu acredito piamente que, em matéria de comida, a ordem dos fatores altera, sim, o produto. Exemplo: úm pão sírio com manteiga por fora tem gosto diferente de um pão sírio com manteiga por dentro. Gosto, textura... Tudo é influenciado. Se a minha mãe coloca feijão, arroz e farinha no prato, nessa ordem, pra mim isso é uma heresia culinária, se isso existir. E foi o que o dono do restaurante fez.

O arroz tem que vir primeiro, para conter o feijão antes que este se espalhe por todo o prato bagunçando tudo. Com o arroz primeiro, o caldo é absorvido dando a este uma textura mais agradável ao paladar. Quando empolgo, ainda coloco molho de tomate, queijo coalho ou mussarela e carne moída. Muita gente acha esquisitíssimo, mas fica perfeito - quem conhece não troca por nada.

Agora chega de escrever sobre feijão e arroz. Vou almoçar, que é mais interessante.

sábado, novembro 17, 2007

Quinta e sexta no sábado.

Depois do casamento, São Pedro ficou de birra comigo e a chuva me impediu de aproveitar a praia, andar no calçadão ou visitar certas partes da cidade andando; o que eu mais queria fazer. Assim, meus programas tomaram uma direção um tanto "Brasiliense" e lá fui eu pro Shopping! Seria saudade da capital?

Quinta, enjoado dos Johnny Walkers da véspera, resolvi almoçar a quilo, para não comer muito (decisão certa). Atravessei a rua e fui com as minhas primas almoçar no Arab, aqui perto da gente (decisão errada). Comida do Sheik costuma gostar de mim e, sem que eu perceba, o meu prato está semelhante ao Everest. Nesse dia de pouco apetite não foi diferente e, saindo do restaurante, precisei de antídotos para o pobre fígado, ou minha tarde estaria comprometida.

Curado da comilança, meu próximo destino era o Tijuca Shopping onde eu encontraria minhas primas Heloísa, Cristiane e Victória (3 gerações, na ordem). Foi muito bom revê-las, no dia da "inauguração da decoração de Natal", com direito a um Papai Noel maluco que aterrissou ali fazendo rappel. Lanchamos e pasamos horas na Saraiva escolhendo livros, vítimas de uma grande indecisão literária... Só não pude ver a Leninha, que estava com problemas capilares. Shit happens.

Na sexta, meu último dia na cidade, fui ao Outback, mas não consegui comer grande coisa. Minha desculpa é que no Rio, eu estava fazendo uma verdadeira maratona gastronômica. Em suma, voltei mais redondo da viagem.

Praia, comida boa, ótimas companhias. Cinco dias é pouco e, na hora de voltar pra Brasília dá aquela tristeza... Afinal, ali é a Cidade Maravilhosa. Só estando lá para entender.

Obs.: Post terminado em Brasília...

sexta-feira, novembro 16, 2007

O 14 (Dia D)

Era para ter escrito ontem, mas não tive tempo. Dia 14 foi, em parte, a razão por eu ter saído de Brasília; o esperado casamento do Patrick.

Primeiro e único dia de sol que eu peguei até agora, não perdi a chance de ir à praia de Copacabana, enfrentar um mar bravo (sempre é assim depois das chuvas) e uma água gelada que me lembrou do chopp do Informal. Já estava com saudade dos ambulantes, da areia e dos turistas andando de jeans e tênis na praia... Fiquei bem pouco tempo, achando que, outro dia, poderia voltar lá. Até agora nada.

Almocei muito bem na casa dos meus tios (comida-de-tia é sempre boa), o que fez com que passasse a tarde esparramado em um sofá... Esperei anoitecer para me arrumar e partir em direção à Barra, com uma aparência Las Vegasiana por conta o Natal, onde ocorreria o casamento.

Com o trânsito de início de feriado conseguimos, timing perfeito, chegar junto com a noiva. Não perdemos nada da cerimônia, muito bonita. Houve uma interferência perto de onde estava saindo o som do microfone (acho que nem os noivos sabiam dessa) e eu, que estava escondido perto da caixa estava curtindo, além dos votos tradicionais, a Banda Calypso e o Bonde do Tigrão. A tradicional recepção também estava esxcelente, apesar de eu ter exagerado na quantidade de whiskeys por canapé consumido. Chegando à casa, fui dormir com a janela aberta e um vento forte que anunciava mais chuva...

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Patrick e Aline no bolo.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
...e no altar.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Felicidades pra vocês!! =)

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Johnny Walker Effects.

quarta-feira, novembro 14, 2007

Copa Cabanna

Copa Cabanna. Esse era o nome da versão genérica do perfume do estilista "Paco Rabanne", à venda num kiosque comandado por um indiano...

Enfim, isso não importa.

Cheguei ao Rio, como de costume, num dia chuvoso e acabei ficando em casa mesmo. Por sorte, era o segundo dia de chuva e, pelas minhas estatísticas, em breve o sol daria sua graça. Nada a temer.

Ontem, apesar do tempo nublado, saí para alugar terno, tirar fotos na praia e visitar o Copacabana Palace com as minhas primas. Turista é raça muito ruim. Com uma câmera nas mãos, a impressão que devíamos passar era de que jamais havíamos visto um lustre de cristal ou uma piscina em nossas vidas. Mea culpa, admito... O estranho no ninho era eu. Terminamos o dia no Botequim Informal, um botequim assim... informal, aqui ao lado. O ato de ir para um boteco no Rio é diferente de fazer a mesma ação em Brasília. O clima de praia é propício ao consumo de cervejas de toda sorte, acompanhadas de bolinhos de bacalhau e semelhantes. Até o nome aipim frito soa mais convidativo do que os tradicionais Mandioca/Macaxeira.

Hoje às 6 da manhã, tive que pular da cama para espantar uma bruxa preta, barulhenta e grande que havia invedido a sala errada. Agora, antes de dormir, chamarei uma rezadeira.

*Próxima parada: O 14*

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Humano de estimação.
.
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Aspecto da praia de Copacabana, em dia chuvoso.
.
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Os Quatros. (Eu e Cris).
.
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Descobrindo o Segredo da Vitória. (a vaca, não a lingerie!)
.
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Vivi e a Biba com cara de desconfiada, fazendo pouco caso da foto.
.
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Palácio de Copacabana. O homem de verde na piscina é o príncipe herdeiro do Nardjeguistão. (Meu aposento é o segundo à esquerda, terceiro andar)
.
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Homenagem à Vivi; ela ama essas pedras...
.
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Leite de côco.
.
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Um Fenômeno com tetas!

domingo, novembro 11, 2007

Antes de ir para o Rio....

Resolvi que antes do temporal (com direito a granizo) que abençoaria meu aniversário, eu tinha que test-drivear um carro. O KIA PICANTO em questão.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Primeira vez que vi, achei feio de doer. Com o tempo, fui me acostumando. Tem cara de carro cult. Desenho interessante, bem agradável de dirigir, com um motor 1.1 surpreendentemente ágil. Dentro, é confortável, desde que você não seja muito maior do que o Frodo. Tudo é compacto. Muito plástico no interior, mas estes são bem encaixados e não têm aquele aspecto de "carro barato". Em suma, é o Fiat Mille importado.
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket emo
"I wish my grass was EMO so it would cut itself". 28 anos e uma tentativa de suicídio involuntária... Comecei bem!

quarta-feira, novembro 07, 2007

"Letras"

Se você é observador, já viu essa seção na parte direita do meu blog. Tratam-se dos blogs que eu costumo/costumava ler. Aqui vai uma certa "homenagem" a eles, que, na minha opinião, merecem mais de uma breve menção à esquerda da minha tela.

1- BLOG ANCESTRAL: Esse foi meu segundo blog, no my spaces do MSN. Está parado e assim deve ficar. Só coloquei ele ali por razões sentimentais... Explore o velho Pepperman's Pepperpot, o meu personal-museum relicator Tabajara!

2- SUN SETS EAST: Foi uma espécie de diário de viagem do meu amigo Daniel Souhami, quando ele esteve em uma pequena cidade no norte do Japão. Cumpriu sua função e hoje está parado. Eu gostei tanto, que decidi deixar o link enquanto este estiver ativo. Alguns posts me fizeram chorar de rir. Take a trip to Where the sun sets east!

3- BOLINHAS: Minha amiga que escreve para ela mesma... Não me lembro muito bem como consegui o endereço para o blog (bem introspectivo), nem se é para ficar divulgando mas costumo dar um passeio na Rua da Limonada...

4- BLOG DA JU: Tive uma certa culpa pela existência deste blog. A Ju em questão era estagiária na Foco na época. Começou a escrever, se empolgou, houveram muitos posts focados na relação homem/mulher... Até que deu uma parada. Informe-se sobre o tema no Blog da Ju!

5- ESCOTILHA: Do mesmo "blogger" do antigo "Ode ao que se fode". O lugar certo para encontrar textos inteligentes e histórias curiosas. Voltou à atividade depois de um longo tempo parado. Para alegria geral da nação, após abrir a Escotilha, deixe um comentário por lá! Dizem que sair sem comentar traz mau agouro. Estão avisados...

6- THINK 2: Outra ex-Foco. A Carlota (Carla Stellato) é uma grande amiga minha e fez um blog muito interessante. Fiz pra ela uma "barra de título" colorida para enfeitar... Gostei muito do nome que ela escolheu. Antes de se jogar, Think Twice!

7- MIS PIENSOS: Descobri esse blog pelo "Sun sets East". Desde então, tenho visitado de tempos em tempos. Sem o proprietário saber, já que os comentários estão bloqueados por algum motivo o qual eu ignoro... Só lendo Mis Piensos para saber...

Terminadas as menções bloguísticas, fica o recado:
Semana que vem, estarei de viagem para o Rio. Pretendo fazer aqui um resumo da minha viagem. Ou seja, quem estiver morrendo de saudade, pode acompanhar tudo por aqui. Quase um Big Brother. Até mais!

domingo, novembro 04, 2007

Carros, Mortos e Tempestades.

...não necessariamente nessa ordem. Mas foram os destaques desse fim de semana de finados. Sexta, meus planos eram de ir abastecer o carro e, depois, passar no cemitério. Saindo do posto de gasolina, teve início a tempestade mais forte que eu já peguei. Aquela mesma que "desabou o teto" do Pier 21 e afundou o chão do SHS.

Estava ao lado do Brasília Shopping . Pela primeira vez eu parei para esperar a chuva, num estacionamento de hotel, sem poder enxergar mais de uns 50m à frente. Ouvi umja explosão do meu lado, vi umas bolinhas de fogo caindo e o sinal da W3 parou de funcionar. O fio de alta tensão deve ter feito CABUM. O vento parecia querer carregar meu carro. Quando a chuva parou, atrevessei áreas alagadas colocando à prova o "fator anfíbio" dele. Confesso que me surpreendi... Até picape encalhada eu vi.

Falando em carros, aproveitei o domingo para ir ao "Iglú" (Museu Nacional de Brasília) na frente do qual carros que ainda circulavam na minha infância estavam sendo expostos. Sim, este é mais um post cheio de fotografias, dedicado aos que gostam de ler livros com figurinhas.


Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket museu nacional
Chegada ao Museu-Iglú. Opinião minha, o exterior não tinha como ser mais feio, mas o que importa é o interior...
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket romi_isetta
Romi Isetta, baseado no Isetta italiano, primeiro carro brasileiro. Barato, transportava duas pessoas. Talvez volte à moda nesse momento de desenvolvimento sustentável e biodísel...
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket Vemag
Vemaguetes. Haviam muitos em Brasília! Eu lembro!!
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket aero willys
Aero Willys. Não vi muitos por aí mas tinha um de brinquedo. Meu avô e meu pai teriam adorado rever isso!
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket fusca antigo
Esse dispensa qualquer comentário.
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket brasimca
Nunca vi um Brasimca na rua, mas era um esportivo charmoso...
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket gordini
Gordini. Quando criança, o nome e a aparência desse carro me lembravam o Jô Soares.
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket vw_sp2
Esse eu tinha que fotografar. Acho que o nome é SP2, da Volkswagen. Com 3 anos de idade eu já "cobiçava" esse carro. Continuo achando muito bonito.
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket carro onca
O "Onça". Só foram feitos 5 automóveis desse tipo. Hoje, restam dois. Esse é um deles.
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket pumas
Puma, o esportivo nacional por excelência. Quem nos anos 70/80 nunca quis ter um??
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket ferrari
O que parece um "coupé comum", na verdade, é uma Ferrari. Ainda por cima, é de fabricação nacional. Eu nunca tinha visto esse carro antes.
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket brasilia
A vista mais clássica de Brasília, tirada da rampa do museu.
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket museu brasilia
Outro lado da cidade. No detalhe, a rampa citada acima.


Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Exposição de carros. Bird's eye!

quinta-feira, outubro 18, 2007

Bem, amigos da Rede Globo...

De uns tempos pra cá, a melhor coisa dos jogos da seleção tem sido ouvir o Galvão Bueno, que, segundo estatísticas orkuteanas, tem cacife para levar o título de criatura mais odiada do Brasil. Mas tento não ser influenciado pelas comunidades do ódio. Tenho certeza de que o pessoal que está nessas comunidades é o mesmo que vai ao estádio pedir ao Galvão-Cameraman para ser filmado, ao Galvão-Produtor para ser escalado para o Big Brother ou ao Galvão-Lobista para ser comida(o) pelo Renan. O Galvão é uma espécie de Bom-Bril que, de tanto fazer tudo, virou Santo. Tudo bem, uma coisa é Frei Galvão, outra é Galvão Bueno. Mas, de tanto atender a pedidos, já tem algo no currículo (além do nome) para, quem sabe um dia, ser ao menos beatificado.

Galvão-Orador fala muita besteira. E os Galvão-Pedintes, após serem filmados por ele (ninguém pede ao Cameraman; pede ao Galvão. Creio que ele controle as câmeras, de alguma forma) vão para a Internet e encaminham para toda a sua lista de contatos as coisas mais toscas saídas da boca dele. Acredito que essa enxurrada de absurdos tenha uma certa causa. Galvão não é burro. Galvão é Locutor. A profissão exige que ele fale mais do que papagaio de família italiana. Com isso, ele deve falar mais do que o simples "Lúcio toca para Maicon, bola alta pra Robinho, cabeceia, Rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrronaldinho manda uma bomb'é gol!........................ GOOOOOOOOOOOOOOL!!! É....ÉDOBRASIIIIIIIIIIILLLLLLLLLL!!!!!" E nessas horas vale de tudo. Ele vira estatístico, historiador, geopolítico, otimista, pessimista, punk, físico nuclear entre outras metamorfoses ambulantes.

Ontem, no jogo Brasil-Ecuador, encarnou a Cheerleader. "Maracanã lotado! Muitas famílias! Que coisa linda! Nós pedimos e elas compareceram em massa!" Outra pérola! Se não fosse a convocação da Globo, nossos estádios estariam vazios. Como nunca percebi isso antes?!

Essa é mais uma adição valiosa para o email-do-Galvão que circula pela Internet há tempos. Por enquanto só para os amigos do Pepperpot!

quarta-feira, outubro 17, 2007

Caras Carnes,

Sexta feira dia 12, me dei como presente do dia das Crianças uma ida ao Fogo de Chão. Tivera eu que comprar um brinquedo decente, a quantia gasta seria similar e hoje entendo por que a minha mãe não queria comprar pra mim o Castelo do He Man, um carrinho motorizado e a Fortaleza dos Changeman nos anos 80. Culpa do Plano Cruzado mesmo.

Voltando ao meu auto-presente, há muito tempo eu queria ir à Churrascaria Fogo de Chão, estabelecimento badalado de Brasília. Fui com fome, na intenção de dar prejuízo, com maldade e colesterol no coração mesmo. Me acompanhou o Ricardo, amigo meu apreciador de carnes e comidas bem feitas.

A Fogo de Chão é de fato uma churrascaria diferente. Como as outras apresenta um excelente buffet que, honestamente para mim não apresenta diferencial algum, já que costumo ir pelas carnes. Aqui porém, há uma menor variedade de carnes. Não vi coração, lingüiça de frango, cortes do tipo light ou pão de alho. O queijo coalho tradicional foi trocado por muçarela assada. Em contrapartida, a qualidade das carnes é excelente e você tem a oportunidade de comer carnes pouco usuais, como por exemplo três cortes de carneiro (que eu adoro) e morcilla que, pra quem não conhece, melhor comer sem saber do que se trata. Finalmente, o atendimento chega a ser engraçado. Os garçons literalmente correm para te atender ao menor sinal de "quero alguma coisa".

Um bom presente para o dia das crianças, enfim. Especialmente para as crianças que já fazem a barba.

quarta-feira, outubro 03, 2007

Espanando aranhas

Ok... O blog morreu? Fui seqüestrado?? O que aconteceu??

Por muito tempo, nada foi postado aqui. O motivo foram "mudanças". Mudança de casa, de trabalho... Estou meio "sem-computador", então isso aqui está mais parado do que de costume.

Sem muito tempo, deixo aqui algumas fotos e mando as aranhas irem embora!

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket celular siemens
Meu velho celular. Deixará saudades. Funcionava muito bem, mas aos poucos foi perdendo partes. Nos seus últimos dias, as peças de cima do teclado estavam todas soltas. O botão "1" quase foi perdido por duas vezes. Foto tirada com a ajuda de seu substituto. Enfim uma câmera razoável!!

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket batavo e quacker
Ahm... Pela primeira vez eu vi esses dois lado a lado. Como não pensei nisso antes?? O velho da Quaker é o avô da camponesa da Batavo!!

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Vi no clube, achei bonito, veio parar no Blog!

quinta-feira, agosto 09, 2007

Tomates verdes esmagados

Hoje este BLOG faz 1 ano de atividade!!
É o NÍVER!!! Aceito parabéns, presentes etc!
---------------------------------------------

Quem acompanha o que eu escrevo aqui, já deve ter lido sobre a "Poção do Charlatão". Eis aqui mais uma bizarrice que a minha mãe arrumou em uma de suas incursões ao supermercado; a saber o Ketchup Heinz Verde.

"Raphael!! Olha só o que a mamãe achou, ó! Ketchup de tomate verde!! Você já viu isso?"
"...
Mãe... Isso não é tomate verde... É Ketchup normal, com um corante diferente"

Primeira coisa que me veio em mente, foi tentar descobrir quem foi o eqüino que, numa bela manhã, teve a brilhante idéia de colorir o condimento e o que o pessoal da Heinz havia fumado para comprar a idéia!

Pensando nisso, improvisei um hambúrguer congelado que eu tinha em casa e usei a pasta verde. Se quando criança você já pisou em uma lagarta e viu a gosma verde que saía, você terá uma idéia exata da aparência da novidade. Só de olhar aquilo meu estômago embrulhou. Mas como eu sou brasileiro e não desisto nunca, resolvi provar a entralha de lagarta, apesar do aspecto pouco apetitoso.

A embalagem, mais colorida do que o normal, mostrava crianças em êxtase com a novidade! Como se coisas verdes tivessem um certo appeal entre o público infanto-juvenil. Terminada a montagem do hamburguer, comi a baba verde. Mesmo gosto do ketchup vermelho, mas talvez com uma aparência mais vegetariana, tipo pasta de agrião.

Depois do hamburguer, acho que esse ketchup ficou fadado ao esquecimento no fundo da geladeira, terminando sua melancólica existência verde consumido pela secura ou pelo mofo.

Passado um tempo, ouvi dizer que a mesma Heinz havia lançado no mercado uma variante roxa do produto (de beringela, talvez??) e uma azul, mas nunca encontrei estes no mercado. Com verdadeiras bugingangas alimentares, sinto saudades da época em que os ovos tinham mais colesterol, os tomates não tinham o tamanho de uma melancia e você comia de tudo, sem frio na barriga.
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket Ketchup-Heinz-colorido
Diversão garantida para a família toda!!!

sexta-feira, julho 20, 2007

Über Download

Quem nunca "baixou" alguma coisa da Internet e se deparou com o por vezes fatídico "x% complete"? Quantas vezes eu não fiquei horas olhando a porcentagem estática, acreditando que a máquina havia travado para, no momento em que iria chegar ao 100%, apertar o "CANCEL", perder tudo e ficar não muito feliz da vida...

Eis que hoje presenciei um Download Mágico, que foi além do 100%!!!! Nunca havia visto isso! Para ninguém dizer que eu estou mentindo, aí está a prova!!!

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket download_rapido
...É como se o copo estivesse metade cheio, metade cheio e metade cheio!
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket cinquenta reais
...Nada a ver com downloads, mas acabaram de me desejar "FELIZ DIA DO AMIGO". Nem sabia que era hoje.Devo ser um amigo da onça mesmo....
Finalizando, Feliz Dia dos Amigos aos que passarem por aqui!!

quarta-feira, julho 18, 2007

Gestão em Crise

Quando estava na universidade, tive uma aula de comunicação organizacional. O professor que ministrava essa matéria tinha também o duro trabalho de "gestor de crise". Sempre que alguma grande empresa ou membro do governo tinha seu nome sujo na lama, envolvido em algum escândalo, ele ia e cuidava da imagem da pessoa (física ou jurídica).

Por conta disso, muito do meu curso foi direcionado para esse tópico, um tanto interessante. Aprendi com esse professor, que a imagem perante a opinião pública é de extrema importância. O envolvido em um escândalo deve zelar por esta e manter sua credibilidade perante a população. Como conseguir isso? Com a verdade. Acusação de corrupção? Roubamos sim. Está sendo investigado e os envolvidos serão punidos. Desvio de verba? Desviamos! Acidente químico? Sim... Houve um acidente em nossa fábrica e litros de veneno vazaram para o córrego que banha a cidade. Tudo é investigado e resolvido com transparência. A população acaba por esquecer ou aceitar o fato e a credibilidade não é abalada.

No Brasil, porém, aplica-se o contrário. Ninguém vê nada, ninguém sabe de nada, bois são valorizados, bezerras são compradas, cestas básicas são distribuídas e, sob o lema do "rouba mas faz", a opinião pública acaba aceitando o Caixa Dois e esquecendo da lama... Já no que tange à credibilidade das instituições, fica esta embaçada.

A força de contar com o esquecimento, acabaremos por criar verdadeiras instituições de gestão folclóricas onde farão-de-conta que tudo está sob controle. Teremos que investigar a investigação, duvidar da certeza e questionar a ética. Um belo futuro se anuncia...

quinta-feira, julho 05, 2007

Literatura Global

Em 1995, talvez influenciado por Paulo Coelho e pelos "hippies" da escola, eu me interessava muito por ocultismo, esoterismo e essas coisas que abrem o olho da mente para o metafísico. Não adiantou muito pois até hoje o meu olho-metafísico está fechado, diga-se de passagem.

Devido a esse meu interesse, eu conhecia bem as prateleiras da seção "ESOTERISMO" de cada livraria da cidade. Naquele ano notei uma aparição, como que por magia, de livros sobre ciganos e sua cultura. Eram MUITOS livros. Havia para todos os gostos: "Tarot Cigano", "O Horóscopo Cigano", "Magia Cigana" e "Os Habitantes de Atlântida" (são os ciganos, sabiam dessa?!?!?!). Até em banca de jornal eu achava coisas sobre os ciganos; eles me perseguiam.

Na épooca, a Rede Globo transmitia uma novela chamada "Explode Coração". Na trama, os ciganos! Os ciganos da Globo trouxeram a improvável moda da ciganidade e desenterraram o Sidney Magal.

Tempos mais tarde, "Terra Nostra", da mesma emissora, tratava da imigração italiana e despertou um estranho sentimento italiano entre nós. Cheguei a ver outdoors com propagandas em italiano, em plena BRASÍLIA! Hoje, por conta da "Pedra do Reino", a obra de Suassuna encontra-se em destaque, nas prateleiras da frente das melhores livrarias. Antes estava escondida com o restante da literatura nacional menos recente. Para dizer a verdade, eu nem sabia da existência da obra, antes da minissérie.

Dizem que no Brasil, ninguém lê. É verdade. Mas a Rede Globo pode ser a salvação. Que eles continuem adaptando as grandes obras e fazendo estranhas novelas sobre ciganos. Em nome da diversidade cultural, o Domingão semanal que eles me preparam estará perdoado.

Em tempo: ouvi dizer que essa hiostória de o Sidney Magal se apresentar como cigano foi idéia do produtor dele, a saber, o Mago Imortal Paulo Coelho.

terça-feira, junho 19, 2007

Palavrões bíblicos

Quando Jacques Cartier chegou Rio Saint Laurent (leste do Canadá), trouxe com ele toda uma cultura francesa tradicionalmente católica e renascentista. Religiosos fervorosos e conservadores, os colonos franceses seguiam à risca os 10 mandamentos (ou assim creio eu). Fundamentado na pedra de Moisés,  a província de Québec foi estabelecida.

O tempo passou, mas as raízes culturais estavam firmemente plantadas na terra e o resultado disso foi dos mais curiosos. O Québec tem, por conta da tradição religiosa, uma peculiar lista de palavrões. Quer xingar em québecois? Pense catolicamente!

Como um dos mandamentos condena quem usa o Nome de Deus em vão, na época da colônia isso era um sacrilégio (hoje ainda é, mas ninguém liga). Sendo assim, era chocante dizer "MEU DEUS!!!", "OH, CRISTO!!!" e afis por qualquer motivo. Na França, eles inventaram formas substitutas como"Morbleu" ou "Mort non de Diable" (morte não do diabo) para dizer "Mort de Dieu"; o martírio de Cristo. No Québec, essas palavras duram até hoje, com algumas variações.

Acredito que o xingamento mais popular na parte francesa do Canadá seja "tabarnac!", a palavra francesa tabernacle escrita vulgarmente. Vem do latim tabernaculum; que é um local de culto itinerante, passível de ser deslocado. O mesmo acontece com "'sti!", que vem de hostie, a hóstia da Comunhão. "Crisse", outra palavra bem comum, vem de Christ, o Cristo na cruz... Usar o nome de Deus, lá, ainda é feio. Temos também "câlisse!", o cálice do "Sang Réal". Hoje descobri uma nova ofensa. Parece que você pode chamar as pessoas de "cave!" por lá. Uma possível alusão ao Santo Sepulcro?

Assim, ao gritar "Câlisse d'un sti de tabarnac de cave en Crisse!!" no Quebec, os céus se abrirão e um Deus em cólera derramará sobre o pobre pecador sua ira, dando a ele a paz eterna. Ou não.

sexta-feira, junho 15, 2007

PerigOSO mosquITO no bICO do pATO

Oso, Ito, Ico, Ato e hoje é dia 15 de junho, dia do Químico. Como eu sei disso? Bom, aconteceu de eu namorar uma química (=***) , que sabe tudo sobre o perigoso mosquito no bico do pato.

Ontem, recebi um puxão de orelha por nem saber que esse dia existia. Hoje vou me redimir, pois, se ela me disse que o dia era hoje, namorado bom que eu sou, após ampla e profunda pesquisa, constatei que na verdade a data é comemorada em 18 de junho. Acho que estamos no 1 a 1 agora! ^_^

Então, quando for dia 18, Bicos de Bunsen, Tabelas Periódicas, Telas de Amianto, Erlemeyers e QUÍMICOS do mundo alegrai-vos em festa e bebeis à vossa saúde!! Afinal, o processo de destilação nada mais é do que uma transformação química!

Eis uma pequena homenagem, a ser considerada a partir do dia 18!


Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket minhoca-cientista
...Pelo cheiro, é um ácido, pH menor que 7.... Droga! Onde coloquei o Papel de Tornassol??

segunda-feira, junho 04, 2007

A mala andarilha

Existe um lugar onde a Lei de Murphy opera com mais força, ao menos em relação a mim; e não há banho de arruda com sal grosso que resolva. Este lugar fica na região de Nova Iorque situada entre os caóticos aeroportos JFK e LaGuardia. Sempre que estive nesses aeroportos, algo que não era pra acontecer aconteceu. Da primeira vez, no JFK, foi o salgado. Morto de fome ao chegar na cidade, vi um salgado apetitoso e caro, a venda num café. Comprei e vi a mulher colocar por um tempo no microondas. Muito tempo, pro tamanho do bicho. A fome era tanta que, assim que percebi que o seu exterior havia esfriado eu abocanhei metade do bolinho para sentir metade da minha boca sendo escaldada por um recheio cremoso que devia ter algum gosto, mas a minha boca queimada não notou.

Depois do salgado incandescente, ainda fui fazer check-in na extremidade errada do aeroporto. A reforma do JFK deve ter confundido os funcionários que, com informações erradas, me proporcionaram um agradável passeio pelo local. O balcão da Delta Airlines havia sido mudado de "A" para "B", sendo estes pontos diametralmente opostos, lembrando que, em se tratando de JFK, o diâmetro é grande. Malas atrasadas, quitute de aeroporto em brasa, balcões itinerantes... Tudo me preparava para o que estava por vir.

Tive que pegar uma conexão no aeroporto de LaGuardia, o "irmão menor" do JFK, em intensa atividade em 2002, quando a reforma estava para acabar. No JFK e estranhamente nada de anormal havia ocorrido, tirando a comida. Um pequeno atraso na bagagem... nada demais. Segui feliz para o ônibus que faria o translado de um aeroporto a outro. Coloquei minha mala no compartimento próprio, lá no fundo e subi. O ônibus deixou passageiros e pegou tantos outros por Nova Iorque, até que parou no aeroporto de LaGuardia, seu destino final. Haviam poucas pessoas no ônibus e nenhuma mala. Nem a minha. Fui pedir explicações ao motorista viet-cong do ônibus que não ligou muito pra minha história. Ele me explicou que "não mala ali! Viu?? Vazio! Tudo escuro, né??" Disse a ele que ele fez um lindo passeio por TODA Nova Iorque, gente entrando e saindo e a minha mala simplesmente sumiu em algum lugar do trajeto. Ele coçou a cabeça, se despediu e me deixou ali, sem mala nenhuma.

No terceiro ônibus, minha mala apareceu. Não entendi. Ou eu estava sofrendo de transtornos mentais ou a minha mala tinha ido passear sem o meu consentimento. De volta a casa, fiz exames e a primeira hipótese foi descartada. Meus pertences poderiam ao menos ter me ligado para avisar...

quinta-feira, maio 24, 2007

Murdochville

Muitas pessoas já devem ter visto ou, no mínimo, ouvido falar de cidades fantasma. Cidades sem nem uma viva alma circulando pelas ruas. Quem já viu filmes ambientados no Velho Oeste deve saber do que eu estou falando.

Creio não ser o único a ver a "fantasmização" das cidades como um processo rápido. A impressão que se tem é que uma cidade é "viva" ou "morta"; não-fantasma hoje e fantasma amanhã, ao raiar do sol. Pois bem... Existe o meio termo. Como o sistema que são, essas cidades travam uma batalha agonizante para sobreviver. Bem vindos à Murdochville.

Estive em Murdochville em julho de 2003. Trata-se de uma cidade na península da Gaspésie (Quebec; leste do Canadá) que foi fundada numa época em que o cobre brotava da terra aos montes e a mineração estava em seu auge. Essa região do Canadá é muito rica nesse metal. Porém, nos anos 90, o cobre começou a ficar escasso. Para encontrá-lo, era preciso cavar mais fundo e isso custava cada vez mais caro aos cofres da cidade, que chegou a ter cerca de 5000 hab. Nessa década, várias casas de fundição de cobre foram fechadas, culminando com o abandono da mina, que hoje serve de atração turística. Trezentos trabalhadors chegaram a ser demitidos em um único dia e a população começou a cair. Os que ficaram, continuaram os esforços para diversificar a economia local e atrair investidores do ramo químico, já que a cidade possui um amplo parque industrial com uma boa infra-estrutura herdada da atividade mineradora.

Quando da minha visita, passei por ruas totalmente desertas, postos de gasolinas cujas bombas estavam secas, cobertas por um plástico grosso e opaco pela poeira, carros abandonados e duas ou três pessoas que passeavam com o cachorro ou tomavam sol em frente à casa. Muitas placas anunciavam imóveis à venda por preços ínfimos. O centro esportivo e o cinema, que chegaram a ser o orgulho da cidade estavam fechados por tempo indeterminado. Finalmente, o que mais me impressionou, numa rua mais comercial, foram as pinturas que, literalmente, povoavam todas as fachadas. Tomando café num restaurante, conversando em uma esquina ou olhando uma vitrine, os desenhos retratando pessoas em seu dia-a-dia tentavam dar mais vida a uma Murdochville moribunda.

Hoje, a cidade de mais de 50 anos tem como símbolo a energia eólica e 850 habitantes que lutam por sua continuidade. Desejo a eles sucesso...

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket murdochville
Localização na Península da Gaspésie
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket murdochville
Mapa da cidade
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket murdochville
Cidade vista do alto
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket mina_murdochville
Vista aérea da mina
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket mina_murdochville
Mina de cobre ociosa
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket mina_murdochville
Minerador de cobre ocioso
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Minerador de primeira viagem
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket mina_murdochville
Antes da descida, no centro de processamento do cobre
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket Caminhão gigante
...E ninguém para trocar o pneu?!
Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket clone-do-borat
Um dos rostos pintados na cidade que me chamou a atenção; cruzamento de Seu Madruga com Saddam Hussein (eu jamais mencionei que os rostos pintados eram amigáveis!).

segunda-feira, maio 14, 2007

O Salmão

Em uma atitude um tanto egocêntrica, não costumo colocar nos meus blogs coisas que não são escritas por mim. Abro aqui uma meia exceção; já que meramente traduzi um texto.

Como viajar com um salmão
(Comment voyager avec un saumon- Umberto Eco- Tradução Livre)
Se formos considerar os jornais, nossa época é assombrada por dois grandes problemas: a invasão dos computadores e a inquietante expansão do Terceiro Mundo. É verdade, e disso eu fui testemunha.

Há pouco tempo, eu fiz uma breve viagem; um dia em Estocolmo e três em Londres. Em Estocolmo, tive tempo de comprar um salmão defumado enorme a um preço irrisório. Cuidadosamente embalado em um plástico, me aconselharam, já que estava de viagem, a conservá-lo em local fresco. Falar é fácil.

Felizmente, em Londres, meu editor havia reservado uma suíte de luxo equipada com um frigobar. Chegando ao hotel, tive a impressão de estar numa ruela de Pequim durante a revolta dos Boxers.

Famílias acampando no sagüão, viajantes escondidos em sacos de dormir, descansando sobre suas bagagens... Eu me informo com os empregados, todos indianos ou malaios. Eles me respondem que, no dia anterior, o hotel havia sido dotado de um novo sistema informatizado, que por conta de uma queda de energia havia entrado em pane duas horas atrás. Isso tornava impossível saber se os quartos estavam livres ou ocupados. Teria que esperar.

No final do meio-dia, o computador consertado, eu pude enfim entrar no meu quarto. Preocupado com o salmão, tirei este da minha mala e me pus à procura do dito frigobar.

Normalmente, os figobares dos hotéis comuns contêm duas cervejas, duas garrafas de água mineral, umas mini-garrafas de uísque, uma pequena variedade de sucos de fruta e dois sacos de amendoim. O do meu hotel, de dimensões gigantescas, tinha cinqüenta mini-garrafas de uísque, gin, Drambuie, Courvoisier, Grand Marnier e outros licores, oito garrafas de Perrier, duas de Badoit, duas de Évian, três garrafas de champanhe, várias latas de stout ou pale-ale, de cerevejas holandesas e alemãs, vinho branco italiano e francês, amendoins, amêndoas, chocolates, biscoitos salgados e alka-setzer. Nenhum lugar para o meu salmão. Dois grandes armários estavam à minha disposição: coloquei neles todo o conteúdo do frigobar, guardei meu salmão e não me preocupei mais. No dia seguinte, meu monstrengo jazia na mesa e o frigobar estava entulhado com produtos de qualidade. Eu abro os armários e constato que tudo que eu havia guardado continuava lá. Eu ligo para a recepção e peço para informar aos responsáveis pelo serviço de quarto que eles encontram o frigobar vazio não por eu consumir tudo, mas por causa de um salmão. Me respondem que esta informação deve ser dada ao computador central pois os empregados não são anglófonos e, por conta disso, podem apenas receber instruções em Basic.

Abri dois outros armários para transferir o conteúdo do frigobar, no qual enseguida eu guardei o salmão. Dia seguinte, às quatro horas, o animal descansava na mesa e começava a exalar um cheiro suspeito.

A geladeira transbordava de garrafas e latas etílicas. Quanto aos armários, eles lembravam o cofre de um mafioso nos tempos da lei seca. Eu ligo novamente para a recepção e me dou conta de que eles tiveram uma nova pane no sistema informatizado. Eu tento explicar meu caso a um sujeito com os cabelos presos em um coque: infelizmente, ele falava um dialeto que, de acordo com o que me explicou um colega antropólogo, era utilizado somente no Kefiristão na época em que Alexandre, o Grande celebrava suas bodas com Roxane.

Na manhã seginte, eu fui fechar a conta. Ela tinha um valor astronômico! Aparentemente, em dois dias e meio eu havia consumido vários hectalitros de Veuve Cliquot, dez litros de uísques diversos, incluindo alguns maltes muito raros, oito litros de gin, vinte e cinco litros de Perrier e Évian, algumas garrafas de San Pellegrino, mais suco de fruta que o necessário para manter em vida todas as crianças da UNICEF e uma quantidade de nozes e amêndoas que faria vomitar o legista encarregado pela autópsia dos personagens de La Grande Bouffe. Eu tentei me explicar mas o empregado sorridente, dentes escurecidos pelo betel, me assegurou de que o computador havia registrado tudo aquilo. Pedi um advogado. Me trouxeram um abacate.

Meu editor está furioso e acha que eu sou louco. O salmão foi pro lixo. Minha família disse que eu deveria beber menos.

(ECO, Umberto, 1986/1997 - Comment Voyager avec un Saumon - Nouveaux pastiches et postiches, Éditions Grasset)
NOTA: Pensei que esse texto não tivesse sido publicado por aqui mas acabei de descobrir que ele está num livro chamado "O segundo diário mínimo". Soubesse disso, provavelmente não teria tido o trabalho...

Garrafada da floresta (puçanga)

Atendendo à sugestão do Eduardo...

Tudo começou quando, caminhando pela rua. minha mãe avistou um daqueles vendedores de iguarias do nordeste. Aqueles mesmos, que se instalam nas quadras de Brasília, vendendo doces de frutas que bóiam melancolicamente dentro de potes de geléia sob o sol escaldante do meio dia.

O nordestino da vez era índio velho, pajé andarilho, caboclo sabido. Entendia de tudo que era verde e curava: folhas da mata e notas de 1 Real (sim, elas curam-seja com a compra de remédios seja repassando a corrente que geralmente vem escrita com caneta BIC na marca d'água). Minha mãe não se interessou por suas compotas, mas o velho índio tinha um ás na manga. Uma poção da floresta, ideal para curar o meu irmão que, no dia, não estava bem do fígado. O lado consumista de mamãe não resistiu. Assim, chegou à nossa casa a milagrosa garrafa contendo a "POÇÃO do CHARLATÃO"(apelido carinhoso)...

No rótulo temos as especificações:
Composição: Angico preto, Pau ferro, Açoita cavalo, Pau de chapada, Podoi, Arueira, Umburana de cheiro, Gonçalava, Sucupira, Jatobá, Batinga, Fedegoso, Catingueira, Pau darco e Joana guba.
(Verdadeiro trabalho de alquimista da selva)

Indicado no tratamento de: Anemia, gastrite, bronquite, sinusite, úlcera, má digestão, corrimrntos, fígado, rins, inflamação no útero, ovário, hemorróida e inflamações em geral.
(Me fez lembrar de um bruxo de Abidjan que prometia curar Aids e "Viado")

- Manter longe do alcance das crianças, animais domésticos e idosos.
- Pode conter rastros de amendoim.
- Válido até 07/2007, segundo o cheiro da chuva.
- Ao persistirem os sintomas, compre outra garrafa!

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
...E já está no finalzinho! Descobri que com PINGA fica uma delícia, mas você começa a ver coisas que não estão ali.


Em tempo: Puçanga.: feitiço, magia no vocabulário dos índios TUKANO.

quinta-feira, maio 10, 2007

Lógica neo-desexistencialista comparada.

Filho de um soldado do exército vermelho com uma polonesa, nascido na Alemanha socialista e criado num goulag, Jürgen Adenovich-Popov quase teve seu nome inserido nos anais da história com sua obra "O Pensamento Neo-Desexistencialista Comparado: de Revoluções e Passeios no Parque", com o qual ele pretendia revolucionar o modo de pensar ocidental, oriental, africano, polinésio, pré-colombiano, nórdico, greco-romano e assírio-babilônico (no mínimo).

Infelizmente, um agente da KGB confiscou seu livro, que recentemente foi encontrado num obscuro bordel no Uzbequistão. Uma fonte secreta me passou essa imagem de um trecho de sua obra inédita.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
"Inteligência Aracnídea; J. Adenovich Popov"

quarta-feira, abril 25, 2007

Os contos

"- Quanto custa esses pão?
- É cinco conto!!!"


Quem nunca ouviu algo parecido? "Conto", que eu vou abreviar a partir de agora como C$, é uma verdadeira moeda paralela, muito usada no Brasil. Alguém já se perguntou de onde vem o Conto?

Diz o folclore popular (modernamente conhecido como lenda urbana) que tudo começou na época colonial, quando o Tiradentes ainda tirava dentes e os bandeirantes descobriam o seio das matas, das colinas e das belas nativas. A Coroa, com impostos cada vez mais pesadaos sobre a colônia (o quinto e similares) fazia com que o dinheiro dos brasileiros estivesse sempre minguado. O ouro extraído, por exemplo, tornava-se irreal, já que as casas de fundição tomariam 1/5 desse para os cofres del-Rei. Surgiu nessa época o Santo do Pau Oco, para esconder o ouro ilegal (os garimpeiros iam para as minas ateus e voltavam católicos fervorosos). O ouro legal, que não era recheio de santo, não era mais que um C$! Você achava 5 kg de ouro e saía com 4! Um absurdo! De revolta com o dinheiro, minado por pesados tributos, os garimpeiros criaram o jargão profissional CONTO, para enfatizar a instabilidade de seus ganhos, cujos valores eram nada mais do que uma lorota.

Mais tarde, a realeza, já no Brasil independente, decidiu adotar o termo como medida de valor. Dez Contos de Réis... O C$ perdeu todo o seu desvalor agregado. Tornou-se uma palavra comum. Não contentes de tirar dos garimpeiros do seu ouro, tiraram também do seu vocabulário.

quinta-feira, abril 12, 2007

1 semana

Apesar das dores causadas pela idade, ela sempre estava sorrindo; sempre alegre. Vigilante e desconfiada, zelava por suas coisas, monitorava a validade dos alimentos e reclamava do excesso de batata frita na mesa. Tinha fama de mandona e gostava de ter sua verdade reconhecida. De fato, não raro ela tinha razão sobre as coisas, afinal, com 98 anos no currículo, sua sabedoria era inquestionável. Conhecia velhas músicas de roda; umas que só ela deveria se lembrar. Músicas estas que o meu irmão deve ter guardado para a posterioridade, escritas em sua caligrafia trêmula. Eram alegres, divertidas, engraçadas. Como ela. A religião era mais que uma verdadeira paixão; já era seu estilo de vida. Seu quarto era um altar em expansão, com uma quantidade de imagens de Santos que aumentava com o passar dos anos. Tantas que por vezes uma caía e perdia uma cabeça ou mão... Então ela me chamava. Eu era seu restaurador pessoal de imagens sacras. Chegava em seu quarto com a Santa-Cola e as imagens ficavam novas. Trazia também para ela histórias das mais variadas, que eu lia em revistas ou livros. Ela reprovava, na maioria das vezes, dizendo que aquilo era cultura inútil. Sempre discutíamos coisas sobre religião, violência e vida noturna. Sempre com opiniões opostas. Ela também gostava dos desenhos que eu fazia. Gostava, na verdade, de qualquer rabisco que tivesse algum significado, mesmo se ela olhasse para o sapo que eu havia desenhado e exclamasse "Oh! que bela pedra!". O último desenho que ela viu de mim foi um bode. A última notícia que teve de mim, foi que eu tinha ido trabalhar, depois de ter saído a noite e ido dormir tarde. Há uma semana, ela está mais longe de mim, mais próxima de seus Santos. Deixou saudades.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Avó Aleixina. 1908-2007. Desenho por Eduardo.

domingo, abril 08, 2007

Feliz Páscoa!

Feliz Páscoa a todos que passarem por aqui!

Happy Easter to all who passed by!

Joyeuses Pâques à tous ceux qui sont passés par ici!


Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket coelho-da-pascoa-assassino
...MONTY PYTHON-STYLE!!!!
"not your ordinary harmless little bunny!"

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...