quinta-feira, dezembro 24, 2009

Algumas gírias.

Algumas gírias me irritam profundamente, embora eu não saiba explicar bem o porquê. Quando vou lavar o carro por exemplo, torço para o rapaz não acabar a lavagem com a mórbida frase "Tá ZERO BÁLA, chefia". Zero bála é pedir pra eu dar zero gorjeta pelo serviço e eu, birrento, não dou.

Outra, nem deveria me irritar, já que é um tanto gastronômica. Mas meu estômago se embrulha ao ouvir "comprei uma moto FILÉ". Decida-se. Ou é filé; ou é moto. Os dois não dá e, de tanto ouvir filé, devo ter um certo receio de um dia vir a associar meu filé denotativo com algum outro usado de maneira imprópria.

SHOW DE BOLA é outra de destaque na lista. No início, não me incomodava. Mas eu ouvi demais! De tanta repetição, acabei tomando por ela uma certa antipatia.

A última que vou listar aqui, ouvi pela primeira vez saída de um sujeito que estudava comigo na adolescência e saía à noite para pixar os muros. "Fiz uma tatuagem muito CABULOSA, VÉI!!". Essa com certeza teria lugar de destaque na lista. Ontem fui procurar o que vinha a ser uma tatuagem cabulosa no dicionário. Signifidado: relativo a cábula; caiporismo. Azarada. Ou seja, se alguém lhe desejar "um ano novo CABULÔSO", ponha o nome do indivíduo na macumba.

Felizmente, nunca ouvi ninguém desejando anos-novos cabulosos por aí.

Toda essa mensagem para, finalmente, desejar a todos
UM NATAL FILÉ
&
UM ANO NOVO ZERO BALA; SEM CÁBULA!

There and back again.

Fui e voltei... Agora estou de volta à vida real. A janelinha é minha!!!

vancouver vista do avião
Saindo da nublada Vancouver.

montanhas rochosas com neve
Montanhas Rochosas cobertas de neve.

lago nas rochosas
Cidade entre dois lagos. Ou será que aterraram o local; tenho cá minhas dúvidas...

montanhas deserticas
Fim das Rochosas; começo das plantações.

paisagem alienigena
Lago semi-congelado.

avião voando ao lado
Companheiro de viagem. "Dei tchauzinho" mas ninguém respondeu.

quarta-feira, dezembro 23, 2009

O Porco Rouco

Termino aqui minha trilogia suína.

Quem não entendeu, basta olhar os dois posts anteriores. O título fala de porco. Os textos, falam de tosse. Tosse que vai piorando e tem seu apogeu agora, na "grande finale".

Após "panhar friage" como diria minha avó, primeiro na montanha e depois no Japadog, a situação pulmonar estava crítica. No dia seguinte, ao tossir, doía tudo. Tive inícios fracos de febre; coisa que eu nunca tenho. Será que era o tal H1N1? Dia seguinte fui ver um médico indiano em uma clínica local. Pelos sintomas, tudo me levava a crer que eu tinha "panhado" uma bronquite. Mas o indiano disse que não. Eu havia pego algum vírus de outono, muito comum em Vancouver naquela época do ano (adivinhem? outono!) e o vírus tinha feito a festa no meu sistema respiratório superior. Tipo... Da garganta pra cima estava tudo aos frangalhos. Não era bronquite; o pulmão estava bem. Mas eu estava com uma faringite forte. Recomendação: ficar uns 2, 3 dias sem falar. Fácil. Se eu falasse naquele dia e nos 3 dias subsequentes, desandava a tossir. Minha voz quando saía, saía rouca, totalmente alterada. E isso eu achava legal, porque ficava algo entre o Darth Vader e o Don Corleone. "Tattaglia killed my son"!

Com isso, meus últimos dias em Vancouver foram marcados por filmes (recomendo "Giù la Testa", do Sergio Leone), quadrinhos, livros e videogame. No meu aniversário ganhei um exame de sangue para ver como andavam meus vírus de outono e um "happy birthday" da jovem enfermeira filipina, enquanto ela me agulhava...

Fui a um shopping comprar algumas últimas encomendas.

...E assim terminei minha viagem.

domingo, dezembro 13, 2009

O Porco e a Ponte

Após o dia da loja da maconha, acordei com uma tosse mais forte. Estava até me divertindo com ela. Era seca, alta e eu forçava um pouco para deixar a minha mãe preocupada. Já tive várias tosses dessas, sabia que não era nada. Provavelmente algum fim-de-gripe, piorado pelo ar seco dos lugares onde eu estava, por conta da calefação.

Aproveitando o raro dia de sol, resolvi visitar a famosa Ponte Suspensa de Capilano, na parte norte da cidade, onde ficam as montanhas, as florestas e os ursos que comem gente. Não estava muito frio, então acabei indo com uma roupa meio imprópria para a montanha.

A Ponte de Capilano liga a "civilização" à floresta. O interessante é que ela fica suspensa sobre um cânion e quando você anda sobre ela, parece que ela vai desmontar. Presa por cabos de aço, já sobreviveu a um pinheiro que caiu sobre ela. Tirar fotos sobre a ponte é impossível, ela treme demais. Na parte da floresta, há duas trilhas: uma no chão, passando por alguns lagos e uma na copa das árvores. Resolvi fazer as duas, o que demorou o suficiente para a temperatura cair bastante. A tosse ficou mais intensa, mas nada alarmante. E eu gosto de florestas, então não estava ligando muito pra clima e muito menos pra porco...

halloween em vancouver
copa das arvores em capilano
capilano suspension bridge
capilano suspension bridge
rio sob a ponte capilano

Após visitar a ponte, fui com meu pai ao centro da cidade fazer umas compras. Foi aí que vi o JAPADOG, versão nipo-canadense do nosso lendário "cachorro-quente de rua". O quiosque deles estava ali na esquina, com uma pequena fila. Como parecia ser rápido, fui lá provar a famosa iguaria-de-rua. Não foi tão rápido assim. Foi difícil me entender com o japonês. Queria saber se podia levar pra casa; se eles tinham, saco, caixa, jornal ou algo do gênero. Ele não entendeu. Perguntei novamente. Ele mandou eu esperar. Esperei... Esperei... Esperei... Esperei... Esperei... ...E perguntei de novo. Aí ele me disse que sim, mas só se eu fizesse o pedido.

...

ÓBVIO QUE EU TINHA QUE FAZER O PEDIDO!!!!!!!!! Lembrei-me de Tokyo. No Japão, se você foge um pouco da regra; do estabelecido, as pessoas costumam se atrapalhar. No Japadog, isso também acontecia. Todo canadense que comia lá sabia que a ordem dos fatores era pedir e levar pra casa... Aí vem o turista brasileiro, inverte a ordem, bagunça a cadeia de produção e se vê obrigado a ir pro final da fila que já não era tão pequena. Se não estivesse pra voltar pro Brasil, teria ido embora. Acabei enfrentando o frio, a chuva que começava, a fila e a tosse que crescia em progressão geométrica; tudo em nome da boa gastronomia urbana.

Pedi um cachorro quente com algas, molho japonês, queijo, ovo e frutos do mar. Coisa de japonês mesmo. Fui comer em casa e estava muito bom. O vendedor que me deixou esperando foi perdoado.

japadog vancouver
Anúncio do JAPADOG

PS: Achava engraçado os anúncios, outdoors e logotipos feitos por asiáticos em Vancouver. O inglês sempre aparecia com uma construção estranha...

quarta-feira, dezembro 09, 2009

O Porco e a Maconha.

Mal cheguei do Japão, não sei se já contei aqui, me levaram para uma clínica em Vancouver onde me aplicaram a vacina da gripe normal e da gripe anormal, também chamada de suína. Talvez eu estivesse com a imunidade fraca pela viagem, com horas em contato com o ar condicionado de um avião... Fato é que no dia mesmo da vacina eu já fui dormir com dor de garganta. Na festa de Halloween eu estava com o nariz escorrendo e no dia da maconha a coisa começou a complicar quando uma leve tosse apareceu. Mas ainda nada grave.

Nesse dia, fui com meu pai até a rua West Hastings, onde podem ser encontrados uma série de estabelecimentos "alternativos". No dia em que cheguei a Vancouver, fomos jantar em um restaurante libanês nessa mesma rua. Foi então que vi uma aparente loja de maconha. Fiquei curioso; seria assunto certo para um post aqui. Dias depois, voltamos à rua para visitar a tal loja. Será que eu iria realmente achar a erva para vender?

Entrei na loja. Vender maconha em Vancouver é ilegal. Mas vender o aparato para fumar não. A loja vendioa todo tipo de "cachimbos de água" e ferramentas para pesar, separar e enrolar o fumo. Vendia também revistas sobre o tema, incensos, produtos naturais, camisas e CD fazendo alusão à planta (muita coisa do Bob Marley) e filmes cujo tema central é a maconha (devem ser emocionantes...). a loja era bem grande, com um balcão central e uma passagem pros fundos. Se algo ilícito rolasse por ali, com certeza aconteceria nos "bastidores" e foi pra lá que eu fui. Havia muitos incensos e um pequeno balcão. De uma porta com uma cortina saiu uma moça loira de olhos verdes e dreadlocks. Perguntei a ela se ali vendia maconha. Ela disse que não. "...Mas que com certeza chegará o dia em que a venda será legalizada. Aí a loja vai vender". Deve ter visto em mim um comprador em potencial. Pra não parecer careta, respondi "Ah sim... Vamos torcer para que esse dia chegue logo." A vendedora comentou também que a fiscalização proíbe até que acendam incensos nas lojas. Mas que ela acende assim mesmo, quando os caras viram as costas. Espero que a polícia montada não leia isso.

Não muito longe da maconha, está a igreja da cientologia. Deve acolher os usuários que se arrependeram e querem tomar outro rumo na vida. Mas essa eu não cheguei a visitar. Vai que eu encontro o saltitante Tom Cruise lá dentro...

loja da maconha
Complexo da maconha...

loja da maconha cannabis culture
Tem a loja...

loja da maconha em vancouver
...e um café de nome sugestivo com uma decoração estranha. Visitarei em outra ocasião.

vitrine alternativa
Pros que se perguntam como é a vitrine de uma loja de maconha.

igreja de cientologia
Junte-se a nós!!!

terça-feira, dezembro 01, 2009

Halloween, a festa.

Sim! É ou era halloween, já que estou escrevendo esse post com... 1 mês de atraso! Ao contrário da maioria das crianças que tem medo de fantasma, eu sempre gostei. Adorava um desenho da Disney com o Mickey e um cavaleiro sem cabeça e um outro do velho moinho no pântano, com aspecto mal assombrado. Dito isso, sempre gostei muito do tal "dia das bruxas", que raramente tive a oportunidade de aproveitar. Dessa vez, estava em Vancouver e por lá, eles comemoram bem mais que aqui. (Acredito que bruxa nenhuma é concorrência para nossos políticos com criativos cofres de marca Zorba® e Luppo®).

Meu pai conseguiu uns ingressos para uma festa franco-latina (não que quem seja franco não seja latino) de halloween em um hotel da cidade. Ótima oportunidade para estrear meu "yukata" e sair vestido de samurai. Samurai no dia das bruxas? Não! Samurai alquebrado e carcomido, meio zumbizão. E lá fui eu com cortes na cara, faixa sobre um olho (ter um olho só é péssimo-não recomendo) e mancando para dar mais realismo ao conjunto.

Tive uma noite de celebridade. Todo mundo queria tirar foto com "o japonês cortado", principalmente os asiáticos. E pra não ficar pra trás, também tirei fotos com uns fantasiados bizarros, como o SMURF, que à primeira vista pensei ser o azul da TIM e o cara vestido de boneca.

fantasia de halloween
A bruxa do 71 dava as boas vindas ao adentrar o recinto.

fantasia raul seixas
Na foto não ficou parecendo muito, mas me emocionei ao encontrar Raul Seixas!


E A MEDALHA DE OURO VAI PARA....

zumbi chines jiang shi
Quando disse que gostava de fantasmas... Ainda mais quando é um elaborado fantasma chinês com uma reza na cara pra mandar o espírito de volta pro além...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...