terça-feira, novembro 17, 2009

Walkabout

Penúltimo dia no Japão. Uma terça feira de sol e eu, cheio de coisas para fazer. Ainda teria de ir ao bairro de Akihabara, procurar "figurines" para um meu irmão. Também teria que ir a outro bairro, Asakusa, procurar a flauta "shakuhachi" (um dos instrumentos mais chatos do mundo) para um outro irmão. E visitar o Edo-Tokyo Museum, imperdível, no bairro de... Já nem me lembro, e estou com preguiça de ir até a papelada verificar - depois eu esdito o post! hehehe

Comecei com o museu, pela manhã. Fica no "bairro do Sumô", ao lado de onde os lutadores treinam. O Edo-Tokyo nos proporciona um passeio pela história de Edo (e posteriormente, Tokyo), do período feudal ao pós-guerra, através de várias maquetes. Visita obrigatória!

edo_tokyo_museum
Exterior do museu

maquete de castelos medievais
Uma das maquetes: ponte em Edo

arena de sumo
Aqui é a "Meca" do Sumo. Infelizmente, não pude assistir à luta.

Da Meca do Sumo, fui para a Meca dos Otakus, Geeks, Nerds e afins. Akihabara é uma Feira-do-Paraguai grande. Um bairro só de lojas de eletrônicos, mangás, animes, CDs, DVDs, e garotas fantasiadas fazendo propaganda nas ruas. Se eu falasse japonês, eu iria comprar muita bobagem ali. Meu eu-lírico-otaku despertou entre as lojas de mangas, figurines e DVDs.

akihabara
Fachada colorida em Akihabara.

burger king em tokyo
No BK do Brasil eles lançaram essa novidade? Hamburger com 7 carnes. Se eu ficasse mais tempo em Tokyo, iria provar.

Segui para Asakusa quando anoiteceu. E com isso, bati meu recorde de caminhadas. Pela primeira vez, eu "cansei de andar" e tive que sentar no metrô. No antigo bairro de Asakusa (onde tinha o templo), eu comprei as últimas lembranças para levar pro Brasil. A flauta de bambu (shakuhachi), meu maior objetivo ali, não foi encontrada.

Eu adorava a reação dos japoneses quando eu mencionava a palavra shakuhachi. Eles sempre faziam uma careta no estilo "WTF?" e ficavam falando "shakuhachiiiiiiiiiii??? No... no.... no shakuhachi!". Trata-se de uma flauta de bambu, tocada por alguns monges-pedintes que usam uma máscara que só deixa a boca aparecendo. Segundo eles, uma forma de neutralizar o ego. O som é desafinado e monótono. É um instrumento raro. Como encontrá-lo foi bem mais difícil do que eu imaginei, fiz apelo ao bom e velho Google. Achei uma loja perto de Shinjuku que vendia Shakuhachi. O mais barato era US$ 250. Agora eu me pergunto... Porque um monge que tem uma flauta de 250 dólares vai pedir esmola?

Voltei pra casa e voltei a sair (viu como eu andei?), dessa vez fui com o Ricardo para a noite iluminada de Shinjuku. A vida noturna ali é bem agitada, com vários bares, cinemas, boites e clubes safados, com shows de strip e pole dance. Na porta desses clubes, sempre ha um leão de chácara, geralmente afro ou latino que, ao ver estrangeiros "perdidos" pelas ruas, insistem para que entremos conferir as beldades... O método japonês de dizer NÃO deve ser empregado. Basta não responder e nem olhar que eles desistem de você. Em um dos bares, eu cheguei até a ficar assustado, porque enquanto eu estava tirando fotos dos arredores, me vi cercado por um pessoal de terno mal encarado que parecia saído de algum video game da Yakuza. Queriam saber o que eu estava procurando ali...

Só foto uai... -_-

shinjuku a noite
Shinjuku

Um comentário:

Gabrielle Avelar disse...

Então... Antes de qualquer coisa, obrigadíssima por sua sensibilidade, Rafa. A saudade é grande. Mas ela vai virar algo bom daqui a pouco.
Bom, eu me fiz a mesma pergunta com relação à flauta. Será que não são os ditos cujos que a fazem e embolsam, com isto, uma boa grana? Vai ver, uai! Hehehehehehe!
Agora, com relação ao sanduba de 7 hamburgeres... Valha-me Cristo Todo-Poderoso!!! Você não acha que depois disto iria ficar jiboiando sem poder sequer caminhar? Ainda bem que não comeu!!! Hehehehehehe!!!
Que viagem bacana! Muito bom embarcar consigo!
Beijo!

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