quarta-feira, agosto 18, 2010

Surreal

Você já teve alucinações? Eu já. Quando eu tenho, significa que a minha saúde não está boa: a febre está bem além dos 38,5, acompanhada de aluma bronquite ou gripe épica. Acho que é a parte mais legal de ter febre alta. Os Bítous tomavam LSD para ver a Lucy no céu com diamantes e submarinos amarelos. Não recrimino eles. Na hora da alucinação, fico meio perdido, mas depois acho interessante. É algo totalmente fora da realidade, sem nenhuma coerência, digno de um quadro de Salvado Dali.

Minha mãe conta que uma vez, quando criança, viu uma pedreira cair em cima dela repetidas vezes. Até hoje ela tem medo de pedras. As minhas não foram violentas. Em uma, eu me vi no Parlamento da ONU (aquele em Nova York mesmo!!) discutindo sobre a "Explosão das Nações", evento que até hoje eu não sei o que é. Em outra, vi uns homúnculos, como sombras e olhos brancos, caminhando entre a minha cama e a parede, todos me olhando de forma curiosa. Dizem que a Xuxa também viu isso. Lembro que no dia, eu achei tão legal, que acordei às duas da manhã e fui contar ao meu pai.

Na época que o filme "Espíritos" estava em cartaz, fui a um bar e resolvi tomar uma cachaça de "saidêra". Nenhuma marca de meu agrado no cardápio, resolvi pedir uma aromática. As opções eram canela, cravo, banana e CATUABA! ÔPA!!!! Catuaba eu não conhecia! E a regra da minha vida é pedir aquele treco do cardápio que eu não conheço. Tomei a tal pinga com catuaba, com um gosto meio ácido. Péssima idéia. Veio a madrugada, mas o sono não chegava. Eu estava deitado na cama aceso, sem dormir às 4h30 da manhã. Alternava momentos de lucidez e alucinação, não sei se provocadas pelo sono ou pela droga amazônica. Ou pelos dois. Ora me via na cama, ora me via em um aquário vazio, no meio do meu quarto, analisando fotos atrás de algum espírito. Depois acordava, sentava na cama e ficava atormentado, pensando em quais critérios me basear para a identificação de espíritos nas fotos. Voltava pra cama e dali a pouco estava novamente no aquário. Um cão grande, cinza e felpudo passeava ao meu redor. E tudo era muito real e parecia ser muito imediato para ser um sonho. Não dava pra distinguir com clareza o que era real e o que não era.

Acho que vou parar por aqui. Acabo de ver um cachorro cinza entrando na sala do chefe. 

3 comentários:

Raíssa disse...

Que loucura, né? A nossa mente pode viajar muitoo às vezes... Não consigo nem imaginar como deve ser a vida de um esquizofrêncico. Deve ser muito complicado não saber o que é real, o que não é... Enfim, graças a Deus eu nunca passei por isso! hahaha
Beijooos!

Dom Rafa disse...

@Raíssa: Catuaba+Pinga; está dada a receita! hahahaha
Beijos!

deo, a terrível. disse...

Eu não tinha me identificado com o post até vc citar a cachaça. Isso explica muita coisa. rsrs

Beijo!

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