quinta-feira, setembro 11, 2008

Olé?

O ano era 1999. O local alguma sala de aula da CTJ em Brasília (aulinha de inglês, sabe?) durante uma prática de comunicação oral. O tema a ser debatido era as touradas. Todos a favor. Alguém havia de ser o advogado do diabo, no caso o touro e no caso, eu.

Não que eu seja um ambientalista chato, mas meu Santo não bate com o padroeiro das touradas. Meus argumentos eram inúteis. Fui até chamado de fascista. Todo o resto da sala alegou que se tratava de uma manifestação cultural, embora sanguinária. Sob o escudo da cultura, as espadas enfiadas no touro seriam justificáveis e totalmente aceitáveis.

Já em alguns países da África e, se eu não me engano, também no Oriente Médio, pratica-se a condenadíssima excisão (pelo menos até hoje não lembro de ter lido nada a favor) onde as mulheres têm seus órgãos sexuais dilacerados.

Ainda em alguns países da África e Oriente Médio, adúlteras são apedrejadas até a morte, para horror de nós ocidentais.

Os povos do ártico têm o costume de abandonar os idosos que já não servem mais à comunidade no meio do gelo para que morram de frio ou devorados por ursos polares.

Se formos considerar apenas o ponto de vista da conservação de tradições milenares, que sigam as touradas, as excisões, os apedrejamentos... E que sejam legalizadas rinhas de cães e galos. E que possamos voltar a fumar em ambientes fechados, afinal, o fumo não era parte de nossa cultura há séculos? E por que não, trazer de volta as lutas entre gladiadores...

Sim... Ainda sou contra as touradas.

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...