sexta-feira, março 28, 2008

Peru 2X2 Turquia

Em português, temos o peru. Especialmente no Natal, ele aparece muito sobre a mesa, recheado, cercado de fios de ovos (há também outro significado, mas não vem ao caso). Foneticamente, diz-se "pirú". Poucas pessoas comem "pêrú" . Regra geral, o "pirú" que é "pêrú" é um país. As pessoas vão ao Peru. Não dá pra comer o Peru. Ja pensou a briga? "Eu quero Cuzco!!!" "Lima é minha!!!". Não dá...

"Pirú" em inglês é turkey. E, olha que interessante... Turkey em inglês é Turquia. No Natal dos ingleses, você não sabe se comerá o "pirú" ou a Turquia. O que você irá comer dependerá de um "T" maiúsculo. Grande responsabilidade da letra, que poderá causar um problema internacional caso comam a palavra errada.

Agora, Raphael, deixe de lado o mapa mundi e vai fazer alguma coisa mais produtiva...

quinta-feira, março 27, 2008

Do Raphael pobre pro Rafael rico.

Esta semana assistimos à milionarização do Rafinha, vencedor do Big Brother 8. De costas pra TV, enquanto saboreava um rôti de batata ao som de Pitty, eu pensava... O tal Rafinha vai sair dali com 1 milhão, computador, carro, moto e talvez mais alguma coisa que eu não saiba por não ser um aficcionado do programa (na verdade, há duas semanas, soube que havia um xará na casa). Prêmio muito pequeno!! Se eu fosse ele, reclamava com o PROCON. O que a Globo está pensando? Você passa meses naquela casa chata pra sair com uma merreca dessas? Não compensa.

Explico-me. Baseio minha teoria da merreca na premissa de que "tempo é dinheiro". Desconsidero o tempo que Rafinha passou na casa para meu cálculo.

Para dar ao vencedor 1 milhão de reais, foram necessários 76 milhões de votos. Considerando que cada cidadão levou no mínimo 2 segundos de sua vida pra votar no Rafinha, isso dá a ele uma cota de 152 milhões de segundos alheios perdidos em seu favor. 152.000.000 segundos são 2.533.333,33 minutos, que por sua vez integram 42.222,221 horas. Esse número corresponde a 1.759,25925 dias. Logo, 4,81988835 ANOS de nossas vidas foram dedicados para somar 1 milhão à conta do rapaz.

Só acho que, se 76 milhões de brasileiros trabalhassem esse tempo todo, a renda gerada seria infinitamente superior a 1 milhão de reais. Rafinha, meu amigo, infelizmente você há de concordar... O Bial te passou a perna!

terça-feira, março 11, 2008

Rambo (com spoilers!)

Sem muito o que fazer (e o que postar) esses dias, fui ontem à noite ver o tal Rambo IV (Stallone Rambo IV), aproveitando a promoção do cinema. A crítica como eu esperava, esculachou o filme. Ouvi muita gente falando mal. Discordo.

Quem vai ver Rambo, sabendo o que é um Rambo, não deve esperar reflexões sobre a existência humana ou confabulações sobre as desgraças da guerra. Afinal, o filme não se consagrou exatamente pela sua história, mas pela taxa de cidadãos explodidos por minuto.

De início, chama atenção o nome Stallone, que escreveu, dirigiu e atuou no filme e é a palavra que mais aparece no começo. Depois, alguns vão notar a localização: Birmânia, que desde o final dos anos 80 se chama Myanmar, mas a notícia não parece ter chegado a Hollywood. Mas, mais uma vez, quem se importa? Ninguém vê Rambo para ter uma aula de geopolítica.

As atuações são Ramboescas. Tudo é pretexto para exaltar o caráter durão do nosso herói. As poucas palavras, os olhares semi-abertos para a esquerda e a direita, a escarrada no lago e a boca de aparência paralítica são tudo que nosso Conan das monções precisa para convencer.

Em alguns momentos do filme, esboça-se uma "possível" reflexão sobre as vítimas da "Birmânia", que existem de fato, mas, no segundo seguinte, tudo explode e nossa atenção é desviada. O propósito do filme não é despertar nosso lado humanitário. É a arte do matadouro; com suas fraturas expostas, exteriorização de interiores (humanos, entenda-se), litros e litros de sangue e cabeças se separando dos corpos; que tem seu apogeu quando Rambo arranca a traquéia de seu desafeto com as unhas. E sua queda quando ele termina a matança e, satisfeito e orgulhoso do que fez, consegue mexer a boca, esboçando um sorriso, catalisado pela presença da simpática e desprotegida missionária em meio aos restos de carne.

É uma verdadeira exaltação do ser humano em seu estado mais ugabuga. É um filme do Rambo. Prova cabal de que é preciso mais de meio século para tirar a forma do velho soldado...
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