sábado, outubro 31, 2009

Correria para Nara

Depois de uma noite tranquila no Ryokan, um dia não muito tranquilo me aguardava. A viagem pra Nara foi marcada por várias correrias.

veadinho em Nara
NÄRA deerkrossing vith Brüno!

Cheguei à estação de Kyoto, comprei logo meu bilhete de trem pra Nara e fui almoçar num café com o estranho nome de SUVACO. Comida murrinhenta. Entrei no terminal e estava esperando meu vagão quando... Êpa! Cadê meus óculos escuros?? Sem óculos, sem fotos em Nara, já que eu não olho pro sol. Pronto! Tive que sair correndo pela estação por que o trem chegaria em 5 minutos. Primeiro parei no Suvaco. A moça da cantina se empenhou em procurar o óculos. Como eu sei que os japoneses não têm pressa pra te ajudar e eu estava atrasado, deixei a mulher me ajudando e fui para a loja do Osamu Tezuka, onde eu estivera tempos antes, na outra extremidade da estação. Lá estavam os óculos. Ainda bem que os japoneses guardam coisas alheias; eles não conhecem o ditado "achado não é roubado". Voltei pro portão e lá estava o trem. No minuto seguinte, eu lá dentro quase desmaiado de tanto correr, ele partiu pra Nara.

monge humilde
Monge pedinte

Antiga capital do Japão, Nara é uma pequena cidade que tem por mascote um monge com galhos de veado na cabeça. E os veados andam soltos por ali. Há um número impressionante deles andando pelos parques e pelas ruas próximas.

alimentando os cervos em nara
Esses veados só comem uma rosca que é vendida por 160 Y. Frescos!

Em Nara, visitei os pontos turísticos tradicionais. O Museu Nacional, alguns templos (há muitos; nem guardei o nome de todos) dentre os quais oToudai-ji, que abriga a Estátua do Grande Buda. É uma construção que impõe respeito. Tudo muito grande; tanto o portão de entrada quanto o templo em si. O último templo que visitei era rodeado de florestas e lanternas de pedra muito antigas. Acabei me perdendo na tal floresta e fui sair em um bairro residencial do lado oposto à civilização. Só uma ou outra velhinha na rua me olhando com um olhar curioso. Um custo para achar um taxi para me levar de volta à estação onde se deu a correria número 2.

toudai ji em nara
Toudai-Ji; só o portão de entrada...

templo do buda gigante
...e o templo em si.

floresta mal assombrada
Floresta de Nara onde eu me perdi.

suburbio em nara
Bairro residencial onde fui parar.

placa indicativa
Se você procurar bem, encontra o caminho. Essa placa estava no muro de uma casa.

oni no teto
Gosto muito dos detalhes nos tetos. Esse era o teto de uma residência.

Seria simpático voltar pra Tokyo com umas lembranças para os organizadores da viagem. Assim, comprei algo tipicamente japonês: um biscoito fino de chá verde com chocolate branco, envolto naquelas embalagens tradicionais prontas pra serem oferecidas como presente. Demorei a achar a loja, demorei a comprar... Fui atrás de outro "Papa" na estação (Bento) para o jantar e corri para não perder o Shinkansen. Tudo foi bem até chegar a Tokyo. O trem que eu devia pegar pra ir pra casa parou em uma estação e eu tive que trocar de trem. Acho que foi nesse momento que a sacola com os biscoitos se separou de mim. Foi passear em Tokyo. Peguei o outro trem não muito feliz da vida e voltei pra casa.

Nada de biscoitos à noite!

2 comentários:

Daniel M disse...

Pô meu! Até te perder em floresta fantasma tu te perdestes!!
Tá uma curtição só essa viagem!

Gabrielle Avelar disse...

Também, Rafa, com esse nome, a comida só podia ser murrinhenta mesmo!!! Hehehehehehehe!!! Beijos!!!

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