quinta-feira, abril 28, 2011

Tudo por um "pão de queso".

Há uma semana atrás, eu tinha um tema pronto para ser colocado aqui. Mas vai ficar pra depois; esse será mais importante.

Fui pego de surpresa por um pequeno gesto, em um local um tanto improvável, na minha opinião, para esses acontecimentos: a saída de uma padaria. E são exatamente esses "pequenos gestos", totalmente inesperados e talvez até bobos, que acabam com a rotina e tornam o dia mais interessante (e te dão algo pra escrever num Blog!!).

No sábado, lá estava eu comprando pães, queijos (meu vício) e trecos para acompanhar; alguns até supérfluos, arriscados a ficar esquecidos no armário e apenas lembrados no dia em que a data de validade expirar. Com a minha cesta cheia de coisas, fui para a fila do caixa. Na minha frente, uma mulher, de ascendência asiática (japonesa provavelmente) com uma cesta igualmente abarrotada de coisas, aguardava sua vez. Ao lado dela, seus dois filhos; um garoto de uns 5 anos, imerso em algum treco eletrônico parecendo um Tamagochi, se é que isso ainda existe e uma menina de uns 2 ou 3 - a coisa mais linda do mundo. Sem exageros; ela era muito fofinha!! E a pequena menina em apreço, na fila, puxava a saia da mãe, clamando por um pão de queijo, quitute ainda impronunciável na sua idade. Eu achei a cena engraçada. Foi quando ela me viu e eu sorri, como que dizendo "Espero que você ganhe seus pães de queijo! E, sabe o quê? Eu também adoro e já fiz muito isso na sua idade!" O sorriso foi retribuído por aquele simpático pedacinho de gente.

A mãe dela cedeu aos pedidos insistentes. Pagou suas coisas e voltou para comprar os pães de queijo para a menina. Dessa vez, eles estavam atrás de mim na fila. Eu e aquela família toda de desconhecidos sorrimos. Enquanto pegava minhas sacolas, eles pagavam pelos pães de queijo. A menininha comia um com uma dificuldade desengonçada, já que o pão de queijo mal cabia em sua boca. Mas parecia a pessoa mais feliz do mundo. Na saída, passei por eles. A mãe estava procurando sei lá o quê na bolsa; talvez a chave do carro.

Foi quando, de repente, notei algo correndo na minha direção. Parei e encontrei a pequena menina, com um sorriso de uma simpatia indescritível, que só mesmo uma criança de 3 anos pode ter. Tinha sua mãozinha estendida ao máximo na minha direção:
"Môoooço... Quer um pão de queso?"

...E, se isso não te fez sorrir, você deve ter sérios problemas.

cranca fofinha
"Pao de queso???"

sexta-feira, abril 22, 2011

Quando o impossível é totalmente possível

Como meu pai viu (e descreveu) a ÉPICA vitória do Fluminense e classificação dramática para a segunda fase da Libertadores. Quem torce pelo time JAMAIS esquecerá esse jogo. Até de flamenguistas roxos eu ouvi elogios. Tanto pelo jogo quanto pelo texto que segue...
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Meus Amigos,

Os deuses do futebol decididamente gostam de escrever por linhas tortas, em constante abuso da capacidade de emoção dos torcedores.

Foi o que se passou na noite inesquecível de ontem na querida Buenos Aires. Depois de purgarem a praga divina de uma única vitória e outras quatro partidas medíocres na disputa da Libertadores, como se estivessem definitivamente excomungados, eis que os guerreiros tricolores ressurgem das cinzas e alcançam uma redenção improvável, triunfando sobre o difícil adversário e as demais circunstâncias adversas, sob os olhares enfim complacentes daqueles deuses.

O triunfo foi magistral, realmente, pleno de mágica, suor e determinação. A aflição e o sofrimento revezaram-se impiedosamente com a esperança e a alegria até o final da partida, exigindo toda a força das mentes e corações tricolores, principalmente dos abnegados torcedores que compareceram ao estádio e fizeram-se dignos de especial louvor. Seus gritos de "mais um" ecoaram por todos os cantos do universo, terrestre e celeste. A comunhão de esforços, na arquibancada e no campo, foi recompensada com o memorável resultado.

O jogo começou assustador. Pairava sobre o estádio o espectro do Sobrenatural de Almeida, inspirando temores de nova decepção tricolor. Eis, porém, que esse espectro foi substituído pelos espíritos do Gravatinha e de antigos craques das Laranjeiras, mortos e vivos, dispostos a ajudar seus sucessores atuais. Castilho, Pinheiro, Telê, Preguinho e muitos mais vieram, viram e venceram.

O primeiro gol resultou de autêntico mutirão. O competente lateral Julio Cesar partiu para o lançamento não apenas com suas duas pernas, mas também com as de Branco, Altair, Marco Antônio e tantos outros jogadores que brilhantemente ocuparam essa posição no passado. Graças a isso, atingiu velocidade incontível por qualquer adversário e completou com categoria para as redes. Acendiam-se as esperanças tricolores.

Não demorou muito, contudo, para todos se lembrarem de que a Libertadores é sinônimo de catimba, pressões e arbitragens falhas. Em lance disputado com o valente zagueiro Gum, o jogador argentino fez sua milonga e engabelou o árbitro, que deu o pênalti. Parecia que a via crucis do Fluminense ia continuar. No momento da cobrança, todos os tricolores de fé ainda puderam ver o grande Castilho, o maior goleiro da história do nosso futebol, descer de sua morada celestial para sussurrar aos ouvidos do aplicado Ricardo Berna : "ele vai bater à sua direita". Por maldade dos deuses esportivos, Berna não entendeu o recado e errou o canto.

Consumado o mal, restava ao amargurado torcedor indagar-se que Fluminense passaria a ver. Aquele time que se deixou abater pelo primeiro gol sofrido contra o Nacional, em Montevidéu, e sumiu em campo, ou o time de guerreiros que lutou contra todos os prognósticos e evitou a queda para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro em 2009? Os guerreiros não esmoreceram e, antes do fim da primeira etapa, o grande Fred colocou o Fluzão novamente em vantagem com uma cobrança exuberante de falta, na qual detonou a bola com uma patada atômica a la Rivelino. Fomos para o intervalo com a vantagem e levando, de quebra, a salvação de uma bola argentina que explodiu na trave tricolor. Era a leiteria ressuscitada! O imortal Castilho não perdeu sua viagem.

A segunda etapa continuou a desafiar corações. Primeiro, o gol perdido pelo Marquinho, uma injustiça com o jogador, que fez por merecer a promoção a Marcão, pela grande partida que fez. Depois, uma bola chutada contra a meta tricolor desvia no paredão Valencia e trai nosso arqueiro, indo morrer no fundo do gol. A situação fica dramática. A combinação de resultados ora favorece o time argentino, ora favorece o rival uruguaio, que joga no mesmo momento. O Fluminense precisa vencer dois competidores ao mesmo tempo.

A esperança volta a reacender-se com novo desempate : Rafael Moura, que vinha tendo participação tímida nos ataques tricolores, mostra o faro de gol dos seus ilustres antecessores (Preguinho, Valdo, Flavio, Samarone e mil mais) e marca um tento importantíssimo. Falta mais um gol apenas, estimulado pela torcida guerreira sem esmorecimento. E esse gol mágico, sublime, redentor vem, com toda justica, pelos pés do grande artilheiro Fred. Comentarão os detratores de eterno plantão, essas serpentes e escorpiões sempre amargurados pela glória e pelo fulgor indiscutíveis do esquadrão das Laranjeiras, que o pênalti marcado pelo árbitro não existiu. Ora, se existiu ou não existiu, é questão de nenhuma importância. Importa, isso sim, que ali se corrigiu o erro do pênalti anterior assinalado pelo juiz contra o Flu e que se fez justiça. Foi como se os próprios deuses esportivos buscassem redimir-se de seus erros passados e permitissem a redenção igualmente do árbitro da partida.

Encerrou-se o jogo com uma vitória maiúscula, justíssima, mágica e inebriante. A excelência dos vinhos argentinos abriu espaço ao vinho do pavilhão e do uniforme tricolores, que inundou a noite memorável. Em campo, a alegria do pequeno grande Conca, vitorioso em sua própria terra, de Mariano, de Diguinho e demais heróis tricolores era partilhada pelos torcedores, assim como pelos espíritos dos craques citados. 

Agora, cabe ao elenco de guerreiros calcar as sandálias da humildade, manter o brio e prosseguir na caminhada rumo ao Olimpo. Nada menos do que isso há de querer o inesquecível Profeta Tricolor.

Saudacoes deste seu  "Nelson  JAX  Rodrigues"

Cordialmente,

F (agora de Fred ou de FLUZAO) Jacques de M. Pimenta

segunda-feira, abril 18, 2011

Dia do Índio.

Fiquei sabendo que amanhã, dia 19, será o Dia do Índio. Eram eles que povoavam nossa terra antes de os portugueses chegarem e ensinarem o Roda Roda Vira pra eles. Eles viraram e tomaram umas facadas. Em razão disso, hoje em dia são poucos. Sempre ouvi dizer que índio era legal, que vivia em harmonia com a natureza. Na verdade, eu sou mais adepto da teoria mais atual de que índio era uma praga. Pensem comigo: a maioria das tribos eram nômades. A agricultura era precária, então, eles tiravam de seus arredores tudo que podiam e partiam pra outra. Interação bem pouco harmônica a meu ver. E eu duvido que eles tivessem muita consciência ambiental do tipo: "vamos preservar a arara-azul..." Se fosse gostosa, a arara iria pro bucho.

Dizem por aí que índio não dá sorte.  Minha mãe não deixava eu comprar nenhum artesanato indígena, especialmente arco e flecha para fazer tiro ao alvo com os meus irmãos - os alvos. Minha antiga "secretária do lar" (odeio essa expressão) morre de medo de índio, porque, segundo ela, eles fazem pajelança. Leia-se quizumba indígena que traz encosto, problema e desgraça. Mas nada disso me convencia de que índio era agourento, de sorte que, quando criança, meus irmãos e eu fazíamos um tal de "treinamento para virar índio". Agora, sinceramente, além de andar com pés descalços na grama lá de casa, eu já não lembro de mais nenhum ritual que fizesse parte desse treino. E... Não viramos índio. Algo deve ter dado muito errado. =(

Minha simpatia pelos índios tem uma explicação. O primeiro noivo da minha avó foi papado por eles, com beiju e inhame cozido. Foi uma delícia, apesar de o homem branco ter uma carne meio murrinhenta. Logo, eu sou muito grato aos indígenas porque, indiretamente, eles permitiram que eu nascesse. Dizer "eu nasci por que comeram um aspirante a avô de outrem" é para poucos.

Uma das coisas que eu mais senti saudade conforme fui crescendo foi do Dia do Índio na escola. Gostava de fazer umas pinturas sem nenhum nexo nuns trapos que serviriam de tanga para irmos à aula (eu gostava mais de pintar que usar). Mas isso não era o mais importante. Dia de Índio, minha gente, era o meu Dia Pessoal de Forrar o Bucho com Mandioca. Aguardava ansiosamente que a Tia Guiomar aparecesse com aquela travessa cheia de mandioca cozida na manteiga. Eu sabia escolher as melhores. Eu conhecia as mais salgadinhas e pastosas. Conforme fui crescendo, meu Dia da Mandioca ia se tornando cada vez mais um Dia do Índio propriamente dito. Não tinha mais tanga pra pintar. Tínhamos aula de história e redação sobre o tema. E a turma era maior. O que significava menos mandioca pra mim. Lembro que uma vez, não sobrou nenhuma mandioca!! Fiquei sem comer!!! Depressão por uma semana.

O Dia do Índio foi ficando cada mais desinteressante. Ao menos gastronomicamente falando. Vejo a mandioca como O alimento típico do Brasil; consumida de leste a oeste; norte a sul. Além de termos o Dia do Índio seria interessante termos um Dia Nacional da Onipresente Mandioca Maravilha. Feriado de 1 semana para degustar a iguaria.

...E, já vou avisando, piadas do tipo: "E pepino? Você também é chegado num pepino?" eu ouvia quando tinha 14 anos e já achava imbecil, um nível abaixo das piadas do Sérgio Mallandro e do Zorra Total.

quinta-feira, abril 14, 2011

Photoshop nosso de cada dia.

Caros leitores... Eu venho aqui para um desabafo. Por muito tempo, eu esperei por um PHOTOSHOP CS5. Poxa... Isso era uma necessidade pra mim! Eu precisava para mexer em fotos, me deixar mais gatão no Orkut, fazer desenhos profissionais... Minha mãe comprou o dito cujo e, após umas semanas, eu me dignei a instalar no computador. Tou eu lá feliz da vida instalando a bagaça e me aparece a indesejável tela que eu sempre odiei: "Insert Serial Number". SERIAL FUCKING NUMBER!!! Pronto! Eu congelei. Retirei o DVD do computador. Ele era bonito, azul, com o logotipo da Adobe e o nome "Photoshop CS5" escrito discretamente.  Só. Mais espartano impossível.

Você vai me perguntar porquê eu congelei, ficando tão apavorado: o DVD em apreço veio em uma caixa de CD ordinária, dessas que a gente compra em qualquer loja por 2 reais. E a minha mamãe tem uma mania de jogar as caixas originais de produtos no lixo; elas ocupam muito espaço na mala, na mudança, no pacote do correio... Adivinha onde estava o número de série? Isso mesmo. Fiquei 2h30 falando com técnicos da Adobe e descobri que existe uma possibilidade de recuperar esse número. O processo é mais complicado que conseguir sua aposentadoria. Envolve notas fiscais no exterior, comprovantes de pagamento, método de pagamento, cópias, cartas... Na boa... Eu comprei a coisa ORIGINAL!!! Quis pagar CAN$ 800,00 para ter um produto confiável (xinguei tudo que eu sabia na hora de ver o preço, mas comprei), com atualizações e dentro da lei. Como é que um treco original não tem, dentro dele, um READ ME FOR GOD'S SAKE com esse famigerado número?

Agora, me resta rezar para a burocracia, apelar para um hacker ou conseguir um "Key Gen" capaz de abrir o produto; coisa que, acredito, não é lá muito bem vista pelos fabricantes.

Mas quer saber? Qualquer coisa, que a Adobe se dane; vou adquirir uma cópia pirata mesmo. Eu bem que tentei. Mas a minha boa vontade se esgotou.

pirata somaliano
Posso sempre encomendar pro Achmed, meu pirata somaliano pronto pra entrar em ação...

sexta-feira, abril 01, 2011

O Fim do Blog.

Pois é, Mutchatchada. 

Meus poucos, mas muito queridos leitores, chegou a hora dos finalmentes. Das despedidas. Repararam que mês passado foram apenas 3 posts?  Perdi o fôlego, perdi o ânimo de escrever aqui. O fato de ter recebido poucos comentários me deixou triste, carente, com baixa auto-estima e prestes a começar uma terapia. Tá... Falando sério agora... Além da desmotivação das poucas visitas e, acredito, do interesse e pertinência dos posts virem decrescendo em uma vil progressão geométrica, há também o fato de o aparecimento de novas bandeiras no meu Flag Counter ter se tornado cada vez mais rarefeito. Os Emirados Árabes e o Vietnã ficaram lá por muito tempo ocupando o posto de "novos países". Sério... O Kadafi tá lá à toa na Líbia enquanto o exército dele destrói tudo... Porquê não me visita? Tenho certeza de que ele iria gostar; tenho certeza de que ele tem uma bela tradutora arabe-português a serviço dele e, se não tiver, o GOOGLE faz o serviço. Eu ganharia uma bandeirinha verde. 

Assim sendo, vou deixar esse negócio aqui de lado, não vou desativar, pros que eventualmente caírem aqui. Mas the end; c'est fini. Doravante, deicar-me-ei a coisas mais produtivas, como cuidar do meu jardim, criar um bonsai, destruir os Astecas no Civilization V, zerar Final Fantasy XIII e tirar meleca do nariz. 

Obrigado DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO, (se este tiver fundo) pelas visitas e comentários de todos até agora. 
Paro por aqui, antes que uma lágrima máscula caia do meu olho.

Sem mais considerações...
forever alone

Pepperman's Pepperpot
8/2006 - 3/2011
LE FIN
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