quarta-feira, dezembro 24, 2008

Vorsprung durch technik

Zooropa. Era a música que eu escutava enquanto vagava perdido pela cidade nesse dia de Natal. Bom... Até as 19h, não havia nenhuma notícia de alguma tradicional reunião familiar. Sem saber se haveria a habitual ceia, tendo recusado um convite natalino, e com a fome apertando, eu saí pela cidade enquanto o sol se punha atrás de alimento.

Pela primeira vez, eu estava sem rumo certo dia 24. Brasília tinha aparência de um domingo às 4 da manhã. Tudo fechado, estacionamento do Pier 21 vazio, poucos carros na rua... Só o céu azul brigando com as nuvens carregadas davam indícios de que eu estava aqui.

Comecei a minha busca por comida passando no SKYs. Fechado, o que era um sinal funesto. Quando o SKYs fecha, a coisa é grave. Depois foi o Pão de Aucar 24h. Fechado também. E a Dom Bosco, e o Pier, e o cachorro quente de quadra... Ninguém pra me alimentar na cidade. Até que achei um local aberto: LEBLON na 208 sul, mas eu não gosto muito de lá e nem parei o carro.

Resultado: minha ceia de 2008 se resumiu a um Cheese Picanha do AM PM e a um Bolo de sequilho que, a duras penas, logrei arrumar em uma padaria semi-aberta (ou semi-fechada; como preferirem). Para acompanhar, uma lata de Coca Cola...

É... Bem bizarro pra um Natal.

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De volta ao Blog, desejo a todos um Feliz HoHoHo e um Próspero Pop-Bang!!!

segunda-feira, setembro 29, 2008

Criando uma cigarra

Sei que muitos vão achar o que eu fiz um tanto nojento, mas eu não podia deixar a oportunidade passar por mim. Desde criança, quando eu tinha aquela fixação infantil por insetos, queria ver uma metamorfose. Uma larva se transformando em outra coisa, ao vivo (porque pela televisão eu já havia visto).

Eis que na sexta-feira, indo pra casa da minha tia, me deparo na rua com uma ninfa de cigarra viva! Condenada à morte, já que ali passam carros. Era a primeira vez na vida que eu via aquelas cascas que ficam agarradas nas árvores com vida-rastejando sobre asfalto do meio dia. Voltei aos meus oito anos de idade e salvei o pequeno inseto do fim, levando-o comigo...

Photobucket bebe cigarra
Tudo começa com um ovo, depositado ao pé das árvores. Dos ovos saem as larvas que entram na terra e se transformam nas NINFAS, como essa aí da foto.

Photobucket ninfa de cigarra
A ninfa precisa de garras fortes para cavar. Ela se enterra, cavando túneis muito profundos e fica no subsolo por uns 6 anos, se alimentando das raízes das plantas. É uma verdadeira praga.

Photobucket criando uma cigarra
Resolvi ver a cigarra nascer. Levei pra casa e, numa caixa de sapatos, tentei criar um ambiente pra que ela pudesse nascer em paz... Ela precisava de um apoio, algum lugar onde se agarrar para que o adulto saísse da casca. Usei uns enfeites de madeira e ela se acomodou em uma pulseira que meu pai trouxe da África.

Photobucket cigarra nascendo
O animal adulto começou a sair... Porém, na metade do processo, ela caiu da pulseira e eu tive que segurar a casca para ela continuar se desprendendo.

Photobucket cigarra nascendo 2
Photobucket cigarra nascendo 3
Photobucket
"Sai desse corpo que não lhe pertence!!!!"

Photobucket cigarra recem nascida
A cigarra recém-nascida!!

Photobucket desenvolvimento da cigarra
Photobucket metamorfose da cigarra
As asas dela se transformaram em menos de 10 minutos...

Photobucket brincando com a cigarra
Photobucket cigarra de estimacao
Resolvi "brincar" um pouco com a cigarra, antes que ela começasse a voar!

Photobucket cigarra curiosa
Extremamente curiosa... Quis ver o que era o meu celular.

Photobucket cigarra adulta
Enfim, o bicho adulto, à noite. Dia seguinte, cedo pela manhã, fui até uma bananeira e soltei a cigarra, sob uma forte chuva.

Ela viverá uns 30 dias. Tempo para se reproduzir, única função do inseto adulto. Aí o ciclo irá recomeçar...

quarta-feira, setembro 24, 2008

Cyber-Kreyol

Dizer que "a Internet afetou a maneira como nos comunicamos" é mais batido do que as claras de ovos que irão parar no bolo da vovó. Mas, kkkkkkkkk, não estou nem aí e resolvi escrever sobre o tema assim mesmo. Isso porque ontem, no Wikipedia, fui pesquisar sobre um país chamado BARBADOS. Queria saber de onde tiraram esse nome. E se as mulheres que nascem lá são barbadas (de nacionalidade, não de pêlos no rosto).

Bom... Descobri que, além de inglês, lá se fala "Bajan" um dialeto do inglês, chamado genericamente de crioulo, creole, kreyol e derivados. Bajan é muito interessante. É como um inglês falado rápido, com algumas palavras oriundas de línguas africanas. Exemplo: "There is not anything here for you." fica "Dum ain' got nuffin hey fuh you." em bajan. Escravos africanos fizeram isso com o inglês. É a língua das ruas. Nós estamos fazendo isso com todas as línguas. É a língua da Internet. É nosso Creole binário. Cada vez mais ouço (não leio no MSN; OUÇO dizer mesmo) frases como "Daí eu cácácácácácácácácácácácá". KKKKKKKKKKKKK. Influência direta dos bate-papos virtuais... Já ouvi também "Pode deixar que te add (pronuncia-se ÉD)", querendo informar ao interlocutor que eles estão prestes a se tornarem amigos.

Outras expressão que num futuro próximo será seguramente incorporada ao nosso dialeto:
"KRK tu eh mtttttt gata!! Add aê!" (pequena evolução da anteriormente mencionada): conhecido no passado como "gostaria de ter seu consentimento para fornicar". Analisamo, temos KRK (caraca!), interjeição do momento que ao que tudo indica será muito usada. Palavra menor, recurso usado nas línguas creoles. Seguindo, temos "mttttt". A repetição do "t" indica ênfase. Outro recurso usado nesse tipo de língua (na Guiana- "Dis wata de col col" equivale a "This water is very cold"). Finalmente o éd aê que não carece maiores esclarecimentos.

Por mais batido que seja o assunto, temos um dialeto em formação e ninguém vê. Em breve, falaremos o creole da Internet. Tal fato jamais teria passado pela cabeça do navegador português que ao desembarcar na ilha de Ichirouganaim e deparar-se com as figueiras, chamou o lugar de Barbados, por conta das raízes das árvores...

terça-feira, setembro 16, 2008

Purpurinaram a Carreira.

Não é invenção minha. Algumas carreiras, ao menos no Brasil, têm uma fama um tanto florida. Os cabeleireiros, decoradores, arquitetos e bailarinos padecem desse preconceito. Preconceito que também atinge os diplomatas. E atinge também seus filhos, com a afirmativa de que o filho do diplomata, tenha ele tendências suspeitas ou não, será inevitavelmente um porra-louca, cultivando hábitos bizarros. Um pouco como as mulas sem cabeça, que durante o dia são filhos de padres que levam suas vidas pacatas nas cidades do interior.

Tendo essa fama diplomática em mente, fiquei um tanto espantado ao ver esse cartão postal, na saída da Belini, na 113 Sul:

The Dip
...E não me venham dizer que o publicitário escolheu essa foto "na inocência"... Posso acreditar no Renato Gaúcho e no Fluminense mas nesse caso, a mensagem nas entrelinhas fica óbvia!!!

~~~**~~~

Nada a ver com diplomacia, mas elas estão chegando! Em breve, a gritaria começa. E as tempestades. E os ventos. E as árvores despencando. E as ruas alagadas... Melhor época do ano em Brasília, apesar de alguns inegáveis incômodos...

Cigarras
"Gachinha"

casca de cigarra
The Kwai March

quinta-feira, setembro 11, 2008

Olé?

O ano era 1999. O local alguma sala de aula da CTJ em Brasília (aulinha de inglês, sabe?) durante uma prática de comunicação oral. O tema a ser debatido era as touradas. Todos a favor. Alguém havia de ser o advogado do diabo, no caso o touro e no caso, eu.

Não que eu seja um ambientalista chato, mas meu Santo não bate com o padroeiro das touradas. Meus argumentos eram inúteis. Fui até chamado de fascista. Todo o resto da sala alegou que se tratava de uma manifestação cultural, embora sanguinária. Sob o escudo da cultura, as espadas enfiadas no touro seriam justificáveis e totalmente aceitáveis.

Já em alguns países da África e, se eu não me engano, também no Oriente Médio, pratica-se a condenadíssima excisão (pelo menos até hoje não lembro de ter lido nada a favor) onde as mulheres têm seus órgãos sexuais dilacerados.

Ainda em alguns países da África e Oriente Médio, adúlteras são apedrejadas até a morte, para horror de nós ocidentais.

Os povos do ártico têm o costume de abandonar os idosos que já não servem mais à comunidade no meio do gelo para que morram de frio ou devorados por ursos polares.

Se formos considerar apenas o ponto de vista da conservação de tradições milenares, que sigam as touradas, as excisões, os apedrejamentos... E que sejam legalizadas rinhas de cães e galos. E que possamos voltar a fumar em ambientes fechados, afinal, o fumo não era parte de nossa cultura há séculos? E por que não, trazer de volta as lutas entre gladiadores...

Sim... Ainda sou contra as touradas.

terça-feira, agosto 26, 2008

Crítica silenciosa.

Volta e meia eu dou uma olhada nas estatísticas do meu Blog. Tem um link pra isso; lá em baixo. Gosto de estatísticas e passo um tempão vendo como me acharam, de onde, quanto tempo ficaram lendo isso aqui dentre outras tantas informações.

Normalmente, segundo o que eu tenho observado, as visitas (em média 5 por dia) aumentam no momento em que eu escrevo alguma coisa.

Fiquei uns tempos longe do blog, sem escrever nada. Imaginei que as visitas estivessem paradas. Qual não foi a minha surpresa ao constatar que raras vezes o meu blog fora tão visitado, registrando uma média de 10 visitas por dia na minha ausência!

Conclusão disso tudo: "Rapaz, a gente te lê, mas faça um favor ao mundo e pare de escrever besteira nisso aqui!!"

Será um sinal?? Ou mais uma besteira de minha autoria??

quarta-feira, agosto 13, 2008

Mundo pequeno.

Eram amigos de infância, que não se viam há muito tempo.

Ele morava em Montreal.

Ela morava em Brasília.

Encontraram-se numa tarde de 2001, numa ala do Metropolitan Museum em Nova York.

Isso é que é Aldeia Global... E nem precisou de Olimpíadas!!!

segunda-feira, maio 19, 2008

Old School Loving.

Nesse início de milênio, temos a proliferação de sites de relacionamentos, celulares e de ventos fortes que matam gente. Tem pra todos os gostos e, você só fica sem se quiser. No caso dos celulares, existem lugares no mundo em que eles já são mais numerosos do que os habitantes. No caso dos vendavais e tempestades, isso já não pode ser afirmado, já que, normalmente, por onde elas passam, habitantes e celulares são mandados pelos ares.

Ainda bem que, mesmo na era dos celulares e furacões, os orelhões teimam em existir. E ainda fazem concorrência com os sites de relacionamento mencionados acima (não, eu não me esqueci deles!). Sim, porque quem não tem celular nem internet com Orkut para se apresentar às pretendentes (o que seria do Brasil sem o Orkut?) deve apelar pro orelhão mesmo. Old school loving. Dessa forma, nesses ambientes orelhudos, podemos ainda nos deparar com românticos em busca de uma princesa.
Photobucket mulher gordinha
Esse orelhão deve ser freqüentado por mulheres acima do peso, público alvo da mensagem do Carlos. Carlos espera, assim, encontrar sua cara metade fofinha. Imagino que ele também ostente formas arredondadas, o que nos permite concluir que o sujeito é um gourmand, ainda que um gourmand de orelhão, em busca de sua gourmande. Não duvido que o recardo do Carlos chame a atenção das bem-gordinhas que porventura passarem por ali. Porém, acho que Carlos deveria caprichar um pouco mais.

"Quero mulher bem gordinha
Que como picanha e maminha
Acompanhe o meu coração"

Além de gourmand, é poeta! Não apenas chamaria atenção da candidata, mas também faria com que ela se apaixonasse por ele só na leitura! E, juntos, já poderiam sair do orelhão e ter uma noite romântica em algum restaurante da cidade. Gastronomia a serviço do amor? Por quê não?

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BÔNOS LITERAROS!!!!!!!

Photobucket pixacao evangelica
Banheiro do Processus. Declaração de um crente.


Photobucket pixacao evangelica
Banheiro do Processus. Só Jesus na causa mesmo...

sexta-feira, maio 16, 2008

Marzipan

Fui ontem ao mercado comprar provisões para o meu Bunker, caso os índios declarem independência e lancem um ataque sobre nós. Geralmente compro mais do que devo. Mas uso/consumo tudo, então não fico com peso na consciência. Fiz até uma boa ação e comprei chocolate pr' ela ficar feliz.

Numa das prateleiras, vi uma barra comprida: Marzipan. MAR-ZI-PAN!!!! UHUUUUUUUUUUU!!!

=D

Marzipan é uma massaroca feita de avelã, com um gosto estranho. Alemão, belga e holandês adoram. Eu também. Não comia desde os meus 12 ou 13 anos... Comprei e estava muito bom!

*********
...O Orkut resolveu censurar meu blog. Ódio!!! Pela terceira vez, eles apagaram o link que direciona pra cá. Não sei se Pepperman ou Pepperpot é algum palavrão muito feio em alguma língua, mas o fato é que o link que eu coloco SEMPRE é substituído por "Content Suppressed". E só o link do blog. O do Deviant art e da concorrência (facebook) continuam lá!

NO DOUGHNUT FOR YOU!!!! NO MARZIPAN EITHER!!!!!!!!

sexta-feira, maio 09, 2008

Philosophias....

* Acordei e, por duas vezes, tive a impressão de ver criaturas minúsculas se escondendo de mim na minha casa. Conspirando contra mim! Isso que dá tomar conhaque barato.

...Mas isso não tem nada a ver com o que eu quero falar.

Pros que não sabem, vou falar aqui do meu drama nominal. Não tenho nada contra o meu nome e dou graças a Deus por não terem me batizado Usnavi (U.S. Navy, get it?) mas por vezes eu presencio coisas que ninguém acredita...

Criatura de Deus: Qual o seu nome?
Eu: Raphael.
Criatura de Deus (começando a escrever): Raf...
Eu: RaPHael com pê agá!
...
Criatura de Deus (para tudo. Faz cara de "Now Loading". Pensa. Re pensa. Concui. Corrige)

"PHAFAEL"

Brilhante!

Vou ter que começar a dizer que me chamo RAPAEL, com pê agá. Mais phácil.

domingo, abril 27, 2008

F-Haiku #7

Et outre le vent
Je ne suis que ton âme
Qui va et qui vient


E além do vento
Apenas sou/sigo a sua alma
Que vai e que vem

quinta-feira, abril 03, 2008

O sabor brasileiro.

A tosquira do momento vem da Rede Tv! e não tem nada a ver com o pessoal do Pânico. Desde o ano passado uma propaganda me atormenta. E teimam em não tirá-la do ar, sinal de que deve estar fazendo resultado.

Fato é que o estranhíssimo DOLLYNHO, mascote do Guararaná Dolly teima em invadir a nossa tela, cantando um jingle bizarro e executando uma coreografia em 3D melancólica. Pra início de conversa, a bebida tem nome de ovelha clonada, o que em mim, já causou uma certa suspeita antes de beber. O Dollynho, uma garrafa verde berrante com voz afeminada e olhos esbugalhados também não me deixa morrendo de vontade de experimentar a tal bebida.

Talvez eu não faça parte do público-alvo da campanha publicitária, que, a meu ver, deve ser direcionada ao mesmo pessoal que curte Teletubbies. O Dollynho deveria fazer dupla com a estrela funkeira da Star Móveis; seria um sucesso...
Photobucket Dollynho
"Eu sou Dollynho, seu amiguinho... Vamos cantar??"

Sim, eu já tomei Guaraná Dolly. É melhor do que parece e não faz juz ao bicho verde. A propaganda é que me mata. =(

sexta-feira, março 28, 2008

Peru 2X2 Turquia

Em português, temos o peru. Especialmente no Natal, ele aparece muito sobre a mesa, recheado, cercado de fios de ovos (há também outro significado, mas não vem ao caso). Foneticamente, diz-se "pirú". Poucas pessoas comem "pêrú" . Regra geral, o "pirú" que é "pêrú" é um país. As pessoas vão ao Peru. Não dá pra comer o Peru. Ja pensou a briga? "Eu quero Cuzco!!!" "Lima é minha!!!". Não dá...

"Pirú" em inglês é turkey. E, olha que interessante... Turkey em inglês é Turquia. No Natal dos ingleses, você não sabe se comerá o "pirú" ou a Turquia. O que você irá comer dependerá de um "T" maiúsculo. Grande responsabilidade da letra, que poderá causar um problema internacional caso comam a palavra errada.

Agora, Raphael, deixe de lado o mapa mundi e vai fazer alguma coisa mais produtiva...

quinta-feira, março 27, 2008

Do Raphael pobre pro Rafael rico.

Esta semana assistimos à milionarização do Rafinha, vencedor do Big Brother 8. De costas pra TV, enquanto saboreava um rôti de batata ao som de Pitty, eu pensava... O tal Rafinha vai sair dali com 1 milhão, computador, carro, moto e talvez mais alguma coisa que eu não saiba por não ser um aficcionado do programa (na verdade, há duas semanas, soube que havia um xará na casa). Prêmio muito pequeno!! Se eu fosse ele, reclamava com o PROCON. O que a Globo está pensando? Você passa meses naquela casa chata pra sair com uma merreca dessas? Não compensa.

Explico-me. Baseio minha teoria da merreca na premissa de que "tempo é dinheiro". Desconsidero o tempo que Rafinha passou na casa para meu cálculo.

Para dar ao vencedor 1 milhão de reais, foram necessários 76 milhões de votos. Considerando que cada cidadão levou no mínimo 2 segundos de sua vida pra votar no Rafinha, isso dá a ele uma cota de 152 milhões de segundos alheios perdidos em seu favor. 152.000.000 segundos são 2.533.333,33 minutos, que por sua vez integram 42.222,221 horas. Esse número corresponde a 1.759,25925 dias. Logo, 4,81988835 ANOS de nossas vidas foram dedicados para somar 1 milhão à conta do rapaz.

Só acho que, se 76 milhões de brasileiros trabalhassem esse tempo todo, a renda gerada seria infinitamente superior a 1 milhão de reais. Rafinha, meu amigo, infelizmente você há de concordar... O Bial te passou a perna!

terça-feira, março 11, 2008

Rambo (com spoilers!)

Sem muito o que fazer (e o que postar) esses dias, fui ontem à noite ver o tal Rambo IV (Stallone Rambo IV), aproveitando a promoção do cinema. A crítica como eu esperava, esculachou o filme. Ouvi muita gente falando mal. Discordo.

Quem vai ver Rambo, sabendo o que é um Rambo, não deve esperar reflexões sobre a existência humana ou confabulações sobre as desgraças da guerra. Afinal, o filme não se consagrou exatamente pela sua história, mas pela taxa de cidadãos explodidos por minuto.

De início, chama atenção o nome Stallone, que escreveu, dirigiu e atuou no filme e é a palavra que mais aparece no começo. Depois, alguns vão notar a localização: Birmânia, que desde o final dos anos 80 se chama Myanmar, mas a notícia não parece ter chegado a Hollywood. Mas, mais uma vez, quem se importa? Ninguém vê Rambo para ter uma aula de geopolítica.

As atuações são Ramboescas. Tudo é pretexto para exaltar o caráter durão do nosso herói. As poucas palavras, os olhares semi-abertos para a esquerda e a direita, a escarrada no lago e a boca de aparência paralítica são tudo que nosso Conan das monções precisa para convencer.

Em alguns momentos do filme, esboça-se uma "possível" reflexão sobre as vítimas da "Birmânia", que existem de fato, mas, no segundo seguinte, tudo explode e nossa atenção é desviada. O propósito do filme não é despertar nosso lado humanitário. É a arte do matadouro; com suas fraturas expostas, exteriorização de interiores (humanos, entenda-se), litros e litros de sangue e cabeças se separando dos corpos; que tem seu apogeu quando Rambo arranca a traquéia de seu desafeto com as unhas. E sua queda quando ele termina a matança e, satisfeito e orgulhoso do que fez, consegue mexer a boca, esboçando um sorriso, catalisado pela presença da simpática e desprotegida missionária em meio aos restos de carne.

É uma verdadeira exaltação do ser humano em seu estado mais ugabuga. É um filme do Rambo. Prova cabal de que é preciso mais de meio século para tirar a forma do velho soldado...

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Fatos & Fotos

Verdade absoluta e irrefutável 1:

- Eu tenho um sofá de 2 lugar e você NÃO TEM!!!!
Photobucket sofa de dois luga
...e é BRANCO!!!!

Verdade absoluta e irrefutável 2:

- Fazer turismo nos subsolos do CONIC dá medo...
Photobucket conic brasilia
...Essa pessoa na foto não estava ali.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

sábado, fevereiro 16, 2008

Lesson # 7998 and other thoughts

Sometimes, its wiser to mind your own fucking biusiness.

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Fiz as primeiras compras "utilitárias". Material de limpeza é mais caro do que eu pensava, pelo menos quando se tem que comprar tudo de uma vez. Coloquei também um ovo de páscoa no carrinho pra fazer a boa ação do dia. Mas as crianças de rua que iriam desfrutar o tal ovo já não estavam mais lá quando eu saí e este ficou junto com a revista QUEM?, no caixa.

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Meia-noite na cidade depois de mais uma daquelas chuvas que eu amo. Volto pra casa e encontro uma cigarra na porta. Não é normal vê-las nessa época do ano. Na noite passada eu havia sonhado com várias cigarras e uma casa grande e velha. O que tem a ver? Sei lá... Só me deu vontade de escrever aqui.

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Horário de verão acabou! Eu gosto do horário de verão porque geralmente eu volto pra casa com sol. Com a volta do horário normal, "ganhamos" uma hora. Amanhã, meia-noite, voltaremos no tempo e teremos outra meia-noite. Sempre me perguntei como seria voltar no tempo num motel. Você chega lá meia noite e sai meia noite (sem necessariamente ter "dado uma rapidinha muito rapidinha"). Se formos acreditar no relógio, pode o cliente alegar que não ficou nem uma hora lá e sair sem pagar a conta? Se for o caso, acabei de descobrir a fórmula de não pagar motel 1 vez por ano!
HOORAY!!!

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Fantôme

Alors que les ténèbres du soir s'avancent dans le temps, le sommeil semble perdu dans quelque autre endoit. Tes pensées voyagent ailleurs. Peut-être tu as un souffle d'importance, finalement. Ou pas... Le sauras-tu un jour? La question te martille les entrailles. Le fait: tu es l'être lointain; une présence qui n'est pas. Inutile d'essayer une approximation, tu ne la réussiras point.

La raison est simple; elle le veut ainsi. Et sans vouloir, elle t'a fait sourire. Et sans vouloir, elle t'a fait pleurer au plus profond de toi. Cette personne qui te guette, âme errante qui suit tes pas, main froide que tu ne peux sentir. En ce moment même elle hante les images qui courent dans ta tête.

Tu te lèves, tu te sens idiot. Stylo en main, les traces bleues dans le papier vieilli écrivent ce qui semble poème. Pas de sens ou de cohésion entre les lignes. Que des mots crachés les uns après les autres. Tu est fatigué et ton parchemin sera un de plus dans la corbeille. Il faut changer d'airs. Il le faut.

La porte ouverte, tes jambes te guident vers le jardin obscur. Dehors, les grillons chantent leur berceuse monotone. Couché sur la pelouse froide et humide, tes yeux regardent le rien. Ton corps inerte se rend compte que la brise du sor a emporté ton esprit l'ayant invité à une rapide promenade autour du verger. Le corps vidé d'émotions, tu allumes une cigarrette. Alors qu'une nuée blancheâtre de tabac brûlé échappe lentement de ta bouche à demi-ouverte, la pleine lune se laisse entrevoir, avec toute sa majesté.

Elle est si belle...

sábado, janeiro 26, 2008

Receita do bolo

Aula de Comunicação e Marketing. O professor Jo Katambwe, que sonhava em ser presidente da Papua Nova Guiné nos trazia a notícia.

"Sabem... Hoje cedo li no jornal do metrô um artigo muito interessante. Segundo uma pesquisa realizada na Austrália, para conquistar um homem, basta fazer elogios a ele. E homens, para conquistar uma mulher, vocês podem ser barrigudos, baixinhos e carecas. Basta fazê-las rir. Fácil não?"

Jo Katambwe sabia das coisas. Se não tivese fundamento, ele não iria trazer isso pra sala de aula.

Assim, aqui vai mais uma receita de sucesso emocional. Dedicada àqueles que gostam de fazer simpatias para Santo Antônio. Eu particularmente acho que faz um certo sentido, ainda que de forma vaga...

Et vive l'amour...

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Adedonhas e Azeitonas.

Várias vezes na minha vida, eu joguei adedonha. Após três rodadas, eu já estava de saco cheio e sugeria mudar para verdade ou conseqüência, mas isso não vem ao caso.

Na adedonha, torcia pra dar letra "A" e eu me garantir na fruta. Todos iam na amora, abacaxi, abacate, ananás... Eu ia na azeitona. As pessoas protestavam. Ah! Azeitona nem é fruta! Como não?? É o quê? Um legume? Um tubérculo? um inseto? Alegavam que era salgado. Logo, para ser fruta, tem que ser doce. Cana de açúcar seria então, uma fruta?

Azeitona é fruta.

Por que estou escrevendo isso? Por que ontem eu tive uma discussão um tanto interessante sobre azeitonas pretas. Aí lembrei da adedonha. Só isso.

Em tempo, jamelão salgado não vira azeitona preta. Jamelão na pizza portuguesa não combina. Crianças, não façam isso em casa.

Photobucket jamelão na rua
Companhia Brasiliense de Azeite de Oliva! Uhuuuuu

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Raciocínio lógico.

Estava a fazer uma compra em determinada loja de grande porte e o vendedor me pediu o número de um determinado documento...

Fui dizendo a seqüência e, pra não perder tempo, "resumi" os dígitos finais.
Segue reprodução do diálogo:

"(...)
- ...Quatro mil e cem.
- Como?
- Quatro-um-zero-zero.
- Quatro mil e cem ou quatro um zero zero?
- (silêncio)."

0_0

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Meu velho Wilson.

Em agosto de 2000, em uma loja de departamento em Plattsburg eu encontrei um tênis branco, da marca Wilson, sendo vendido a 35 dólares. Extremamente confortável, não pensei duas vezes antes de comprá-lo.

Ele viajou por vários lugares, percorreu trilhas em florestas, marcou presença em academias, shoppings, restaurantes... No ápice de sua forma, não trocaria por nenhum Nike Shox.

Eis que, hoje cedo me deparei com um furo na lateral. Junte a isso o bico descolado, o couro arranhado (já disfarçado com liquid paper) e as costuras internas rotas e temos um tênis pedindo arrêgo. É... O meu velho Wilson Branco acabou. Chegou a hora de ele comer a grama pela raiz. Sua existência será sempre lembrada...

Photobucket Tenis Wilson
Batendo as botas. Literalmente.

domingo, janeiro 06, 2008

No seu vidro, com amor.

Quem nunca chegou ao seu carro e o encontrou um pouco mais "alegórico", cheio de papéis em volta?

Quem inventou a panfletagem não tinha um pingo de amor-próprio. Não sei vocês, mas eu não tenho a mínima paciência para ler as Donas Dayanes, Esmeraldas, Gioccondas e afins que "joga-se búzios" e prometem curar viado. Elas ficam ali, a tarde toda se acumulando no pára brisas do meu carro. Não raro, fazem companhia às lojas obscuras de peças para automóveis, aos matadores de baratas, às clínicas de beleza e às lojas de eletrônicos... Na hora da chuva, coisa linda de se ver... Todos os papéis ficam juntinhos, ali, grudados no limpador.

Enfim... Eis que alguém resolveu alimentar as ciganas de vidro de carro. Vi a nova modalidade gastro-publicitária e resolvi registrar aqui.

Photobucket milho no vidro
Ó o mio!!!!!
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