segunda-feira, dezembro 31, 2007

Descascando o Anjo de Natal

Último post, para fechar o ano bem...
POR QUE O ANJO É O ENFEITE DO TOPO DA ÁRVORE DE NATAL??

Reza a lenda que há muitos e muitos anos, houve um Natal em que Papai Noel acordou com o pé esquerdo. O sol nasceu torto pra ele e, sem que ele soubesse, nada haveria de dar certo naquele fatídico dia. Para começar, foi acordado por um duende fanho que veio alertá-lo que o Rudolf, sua "rena" favorita estava de frescura. Ao se levantar, pisou no rabo do gato, tomando um arranhão na perna.

Entrando no estábulo, encontrou as renas, lideradas por Rudolf fazendo um motim, clamando por direitos iguais, aumento de salário, redução da jornada... Vai carregar um trenó pelos ares pra ver o que é bom, Papai Noel!!! Após horas tensas de negociações, o diplomático velhinho e Rudolf, agora líder sindical das renas, chegaram a um acordo.

Do estábulo, o diligente velhinho foi à fábrica de brinquedos, e viu que a produção estava atrasada. Bem que avisaram para ele adotar o modo de produção "toyotista" mas, por ser muito apegado à velhas tradições manufatureiras ele não deu ouvidos a seus conselheiros-anões...

Voltando ao seu chalé aconchegante e quentinho, já sem a luz do sol, o exausto velhinho foi se arrumar para o Natal. Colocou sua velha roupa vermelha e, quando saiu do quarto ouviu o riso da Mamãe Noel....
- HoHoHoHoHo!!!!! Ahhhhh meu velho txutxuco!!! Essa calça é mais velha que a sua avó! Tá com um ROMBO na bunda!!! Dá pra ver sua cueca natalina! Está ridículo.
- Ara muié!!! Eu tenho temp'risso não! Tou atrasado!
- Deixa de besteira. É rapidinho!!!!
Mamãe Noel costurou a calça e, no último ponto, espirrou, colocando meia agulha Papai Noel edentro... O alfinetado velhinho deu um pulo e bateu a cabeça no lustre de cristal da sala, que acabou caindo sobre ele.

Olhou o relógio, viu que era hora de partir. Só faltava calçar as botas, que estavam na entrada de casa. Antes, foi até a cozinha e pegou uma xícara do delicioso café preto, forte e escaldante que só Mamãe Noel sabe fazer. Foi quando, ao seu lado toca a campainha estridente. Com o susto, o nervoso velhinho jogou pelos ares a xícara de café que quebrou em mil pedaços, espalhados pelo chão. O café quente, como não podia deixar de ser, caiu todo sobre ele. O marinado velhinho foi então até a porta. No caminho ainda cortou o pé em um pedaço de xícara.

Quem poderia ser a uma hora dessas?!?!?!?!?!

Ao abrir, deparou-se com um Anjo do Senhor. Loiro, lindo, de olhos azuis, sorriso de orelha a orelha, túnica branquinha e um pontiagudo pinheiro na mão.

- Feliz Natal Papai Noel!! Me diga... Onde eu posso colocar essa árvore?

A partir desse dia, o Anjo tornou-se o enfeite do topo da árvore de Natal.

(autor desconhecido; adaptada)

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Descascando Papai Noel.

Velho marrento esse Papai Noel. Resolvi fazer uma análise de sua vida. De sua qualidade de vida, melhor dizendo.

Para começar, um Papai Noel vive no Pólo Norte. Uns dizem que é na Finlândia, lugar que apresenta um dos mais altos IDH do mundo. Isso deve permitir ao bom velhinho uma vida farta em calóricos alimentos nórdicos, em uma perpétua engorda onde ele cultiva carinhosamente seu foie gras. Digo isso pois até hoje eu nunca vi um Papai Noel malhado. Ele sempre tem uma aparência de bolo fofo. Porém, ele pode comer aqueles pães de centeio com patê de caça à vontade, afinal, não somente o véio parece ter uma imunidade contra colesterol alto mas também, ele parou no tempo. Não envelhece mais e, ao que tudo indica, a Senhora de Capa Preta esqueceu-se de colocá-lo na lista. Me pergunto o que ele terá dado a ela de presente.

Papai Noel é patrão. Tem sob seu comando um bando de duendes que trabalham sem parar e nunca entram em greve. O Old Boss trabalha no máximo três meses ao ano, sendo que por dois deles se contenta em fazer aparições na mídia. Depois, posa para fotos e pega criancinhas no colo em estabelecimentos comerciais do mundo todo. Já foi garoto propaganda da Coca Cola e voa pela noite em um trenó alado puxado por renas mágicas. Cinco renas e um veado, para ser mais exato. No Natal, ele entrega presente pra criançada toda e depois volta pra frente de sua lareira no Pólo Norte. Com o envelhecimento da popução no primeiro mundo (quem mais consome, logo, quem mais ganha presente) a tendência é que ele tenha cada vez menos trabalho. Menos crianças no colo, menos entregas e mais tempo no orkut e em frente à lareira.

Estou ecrevendo isso tudo apenas para concluir que, quando crescer, eu quero ser Papai Noel.

sábado, dezembro 22, 2007

O tal Feliz Natal

Caros amigos, amigas, visitantes de Blog

Mais um ano que se passou
Mais um Natal
Mais um ano novo que vem chegando
E o tradicional e-mail de fim de ano
(evolução, revolução ou "desevolução" do bom e velho cartão de natal - dependendo do ponto de vista de cada um)
A saideira.
Que seja com hectalitros de Veuve Clicquot
O Nascimento de Cristo
Que seja lembrado
Antes de abertos os presentes
Ou devorada a ceia...
Importante não esquecer
As razões de celebrar
E com isso desejo a todos
Mais felicidade
Mais sucesso
Mais paz
Mais amor
Mais saúde
Sempre mais; se for para o bem
Que os sonhos a serem realizados em 2008
Tornem-se com o tempo, boas lembranças;
Realizações inesquecíveis.
Mesmo com hectalitros de Veuve Clicquot...

Beijos/Abraços
Dom Rafa

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Você só vê em Brasília.

Você reconhece um bom negócio quando, antes mesmo de começar, já tem um adepto.
Era um rapaz forte, de uns vinte e poucos anos. Trajava camisa preta estampada, bermudão preto e havaianas. Nas costas, uma mochila; na cabeça, um boné que escondia idéias meio espanadas. Estava ali, perto da W3, sentado, coluna ereta, pernas abertas e mãos juntas apontando para o zênite em adoração. E se curvava, reverenciando uma árvore.

Imediatamente vi nesse doido um cliente potencial, digo.... um devoto potencial para a Igreja do Ôco-Tôco das Causas Pirdidas (com essa grafia para ressaltar o quão pirdida está a causa). Com a proliferação de Igrejas e seitas de todo tipo, o retorno financeiro é garantido. Os interessados podem me doar uma quantia genero$a de reais e, em troca, eu darei a eles uma planta-benta do pa'ôco para rezar. Dizem que é milagrosa. Eu não digo nada.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Pet Shop Boy

Durante a minha vida eu tive vários animais de estimação. Uns mais de estimação do que outros. Com 3 anos, fiz carinho no meu peixe vermelho até que esse viesse a falecer de tanto mimo. Com 7-8 anos, tentei sem sucesso criar todo tipo de insetos, formigas, marimbondos, vaga-lumes, cigarras... Até que ganhei uma cachorra, a Mink e um galo-da-campina, o Tupã. Nessa época, também, ganhei aqueles "pintinhos" que você levava de brinde em certas feiras de animais. Cresciam e tornavam-se galos revoltados com a vida... Era o típico presente de grego. Depois, outra cadela, a Tati (existe até hoje), mas ela nunca foi muito com a minha cara. Também cheguei a ter 2 casais de gerbil (rato do deserto australiano) que tinham por hobby a reprodução em larga escala. Bonsais, suculentas e flores foram meus vegetais de estimação. Por fim, tive pássaros semi-domésticos (um pombo-correio que se instalou lá em casa, uma rolinha que entrava e saía sem cerimônia), um filhote de gato que não durou muito e um mico que ficou lá por uma semana antes de ir para o zoológico.

Em breve, com a Tati se mudando, vou ter que adquirir outro ser vivo substituto. Estou na fase de analisar as opções.

1- Cachorro: o mais comum. Para apartamento tem que ser um pequeno. Os pequenos são muito carentes de atenção. Eu não sei se daria tanta atenção assim. Apesar do alto nível de interação e cumplicidade, acho que não seria o animal ideal pra eu criar em um apartamento. Além do mais, já tive experiências com cães. Está na hora de partir pra algo novo.

2- Peixe: ele fica lá no aquário. Pra lá e pra cá. Não vejo a mínima graça. E, desde criança, aprendi que se você vai tentar agradá-lo, ele morre. Extremamente mal-agradecido. Peixes são lindos e muito mais interessantes no fundo do mar.

3- Tartaruga: outro que não tem muita graça. Não mexe muito. É como ter um peso de papel que come e descome. Não dá aquela sensação "Oba! Não vejo a hora de chegar em casa e ver o que aquela tartaruga safada aprontou." Provavelmente a tartaruga safada não terá nem saído do lugar.

4- Furão (Ferret): esse deve ser interessante. Pelo que ouvi dizer, ele vai até passear na rua com você. Infelizmente, ele ia competir comigo no quesito "curiosidade" e provavelmente desorganizaria minha desordem. Pensem no caos que tomaria conta da minha toca...

5- Chinchilla: parece uma cruza de esquilo com ratazana. Não me inspira confiança. E ponto. é só isso.

6- Répteis: hum... Nunca tive uma queda por eles. Não me vejo criando uma serpente ou um iguana. Minha mãe teria um ataque...

7- Hamster/Gerbil/Rato de laboratório: hamster é chatinho, meu irmão já teve. Roeu meu dedo todo. Gerbil é mais legal, mas suja e se reproduz demais!!! Outros pequenos roedores me dão nojo. Aqueles ratinhos brancos do tipo Stuart Little em particular.

8- Gato: fico tentado a comprar um gato. Você nunca sabe ao certo o que esperar deles. Porém, eu vou ter que ensinar à criatura que meus móveis e cortinas NÃO são brinquedos para arranhar. E meu pai certamente não aprovaria a minha escolha.

9- Pássaro: é um caso a se pensar. Eu gosto, já tive e não dá tanto trabalho. Fica ali, na dele, na gaiolinha. O problema é que, dependendo do pássaro, ele vai ficar "na dele" demais. Se for pra ter algo voador, devo optar por uma calopsita. É bonita, não faz muito barulho e com o tempo, fica bem mansa.

10- Coelho: minha escolha número 1 (no momento). Interage com o dono, pode viver num gaiolão, aprende a fazer as necessidades em um lugar específico, reduzindo a sujeira e eu terei onde deixá-lo sem que ele vá roer nada! Vejo o coelho como um meio termo entre pássaros, cães e gatos. Procuro uma raça "anã", dessas que pesem menos de 2 Kg. Como nunca tive um, vai ser uma nova experiência. E se eu cansar, posso sempre fazer uma sopa!
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