quarta-feira, janeiro 26, 2011

Como acabar com o mundo antes de 2012 - Introduzindo: meu amigo FUGU

ATENÇÃO: Se você nasceu após 1988, nunca fez barba, ouve Restart... Provavelmente não entenderá chongas do que eu estarei tratando aqui. Recomenda-se conhecer um pouco da cultura pop japonesa dos anos 80. Qualquer coisa, Google salva! Boa leitura!!
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Super-Homem. Batman. Rambo, U.S. Army... Eles nos protegem contra todo o mal. Eu via isso nos filmes e desenhos animados. Os alienígenas, comunistas e outros vilões nada podiam contra eles. Mas por alguma razão, esses vilões de filmes americanos nunca me convenceram. Até que eu conheci os Tokusatsus e afins japoneses. O primeiro, Ultraman. Policiais com roupas coladas, capacetes desengonçados dirigindo carros com o retrovisor lá na frente (até hoje tem isso lá no Japão). Eu tinha 4 anos e gostei. Os vilões japoneses ficavam VÁRIOS episódios tentando destruir/dominar a Terra. Não conseguiam. Rambo nos protegeu umas 3 vezes (na época). Pois Jaspion nos protegeu mais de 50!! Se a Terra estiver ameaçada (e desde criança me doutrinaram que os alienígenas atacariam Tokyo - Nova York, durma em paz) é ÓBVIO que um heroi JAPONÊS irá salvá-la! Quem viu Changeman, Jaspion, Ultraman e outros do gênero haverá de concordar comigo. Pra provar minha tese, os americanos, vendo o sucesso dos japoneses nessa árdua tarefa, tentaram copiar e lançaram "Power Rangers". Brincadeira! Power Rangers é risível; não convence em nada. Percebi então que os heróis americanos não estavam aptos para proteger nosso planeta. Os vilões espaciais que atormentam o Japão provavelmente comeriam os caças Stealth e as bombas de Napalm como snack no café da manhã.
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Com pena dos vilões tão duramente detonados pelo Gigante Guerreiro Daileon, Change-Robô, Ultraman e outros, resolvi dar uma dica ao Satan Goss, Sr. Bazoo, Biolon, La Deus e todo o panteão maligno da TOEI. Acabar com os super heróis japoneses é bastante fácil.

INTRODUZINDO:
Fugu - um peixe kawaii,
de aparência abobalhada
e extremamente venenoso.
Japoneses ADORAM!

fugu peixe venenoso
'magachiiiiiiinha; diria minha mãe.

O fugu, chamado de BAIACU em nossas terras é aquele peixe meio poligonal, que tem o poder mágico de inflar para não ser engolido por predadores. Alguns, mais evoluídos e sinistros, têm espinhos. O peixe é parcialmente comestível, já que se preparado de qualquer jeito a carne fica extremamente tóxica. Se você comer um fugu preparado por mim, por exemplo, suas chances de ir conhecer São Paulo são grandes. O Santo; não a cidade. Taxa de sobrevivência beira os 1%, COM tratamento médico.

PEQUENA NOTA:
Estou chamando de FUGU porque o nome 
me lembra algo bobo e inofensivo.
BAIACU me lembra nome de cacique botocudo e me dá medo.

No Japão, apenas sushimen devidamente treinados podem preparar fugu. Existem regras muitíssimo rígidas para o seu preparo. O Governo fica de olho (e, nada me tira da cabeça - a Yakuza também). É um quitute para poucos. Caro e perigoso. Tem que set macho FUÇADO pra comer um fugu.

Além do mais, o peixe tem um olhar meio infantil, abobalhado e inocente. Eu até arriscaria de enquadrá-lo como "kawaii", no mesmo nível da Hello Kitty ou da Pucca. Apenas fatal se comido. E os japoneses têm mania de coisas Kawaii. Fugu, mais um ponto pra você. 

TEORIA DE DOM RAFA:
A Hello Kitty perdeu a boca ao beijar um fugu, 
na esperança dele virar príncipe.

Dito isso, vilões que cobiçam nosso planeta; APRENDAM! Para dominar a Terra, vocês devem arranjar um sushiman retardado, que não saiba diferenciar um fugu de uma carpa. Dê o fugu a ele e diga que é um atum. E peça para ele fazer o melhor sushi do mundo!!

sushiman maluco
pexim dotôoooooooozo zente

Aí, basta atrair o Ultraman ou o herói que estiver lhe torrando a paciência e oferecê-lo uma trégua. Para comemorar, nada melhor que um nahomidai (festa com hectalitros de saquê). Irrecusável.

ultraman
Uma verdade sobre os heróis japoneses: TODOS são pinguços.

Chegará o momento em que Ultraman, Satan Goss e Sr. Bazoo serão os melhores amigos do mundo. Ultraman estará bêbado chorando a última namorada que não deu certo pois ele preferia ficar matando monstros do espaço. Esse será o momento de agir! Os vilões apostarão uma garrafa do melhor saquê, colocando a coragem de nosso herói em xeque, duvidando que ele coma um FUGU. É claro que ele não irá recusar, com o nível etílico já nas alturas. Entra em cena nosso sushiman e seu "atum" maldito.

ultraman podre
Ué... Mas não era.... Atum???

A boca de Ultraman, ao comer o peixe, irá se dissolver. Ele ficará verde e em questão de minutos, será envenenado e terá uma morte horrorosa, digna de satisfazer ao pior dos vilões.

Sem heróis para defender a Terra, o caminho para os invasores está livre.
Aprendeu, Satan Goss?

space invaders na terra
fim

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Por que eu não tenho taças de vinho?

Há uma semana mais ou menos, fiz uma enquete para saber o que os meus eventuais leitores queriam ler. Primeira decepção: foram 4 votos. O Big Brother deu mais ibope! Aprendi a lição e, na próxima enquete eu colocarei uma foto de um transexual tailandês. Aposto que vai encher de gente votando aqui. O lado ruim é que eu vou ter que escrever sobre o dito transexual tailandês. Segunda decepção, o meu tema favorito para "próximo post" não foi escolhido. Má notícia pra vocês, eu sou meio ditatorial e vou escrever sobre ele mesmo assim! Afinal, o blog é meu e eu faço o que eu quiser. 
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Agora, vem a história das taças de vinho, que começou há uns tempos, quando fui morar sozinho e, anos depois, com meus irmãos, que agregaram solteirice ao apartamento. Sim. São três homens não casados dividindo um apartamento onde cerveja e comida rápida abundam e uma TV paira sobre um Playstation 3 que de vez em quando é ligado. Os amigos, que em sua maioria ainda moram com os pais, vêm nisso uma ótima oportunidade para festas. E, não vou negar, eu gosto de chamar o pessoal lá em casa, para ver futebol, jogar videogame e para um eventual queijos e vinhos - um vício.

Aí vem o problema das taças. Lá em casa tem muita tranqueira. Já encontrei ali uma máquina de fazer sorvete de fabricação alemã da época do terceiro Reich, que eu tenho até medo de ligar na tomada e ela explodir por alguma razão. Mas... Não tem taça de vinho! Tem copo de requeijão, do Chico Bento. Serve? Como as bebidas mais populares de lá são chás, sucos e cerveja (refrigerante NUNCA tem, se você quiser, traga o seu), bebidas bastante democráticas, os copos de requeijão desenhados dão totalmente conta do recado. Mas algumas bebidas, eu reconheço, pedem copos especiais. É esquisito tomar um vinho, um whisky ou um conhaque em um Chico Bento. Os conoisseurs dizem que altera o gosto, inclusive - mas meu paladar nunca chegou a esse nível de sofisticação.

No ano novo, a festa foi na minha casa e eu avisei da precariedade dos copos. Meu amigo disse:
- Bom... É um ótimo momento pra você comprar, então...
Pensei...

N Ã O !!!

Raciocinem comigo. Três homens solteiros. Um apartamento. A coisa tem que ser precária. Precisamos apenas do básico pra sobreviver. Imaginem a cena: eu saio e compro um "jogo de taças de vinho de cristal importado da República Tcheca, com um urso desenhado e muitas consoantes com acento na embalagem" para bem servir meus amigos. Aí... Terminada a festa, alguém tem que lavar a louça. Cristal tcheco é frágil, eu sou descoordenado. Uma taça a menos. Depois vem a hora de guardar as taças. A casa já está entulhada. Onde colocar as taças??? Improviso uma gaveta na sala, perto do Playstation. Fecho a gaveta e... TRINK. as taças perdem uma vida; uma delas rolou e trincou. Não... Não é uma boa compra. Além do mais, taças de vinho, copos especiais e kits de fondue me remetem a lista de casamento. Se um dia eu precisar de uma, é bom eu NÃO ter nada disso. Ou as pessoas serão obrigadas a me dar presentes mais excêntricos, como um Maseratti Coupé ou uma viagem para as ilhas Maldivas. Solteiro, eu devo ser desprovido desses confortos. Praticidade sim, requinte não.

Para a festa em questão, eu arrumei umas taças descartáveis. Achei piores que meus copos do Chico Bento. Mas me poupou um preciosíssimo tempo que seria gasto lavando louça. 

Está explicada a falta de taças!

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Teresópolis 200

Seguindo o conselho da Amanda, resolvi fazer algo útil nessa postagem de número 200. Ia escrever mais uma bobagem do mesmo naipe do arroz engasgado e do bloodpainting, mas fica pra próxima. O assunto aqui é sério, questão de NECESSIDADE pública... Então quem puder ajudar, o povo de Teresópolis agradece. Quem me mandou o email foi um amigo que trabalha no Banco do Brasil.

A Prefeitura de Teresópolis está disponibilizando, a partir desta quarta, 12 de janeiro, uma conta corrente para receber doações e ajudar as famílias atingidas pelo temporal.

A conta foi aberta com o nome “SOS Teresópolis – Donativos”

Banco do Brasil
Agência: 0741-2
C/C: 110000-9

Outras doações, como alimentos, roupas, cobertores, colchonetes e itens de higiene pessoal - como sabonete, pasta de dentes, fralda descartável e absorvente higiênico, podem ser entregues no Ginásio Pedrão (Rua Tenente Luiz Meirelles, 211 – Várzea)

...Sem mais.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Fazendo Gracinha no Japão - Parte 2

Ah, Mutchatchada... Eu já havia esquecido dessa história, aí demorei a postar por aqui. No bairro de Asakusa, em Tokyo, fica um dos mais célebres cartões postais da cidade, o templo Sensoji, com seus enormes portões. Além do templo, ali tem um enorme mercado com vários quiosques vendendo um pouco de tudo, de amuletos a lembranças pra turistas. E comidas! Ah, as comidas... Como eu havia chegado lá há póuco tempo, eu estava empolgadíssimo com a oportunidade de comer um monte de coisa sem saber do que se tratava. Foi quando vi um quiosque vendendo uns espespetos. Perguntei pra senhora o que era e ela respondeu "Wáissu" (leia-se "rice"). Achei estranho. Um espeto com cara de queijo de coalho... de arroz! Bom... resolvi experimentar. Ela apontou para um pó vermelho e fino que parecia páprica: "Péppa... Nó too hot". Ok... Pimenta fraca. Vamos borrifar no espeto de arroz. De fato, a pimenta não era das mais fortes. MÁAAAAAAAASSSSSSS.....

...O espeto saído das brasas estava com o interior escaldante. Pra não tomar uma queimadura de 18° grau na boca, qual foi minha reação? Puxar o ar fresco da tarde pra dentro, óbvio! Sem nem lembrar que o todo estava envolto num pó apimentado que, com a brisa vespertina, foi se amalgamar com as minhas amídalas. Se alguém já teve pimenta acidentalmente polvilhada na garganta, haverá de entender minha agonia. Ainda que fraca, aquela pimenta japonesa me provogou um engasgão e uma crise de tosse histórica, que reuniu em minha volta todos os vendedores de quiosques adjacentes, me abanando, oferecendo água, se perguntando o que aquele ocidental esquisito havia aprontado.

A velha senhora não queria mais deixar eu comer o espeto de arroz. Mas aí, por puro orgulho, eu terminei com ele e, ainda tossindo, segui meu caminho... E, cá entre nós, espeto de arroz nem é tão bom assim!

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Blood Painting

 AVISO: SE VOCÊ TEM NOJINHOS, FRESCURAS, ESTÔMAGO FRACO OU É UMA FEMINISTA RADICAL, ME ODIARÁ APÓS LER ISSO AQUI. 

...ESTÁ DADO O RECADO...
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Ok, ok... Vão dizer que, novamente, eu estou a falar de temas cabeludos por aqui. Fato é que toda forma de extremismo ou fanatismo me dá um certo medo. Essas pessoas que extrapolam o que é considerado normal e vão ao limite do que é considerado tabu apenas para provar uma convicção, sabe? Me dão sonho ruim à noite! Dito isso, eu vi, há muito tempo em um site os desenhos de uma artista. Ela tinha um estilo interessante e resolvi visitar sua própria página web. Ali, me deparei com o conceito de Blood Painting - pintura com sangue.

Até aí, não me causou muita estranheza. Com toda essa moda de vampiro... O que haveria de errado em pintar com sangue? Mas aí fui ler o que era o Blood Painting em questão: tratava-se de fazer arte usando o sangue da menstruação. Qualquer sangue não servia! Segundo a própria artista, "a primeira vez que viu o conceito, em uma feira alternativa em sua escola, (ela) achou estranhíssimo. Mas num dia que "veio" mais forte, ela resolveu tentar e, a partir daí, não parou mais!" Ainda de acordo com a artista, que após tornar-se uma Blood Painter convicta mudou radicalmente seu estilo, tal forma de arte representava o máximo da feminidade; havia toda uma simbologia feminista de afirmação da mulher por trás disso. Dizia ela ser algo muito "do interior". Concordo. 

moca fofa e moca bruta
Não se deixe enganar! Uma Feminista Radical está a um cromossomo de ser um Macho Fuçado.

Assim, após ter início sua fase de pinturas mensais, os desenhos que eu admirava tornaram-se coisas extremamente íntimas e sangrentas; que iam desde de histórias em quadrinho (feitas no photoshop) onde os personagens eram um Sempre-Livre e um O.B. a pinturas retratando vaginas aladas e mulheres nuas com as pernas abertas. Sério... Olhando até que não era feio. Garanto que as mulheres eram discretíssimas - nada de pornô ou até mesmo erótico, tirando a posição. O problema era a matéria prima utilizada e a temática muitas vezes de gosto forçado e/ou duvidoso.

pintura com sangue de menstruacao
A reação esperada;

A reação de 98% da humanidade
admirando uma pintura com sangue

Na boa... Ler uma conversa entre absorventes íntimos e ver vaginas voadoras é tão assustador quanto ver o Aiatolá Khamenei pelado. Fico pensando se um homem, que também tem seus fluidos, inventa de fazer o mesmo.Aliás... Melhor nem pensar!

Saindo um pouco do tema-título, ontem eu estava lendo sobre culinária e acabei parando em uma página que elencava os pratos mais exóticos. Eu estava lendo sobre o tubarão podre, com gosto de urina, consumido na Islândia e o Haggis, a "buchada" escocesa. Foi quando eu li algo sobre PLACENTOFAGIA. Já havia ouvido falar que na medicina chinesa, eles usam placenta para tratar certas doenças. Mas nunca dei muita bola. Agora aqui, estavam falando de MULHERES comendo placenta de MULHERES em rituais de exaltação da alma feminina. Coisa de feminista radical. Óbvio, não acreditei. Achei que fosse trollagem da internet, do mais baixo nível. Mas aí fui pesquisar. E, pasmem, achei até receita! Já sei fazer uma saborosa placenta! A maioria dos sites que eu vi fala das propriedades medicinais. O que até fica mais "aceitável" pra mim. Agora... Não consigo imaginar uma cena como essa:

Comendo placenta
Não, não vou ficar botando link de placenta aqui; googlem se quiserem!

...E toda essa leitura embrulha-estômago me lembrou do Blood Painting. O que me levou a este post perturbador. Eu tinha que dividir com alguém, ou não iria mais dormir à noite!

terça-feira, janeiro 04, 2011

Retrospectiva 2010: Pepperman's Pepperpot

- Foram 57 posts.
- Primeiro post: "Para fins de registro; "registrando" o número de 6000 visitas.
- Posts mais comentados: "O Acre" e "Fazendo Gracinha no Japão - Parte 1" (e a parte 2 que nunca foi feita??)
- Novo Blog iniciado: Too Yummy for your tummy, mas, na boa, nem tou publicando muito por lá.
- Maiores comentadores: ah... não fiquei contando não, mas com certeza é a Deo e a Raíssa. Obrigado pela presença de vocês! =)
- ...E o Best of de 2010. Os posts que fizeram você cair da cadeira. Que emocionaram pedras. Que fizeram a polícia londrina rir. Tudo, é lógico, na minha própria opinião, já que eu mando aqui...

1- "Comer & Beber 2010/2011", por um comilão
2- O Acre
3- Bandeiras do Brasil
4- ?
5- Sentando à mesa com elegância: como evitar a toalha
6- Delícia de Atum
7- O Dia de Merda
8- Fazendo Gracinha no Japão - Parte 1
9- Os Tratados sobre o MACHO: 1, 2, 3, 4 e 5

Com isso, 2010 fica resumido... Se eu lembrar de mais coisas, a opção "EDITAR POSTAGENS" serve pra isso!

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OBRIGADO A TODOS PELAS VISITAS E, AOS QUE TIVERAM PACIÊNCIA, PELOS RANKINGS E COMENTÁRIOS!!
=)

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Plec Plec

Minha tia comprou uma raquete elétrica para matar mosquitos. Eu nunca tinha acreditado muito na eficiência daquela engenhoca que sempre é vendida nos sinais de trânsito. Na casa dela, eu a vi matando uns dois mosquitos e eu mesmo matei uma abelha, que custou a morrer, coitada! Bom... Essa raquete da minha tia era bem discreta. O inseto tocava a armadilha metálica no centro e você via umas faíscas. Mas raramente ouvia barulho. Demorava 15h pra recarregar.

Não satisfeita, minha tia comprou outra. Essa sim! Uma máquina mortífera de cor verde, que chegou bem na hora que uma maternidade de mosquitos, num umidificador abandonado (com água) foi descoberta. Primeiro, eu liguei pra tia umas duas vezes e só ouvia as explosões. "Ah... eu estou aqui no Plec Plec!" dizia ela, animadíssima com seu novo hobby - a caça aos mosquitos. Fui visitá-la no dia e o apartamento estava infestado de mosquitos. Muitos vivos nas paredes; muitos mortos no chão. Eu fui tentar usar a raquete. Era demais! Os mosquitos, antes de se darem conta que a Senhora de Preto havia chegado para eles, estavam sendo carbonizados na teia metálica de alta voltagem, num verdadeiro show pirotécnico. O bicho voava e eu aproximava a arma mortal. Aí, numa explosão branca e barulhenta, o inseto era incinerado e partido em pedaços. O barulho, as faíscas e morte apoteótica do mosquito culminavam num todo gratificante. A ponto de eu disputar a raquete com a minha tia para explodir mais mosquitos. E ela abrir a porta para que eles entrassem no apartamento, encontrando ali o seu fim.

Nunca pensei que um dia eu desejaria encontrar mosquitos...
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