segunda-feira, agosto 30, 2010

Tomadas Brasileiras

Fato 1 - Elas estão nos invadindo
Fato 2 - Elas nos darão trabalho
Fato 3 - Elas não me agradam
Fato 4 - Elas têm aparência Kawaii
Fato 5 - Elas crescem e viram Teletubbies
Fato 6 - Elas levarão tua alma à noite
Fato 7 - Olhe em volta... Já deve ter uma te espreitando.

Elas querem o seu lar, tadinhas! Elas querem VOCÊ!!

quinta-feira, agosto 26, 2010

Missing...

Momento de falta do que fazer, fui analisar as candidatas a "MISS UNIVERSO", para constatar que, mais uma vez, não estive plenamente de acordo com o resultado. Sei que há vários critérios, mas, analisando unicamente pelo visual, se eu fosse jurado, as coisas seriam diferentes. Transformando a falta do que fazer em algo produtivo, segue a postagem mais gata e mais fútil desse blog...

Nota 1: Miss tem nome estranho!
Nota 2: Espero que meu chefe não me veja lidando com fotos de bikini e ache que eu estou vendo sem-vergonhice.

Sem mais, minhas favoritas seriam:

10
Miss Suica Linda Fah
Linda Fah - Suíça

9
miss ghana awurama simpson
Awurama Simpson - Gana

8
miss tailandia Fonthip Watcharatrakul
Fonthip Watcharatrakul - Tailândia (Troféu nome esquisito)

7
joori kim miss coreia
Joori Kim - Coréia (do Sul??)

6
miss indonesia Qory Sandiorivia
Qory Sandiorivia - Indonésia

5
miss guyana Tamika Henry
Tamika Henry - Guyana

4
miss franca Malika Menard
Malika Menard - França

3
miss guam vanessa torres
miss guam Vanessa Torres
Vanessa Torres - Guam (Isso é nome de Guam??)

2
miss belgica Cilou Annys
miss belgium Cilou Annys
Cilou Annys - Bélgica

1
miss israel Bat-el Jobi
miss israel Bat-el Jobi
Bat-el Jobi - Israel (apesar de ter cara de metida a besta...)

segunda-feira, agosto 23, 2010

Sentando à mesa com elegância: como evitar a toalha

Toalha de mesa. Minha eterna inimiga. Ela teima em ser considerada obrigatória em certas mesas, apenas para me contrariar. Ou então eu sou muito desastrado. 

Lá em casa elas são várias, de vários tamanhos, formas, cores. Servem para enfeitar e proteger a mesa. Porém, eu sou um ogro que prefere a praticidade ao rococó e, vocês hão de concordar comigo, aquele pano grande só atrapalha. Ele toma toda a sua liberdade de sentar à mesa, de sentar-se como bem lhe convier já que parte dele costuma ficar pendente na cadeira. Em nome da proteção mesária a toalha fica lá reinando absoluta e rindo da nossa cara, obrigando-nos a desenvolver mil técnicas para sentar à mesa sem fazer bagunça. Sim, porque se você sentar normalmente na cadeira conforme as regras da crasse e da elegança; a saber de lado, girando as pernas para acomodá-las sob a mesa, você corre o risco de ter parte da toalha presa sob a bunda e, no momento do giro, parte da mesa no seu colo. 

No Natal, o tormento é maior pois a minha mãe cisma em colocar uma longa toalha de mesa verde sobre mesas de madeira, onde sentarão os convidados. Essa toalha vai até o chão, dispensando a atuação da bunda para fazer a bagunça: um salto alto no lugar errado já pode fazer estragos. Lembro-me de um Natal em que, com alguns whiskies antes da ceia, minha coordenação motora estava meio alterada. Fiz um prato maravilhoso e farto. Coloquei-o em cima da mesa. E encarei a longa toalha. Vi que aquilo não iria acabar bem. Puxei a toalha pra cima para poder entrar na mesa apertada... Mas a quantidade de toalha parecia não acabar. Com a mão cheia de pano, vi que havia um bruraco em que eu podia me encaixar. Porém, não sei de onde, apareceu um restozinho de toalha, sobre o qual eu sentei. E girei. E, se meu prarto por pouco não vem acomodar-se em meu colo, o peru e seu recheio boiavam agora no vinho derramado, sobra de algum tio que havia largado a bebida perto de mim. Ao menos, a mesa estava protegida.

Desenvolvi então, um método rústico de adentrar a mesa, seguindo a filosofia do "se não vai por bem, vai por mal". O revolucionário método consiste em levar a cadeira para uma distância segura da toalha de mesa. Uma vez bem acomodado, é só cavalgar a cadeira até o lugar desejado, em uma investida  medieval mas eficaz. O método não é recomendado para pessoas acima do peso por poder quebrar a cadeira e/ou deixar sequelas irreversíveis no chão da sala. Mas prometo que o prato de comida fica intacto! 

como sentar a mesa
Epic win!!!

quarta-feira, agosto 18, 2010

Surreal

Você já teve alucinações? Eu já. Quando eu tenho, significa que a minha saúde não está boa: a febre está bem além dos 38,5, acompanhada de aluma bronquite ou gripe épica. Acho que é a parte mais legal de ter febre alta. Os Bítous tomavam LSD para ver a Lucy no céu com diamantes e submarinos amarelos. Não recrimino eles. Na hora da alucinação, fico meio perdido, mas depois acho interessante. É algo totalmente fora da realidade, sem nenhuma coerência, digno de um quadro de Salvado Dali.

Minha mãe conta que uma vez, quando criança, viu uma pedreira cair em cima dela repetidas vezes. Até hoje ela tem medo de pedras. As minhas não foram violentas. Em uma, eu me vi no Parlamento da ONU (aquele em Nova York mesmo!!) discutindo sobre a "Explosão das Nações", evento que até hoje eu não sei o que é. Em outra, vi uns homúnculos, como sombras e olhos brancos, caminhando entre a minha cama e a parede, todos me olhando de forma curiosa. Dizem que a Xuxa também viu isso. Lembro que no dia, eu achei tão legal, que acordei às duas da manhã e fui contar ao meu pai.

Na época que o filme "Espíritos" estava em cartaz, fui a um bar e resolvi tomar uma cachaça de "saidêra". Nenhuma marca de meu agrado no cardápio, resolvi pedir uma aromática. As opções eram canela, cravo, banana e CATUABA! ÔPA!!!! Catuaba eu não conhecia! E a regra da minha vida é pedir aquele treco do cardápio que eu não conheço. Tomei a tal pinga com catuaba, com um gosto meio ácido. Péssima idéia. Veio a madrugada, mas o sono não chegava. Eu estava deitado na cama aceso, sem dormir às 4h30 da manhã. Alternava momentos de lucidez e alucinação, não sei se provocadas pelo sono ou pela droga amazônica. Ou pelos dois. Ora me via na cama, ora me via em um aquário vazio, no meio do meu quarto, analisando fotos atrás de algum espírito. Depois acordava, sentava na cama e ficava atormentado, pensando em quais critérios me basear para a identificação de espíritos nas fotos. Voltava pra cama e dali a pouco estava novamente no aquário. Um cão grande, cinza e felpudo passeava ao meu redor. E tudo era muito real e parecia ser muito imediato para ser um sonho. Não dava pra distinguir com clareza o que era real e o que não era.

Acho que vou parar por aqui. Acabo de ver um cachorro cinza entrando na sala do chefe. 

terça-feira, agosto 10, 2010

A Força da Patrine

Estrela Fascinante: Patrine!! Alguém aí se lembra da heroína japonesa? O seriado passava na Rede Manchete em 1994 e, se não me engano, foi o último (e talvez o pior) desses JASPIONs da vida a passar pela emissora. Naquela época, pela minha idade, eu já não fazia mais parte do público alvo do programa, mas os meus irmãos não perdiam um capítulo.

 Foi no período Patrine que a minha mãe resolveu dar para seus queridos filhos a EMULSÃO SCOTT, uma poção mágica do crescimento, feita com óleo de fígado de bacalhau. Eu, já com uma idade que me dava certa autoridade para escolher, não tomava a tal POÇÃO nem com reza brava. Para incentivar meus pobres irmão a tomarem uma colher daquilo todo santo dia, minha mãe chamava o líquido de FORÇA DA PATRINE.

A julgar pela embalagem, a tal emulsão vinha com dois sabores: laranja e morango. Os dois tinham gosto de chorume, que é aquela aguinha que cai do caminhão do lixo, deixando um rastro de podridão por onde ela passa. A única diferença entre os dois sabores é que um tinha um gosto de chorume com morango azedo, a outra de chorume com suco de laranja vencido. Mas para sentir essa levíssima nuance entre os sabores era preciso ser um verdadeiro enólogo do fígado de bacalhau e degustar o líquido com carinho. Ou ter muita imaginação. Porque o sabor que imperava era o de chorume podre. Podre podre.

Lembrei disso pois outro dia eu vi na TV a propaganda da Emulsão Scott. Nela, uma linda garota sorridente vai ao encontro da mãe, numa empolgação ímpar, para uma colherada CHEIA de Força da Patrine. Dia seguinte ela acorda toda contente com os pés pra fora do cobertor, sinal de que, graças à poção, ela havia crescido uns centímetros. Estou escrevendo pois eu sou um tanto contra propagandas enganosas. Acho que JAMAIS uma linda garota iria sorridentemente tomar a sua Força da Patrine diária. Lá em casa, quando a minha mãe falava nô tônico milagroso, todos saíam correndo. Agora, também não quero desmerecer o Scott. Meus irmãos cresceram. Eu não. Quero acreditar que, além da genética, a rosada Patrine contribuiu para isso. 

Viva a Patrine, com o seu chorume mágico que faz espichar!!!

segunda-feira, agosto 09, 2010

Isso me lembra...

Fiz um "search" aqui no BLOG e vi que já havia escrito sobre esse tema em 11 de setembro de 2008 (olha a data).

Falei sobre uma aula de inglês em que, no momento "comunicação oral", quando o professor sugeriu como tema de debate as "touradas", eu me posicionei contra. E NINGUÉM na sala ficou do meu lado; todos queriam me crucificar, por eu estar indo de encontro à cultura espanhola. Onde já se viu?? Quere mexer na tradição deles?? Argumentei sobre as mudanças culturais. O fumo, que hoje é condenado, as penas crués mundo afora... Nao houve quem concordasse comigo. Uma ode à petrificação cultural. Saí da aula sob olhares de reprovação, meio derrotado e incrédulo...

Relembrei disso agora por causa de três notícias: as touradas que foram proibidas na Catalunha, a iraniana condenada à morte-primeiro pelas pedras e agora pela forca e a menina afegã que teve nariz e orelhas decepados. Sinceramente, gostaria de estar naquela sala hoje. Será que o professor e os outros alunos iriam dizer que "Aisha, a menina afegã, teve o que mereceu" e que "Sakineh deve ser mesmo apedrejada"? Era isso que eles estavam afirmando naquele dia.

terror e cenas chocantes

Nas touradas, manifestação cultural defendida pelos outros alunos, o touro é provocado enquanto fazem dele um shish kebab ambulante com espetos de metal coloridos. As penas cruéis, de arrancar nariz e matar com pedras (li outro dia que a morte por pedradas dura de 30 a 60 minutos) são também culturais, ligadas menos ao espetáculo e mais, pelo que dizem (e eu não concorde), à religião. E agora? Manter a cultura bárbara, medieval e sangrenta ou evoluir?

Estou, no momento, experimentando o doce orgulho de uma vitória tardia.


toureiro com queixo perfurado
Dizem que a maldade "volta" né?

quinta-feira, agosto 05, 2010

Contra-mão

Estava andando em determinado corredor de determinada retartição pública. Na direção oposta, vinha um senhor apressado. Era um desses sujeitos que se encaixariam perfeitamente no estereótipo do funcionário público "orêia". Velhinho atarracado, de pernas curtas, passo firme e decidido. Trajava uma camisa de botão azul-clara, parecendo um uniforme e calça de cor não definida. Tinha os cabelos desarrumados, a pele esverdeada, as mãos secas e aparência empoeirada. Provavelmente esqueceram-no em algum canto obscuro do órgão, onde fungo e mofo cresciam em abundância. Passou por mim e disse: "Mão!!! ...e Contra-mão" fazendo sinal para que eu fosse pro outro lado do corredor. 

Bizarro. Nunca ouvi falar de mão e contra-mão em corredores de repartição pública. Procurei alguma placa, semáforo, sinal de "PARE"... Não havia. Preocupado com a bronca daquele senhor, observei bem o local. Em uma das paredes, havia uma linha do tempo. Pronto! Era minha referência! Julgando por ela, quem "saía" deveria seguir sua direção, lendo os dizeres da linha do tempo, da esquerda pra direita. Quem "entrava", andaria do outro lado, onde havia apenas uma parede branca. Instintivamente, é isso que eu fazia. Qual a lógica de entrar lendo uma linha do tempo de trás pra frente? De 2010 pra 1900? Mas... Peraí... O bom velhinho fazia exatamente o contrário! Teimava em não ler a linha do tempo e descia no sentido inverso! Era ELE quem estava na contra-mão. Fui trabalhar mais tranquilo. Esqueci-me do ocorrido.
...Até encontrar o Guardião dos Corredores novamente. Paguei uma conta e, voltando pra minha sala, passei por ele. Ele parou de andar imediatamente e ficou me encarando. Soprou um grunhido pelas ventas. Eu, novamente, estava em sua contra-mão. Cheguei na minha sala e... Minha papelada!!! Havia esquecido meus documentos sigilosos em cima do caixa eletrônico. Voltei correndo e tive que atravessar o corredor novamente. Voltando, quem eu encontro? Novamente na mesma "faixa" que eu, andando na direção oposta. Novamente, ele me olhou e murmorou algo que eu não entendi. Eu não me contive e passei por ele rindo da cena.

Transitando pelas vias públicas com tamanha imprudência, em breve seremos vítimas de um acidente. Não sei ele, mas eu vou processar o Estado por falta de sinalização.

segunda-feira, agosto 02, 2010

Próximo.

Aconteceu várias vezes comigo, então acredito não ser a única vítima. Mas por diversas vezes eu estou em uma fila loooooooooooooooonga esperando ser atendido por um caixa que está com um problema na máquina de cartão de crédito (é SEMPRE um problema na máquina do cartão de crédito) quando, timidamente, o caixa ao lado abre a porteira e grita: "próximo". Imediatamente, forma-se uma segunda fila. Só que o próximo em questão não é o próximo da primeira fila. Este geralmente está meio encurralado entre o primeiro e, no caso de um supermercado, pelo carrinho de compras do terceiro, que é um sujeito de grandes proporções que ocupa muito espaço e dificulta a mudança de fila do próximo. Como brasileiro é um povo infelizmente muito esperto, o primeiro da nova fila é geralmente o último da fila emperrada, fazendo valer o ditado "os últimos serão os primeiros".

Na madrugada de domingo (sábado pra domingo, mas já domingo, entenderam?) eu fui ao mercado comprar umas besteiras. Um Citroën C4 Picasso e um Audi A3 estavam no estacionamento, com música cafona alta e um monte de adolescente feliz e cantante ingerindo Smirnoff Ice. Dentro do mercado, mais adolescentes felizes, pertencentes ao mesmo grupo, comprando de balinhas a mais bebidas para turbinar a noite. Eu era o próximo, em um caixa com problema de cartão. Chegaram dois bêbados atrás de mim. Já estavam bebendo a cerveja que iam comprar e, pelo cheiro, já deviam ter bebido coisa muito pior. Um deles, conversava exalando aguardente e, conforme ia confessando ao seu compadre "Eu sô cabra macho, cara! Tu quer falar cumígu fála, má nú mi réla naum!!! NUM MI RÉLA NAAAAUMMMMM!!!!" ele se aproximava cada vez mais de mim, ameaçando relar a MINHA pessoa, o que não me agradava em nada!

O caixa ao lado abriu. Falou "próximo". Considerando que os adolescentes estavam em grupo, o próximo da fila seria eu. Mas os bêbados me olharam com um desdém etílico e, num lampejo de esperteza, mudaram de fileira. Na cara dos dois, um sorriso orgulhoso que significava "perdeu, mané". Eu, aliviado, agradeci à esperteza brasileira.
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