quinta-feira, junho 24, 2010

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Há um acontecimento que acontece muito comigo, o qual me deixa extremamente constrangido. (Início elaborado para enfatizar o fato).

Ontem mesmo, estava em uma biblioteca lendo um jornal de forma compenetrada, mergulhado num texto que falava das enchentes do Nordeste, comparando a paisagem ao Haiti. Eis que, na área superior do meu campo visual, aparecem mechas de cabelo liso e negro, como nos melhores filmes de terror asiáticos. Seguindo a isso, ouço um "OOOOOOOOOOOOOOOOIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII" com voz adocicada e vogais prolongadas. Levanto os olhos para encontrar uma moça morena, com um sorriso impecavelmente branco, enorme, que continua: "E aí?? Tudo bem??"

Olhando para ela, meu cérebro faz uma busca no meu Google Search interno. Now loading... No results matching your search. Nem o I'm Feeling Lucky dá certo. Nenhuma imagem, nenhum artigo na Wikipedia. Pronto. Lá estou eu com a pior cara de ponto de interrogação do mundo, tipo cachorro novo que não entende o que o dono quer. E, obviamente, ela percebe que eu não tenho a mais vaga idéia de quem ela é.

"Fizemos curso da ANVISA juntos!"
"AHHHHHHHHH!!! É mesmo!! São tanto cursos na minha vida que eu me perco! Me desculpe!" (tentando consertar, naqueles casos em que a emenda sai pior que o erro).

Não foi a primeira vez que aconteceu. O que ocorre é que, nesses cursos  preparatórios, os professores têm letra pequena e o ar condicionado fica ligado em temperaturas siberianas, contribuindo para ressecar o ar. No ambiente seco, minha vista fica embaçada e, de longe, eu não enxergo mais nada. Assim, tenho que me sentar lá na frente e não vejo muito quem está atrás.

Pra agravar mais minha situação, minha memória para nomes é péssima. Piora quando o nome é pouco comum e tem "GL" no meio. A sorridente desconhecida-olha que sorte!- tinha um nome exótico, tipo Gleysianne, que eu esqueci, segundos após ela se apresentar.

Descobri que ela frequenta a mesma biblioteca onde eu leio os jornais. Ou eu dou outro fora ou eu arrumo outro lugar pra ler o jornal.

2 comentários:

Raíssa Biolcati disse...

iuahehaehaehuiaheiuaheaiuhe
Relaxa, acontece com todo mundo. Não consigo entender o motivo das pessoas acharem que a gente sempre lembra delas. A minha memória é até boa, mas ela falha ocasionalmente, então não custa nada as pessoas se identificarem, ou simplesmente não se aproximarem caso não notem algum sinal de que lembramos delas. Pra evitar esse tipo de constrangimento, quando eu encontro alguém que não falo há séculos, eu vou sempre pelo lado que diz que a pessoa não lembra de mim e então não falo com ela, a não ser que ela me dê um sorriso ou algo do tipo. Isso evita constrangimentos, porque chegar se apresentando também e constrangedor. Enfim... Continue lendo o seu jornal. hahaha
Beijos!

Gabrielle Avelar disse...

Não sei, Rafa, mas eu tenho a sensação de que eu acabaria indo para outro lugar...Hehehehehehe!!!
DETESTO quando isto acontece. Detesto. Eu hein!

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