sexta-feira, janeiro 21, 2011

Por que eu não tenho taças de vinho?

Há uma semana mais ou menos, fiz uma enquete para saber o que os meus eventuais leitores queriam ler. Primeira decepção: foram 4 votos. O Big Brother deu mais ibope! Aprendi a lição e, na próxima enquete eu colocarei uma foto de um transexual tailandês. Aposto que vai encher de gente votando aqui. O lado ruim é que eu vou ter que escrever sobre o dito transexual tailandês. Segunda decepção, o meu tema favorito para "próximo post" não foi escolhido. Má notícia pra vocês, eu sou meio ditatorial e vou escrever sobre ele mesmo assim! Afinal, o blog é meu e eu faço o que eu quiser. 
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Agora, vem a história das taças de vinho, que começou há uns tempos, quando fui morar sozinho e, anos depois, com meus irmãos, que agregaram solteirice ao apartamento. Sim. São três homens não casados dividindo um apartamento onde cerveja e comida rápida abundam e uma TV paira sobre um Playstation 3 que de vez em quando é ligado. Os amigos, que em sua maioria ainda moram com os pais, vêm nisso uma ótima oportunidade para festas. E, não vou negar, eu gosto de chamar o pessoal lá em casa, para ver futebol, jogar videogame e para um eventual queijos e vinhos - um vício.

Aí vem o problema das taças. Lá em casa tem muita tranqueira. Já encontrei ali uma máquina de fazer sorvete de fabricação alemã da época do terceiro Reich, que eu tenho até medo de ligar na tomada e ela explodir por alguma razão. Mas... Não tem taça de vinho! Tem copo de requeijão, do Chico Bento. Serve? Como as bebidas mais populares de lá são chás, sucos e cerveja (refrigerante NUNCA tem, se você quiser, traga o seu), bebidas bastante democráticas, os copos de requeijão desenhados dão totalmente conta do recado. Mas algumas bebidas, eu reconheço, pedem copos especiais. É esquisito tomar um vinho, um whisky ou um conhaque em um Chico Bento. Os conoisseurs dizem que altera o gosto, inclusive - mas meu paladar nunca chegou a esse nível de sofisticação.

No ano novo, a festa foi na minha casa e eu avisei da precariedade dos copos. Meu amigo disse:
- Bom... É um ótimo momento pra você comprar, então...
Pensei...

N Ã O !!!

Raciocinem comigo. Três homens solteiros. Um apartamento. A coisa tem que ser precária. Precisamos apenas do básico pra sobreviver. Imaginem a cena: eu saio e compro um "jogo de taças de vinho de cristal importado da República Tcheca, com um urso desenhado e muitas consoantes com acento na embalagem" para bem servir meus amigos. Aí... Terminada a festa, alguém tem que lavar a louça. Cristal tcheco é frágil, eu sou descoordenado. Uma taça a menos. Depois vem a hora de guardar as taças. A casa já está entulhada. Onde colocar as taças??? Improviso uma gaveta na sala, perto do Playstation. Fecho a gaveta e... TRINK. as taças perdem uma vida; uma delas rolou e trincou. Não... Não é uma boa compra. Além do mais, taças de vinho, copos especiais e kits de fondue me remetem a lista de casamento. Se um dia eu precisar de uma, é bom eu NÃO ter nada disso. Ou as pessoas serão obrigadas a me dar presentes mais excêntricos, como um Maseratti Coupé ou uma viagem para as ilhas Maldivas. Solteiro, eu devo ser desprovido desses confortos. Praticidade sim, requinte não.

Para a festa em questão, eu arrumei umas taças descartáveis. Achei piores que meus copos do Chico Bento. Mas me poupou um preciosíssimo tempo que seria gasto lavando louça. 

Está explicada a falta de taças!

5 comentários:

Deo a Terrível disse...

Eu também não tenho taças de vinho. Buááá!
E apesar de morar + ou - sozinha, ainda tenho as taças de cristal do casamento dos meus pais. Não são pra vinho, mas vai essas mesmo. E, de fato, também prefiro os copos de requeijão a arriscar os cristais de 30 anos.
Preciso contar que recentemente adquiri um saca rolhas decente. Acho que as taças são o próximo investimento. Pelo menos um par, né... Hehe!

Besos!

Clarissa disse...

Já esta decidido o presente do próximo aniversario

Dom Rafa disse...

Sem saca rolhas decente, eu nem sei abrir vinho, Deo. E confesso que adoro RANCAR a rolha à moda bucaneira: com os dentes, seguida de uma cusparada, mirando algum objeto do aposento, fazendo um barulho oco. Me sinto o próprio Barba Negra. Mas não posso fazer isso na frente da sociedade civilizada; uma pena.

Clarissa... Vc estará condenada a me dar também uma viagem para Myanmar ou equivalente. Tá avisada.

Beijos!!!
Próximo post em breve.

Alessandra disse...

Rafa,
a solução é uma máquina de lavar louça!!! :p

Bjinhos,
Alê

Dom Rafa disse...

Ah, Alê... Sabe que a máquina existe? Mas no momento, não tá conectada a um cano de água, então só serve de enfeite e apoio. E, na boa, eu realmente não ligo de lavar pouca louça. (ênfase MUITO enfática no POUCA!!!). Beijos, obrigado pela honra da visita e volte sempre!

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