quarta-feira, agosto 31, 2011

Férias 3

Foz do Iguaçu. Atravessamos a ponte e chegamos à uma cidade simpática na fronteira com o Paraguai. Minha mãe ficou encantada com o local. Tudo organizado, limpo, com aparência de "novo". Após alguns minutos vagando por lá, achamos nosso hotel. Já era noite, então foi só um jantar, no qual eu comi o provável melhor peixe da minha vida. Só não me lembro o nome; era algo em uma língua de índio da Amazônia.

Mas como todo turista que se preze, não fomos pra lá para comer peixe em hotel, mas sim pra ver cachoeira, passarinho, Itaipu e comprar coisas na volta. Primeiro foram as cachoeiras. Pra quem não conhece, a paisagem é espetacular. O longo caminho pelo mato, por vezes bem cansativo para um ser fora de forma como eu, proporciona uma bela vista das cataratas e, em alguns pontos, nos força a um banho obrigatório pelo volume de água. Pra quem realmente quiser sair limpinho, há um tal de "Macuco Safari". Você pega um carrinho e desce pela floresta com um guia. Há uma trilha e a grande atração: o passeio de bote. O bote em questão atravessa o rio e praticamente entra nas cataratas. Eu bebi meio Rio Iguaçu. Me molhei tanto, com uma água tão fria, que resolvi comprar uma bermuda, com medo da minha bunda pegar uma pneumonia. 

Ao lado das cataratas, está o Santuário dos Pássaros. Tipo um zoológico. Mas só tem passarinho. O diferencial aqui é que você entra no viveiro junto com eles. Pode arriscar brincar com o tucano que ele deixa. Eu fui ensaiar um approach mais íntimo mas ele olhou torto e eu recolhi minha mão. Pra quem gosta de bicho, vale a pena. Uma bela oportunidade de ter uma arara dando uma rasante na sua cabeça e um mutum fazendo suas necessidades no seu ombro. 

Dia seguinte, passamos em Itaipu, um pouco rápido pro meu gosto. Assim... Não vou me alongar demais aqui porque o interessante de lá é ver o "conjunto". E isso, é melhor ver ao vivo. As turbinas enormes, o canteiro de obras, todos os centros de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias... Está tudo ali. Dei sorte de pegar as comportas abertas regulando o fluxo de água. O guia disse que isso só ocorre em 10-20% dos dias do ano; na época das chuvas. Justamente a época em que NÃO estávamos.

De Itaipu para Ciudad del Este. Já disse aqui que sou consumista. Resolvemos parar por lá para comprar besteiras e esperar um tempo: havia rumores de que o "Movimento Campesino" (tipo um MST paraguaio) iria fazer uma manifestação na estrada. O trânsito em Ciudad del Este é infernal. Carro, moto, gente, bicicleta, barracas de venda... Tudo está amontoado num mesmo local, a saber, as ruas. Parece cena de mercado indiano, menos os elefantes e as vacas. Mas eu estava numa boa, porque era meu pai quem estava dirigindo. Ele não gostou muito da experiência. Muito trânsito, muita gente, muito barulho, muita loja e uma volta pra casa cheia de sacola. 

Piorou quando ele fez uma comparação de preços e constatou que TUDO em Assunção, cidade bem mais tranquila, tinha o mesmo preço. Às vezes era até mais barato...

double rainbow
 DOUBLE RAINBOW!!! DOUBLE RAINBOW ALL THE WAY!!!

quinta-feira, agosto 18, 2011

Semelhantes aparentemente parecidos.

Nada de muito novo pra postar por aqui.

Outro post de férias seria cansativo.

(...Mas o próximo falará disso)

(...já vou adiantando!!!)

Assim sendo...






amigo da onca

Vai me dizer que não parece???
...E o que você viu não pode ser desvisto;
sempre que comer uma(s) TOSTITA(s)
lembrará do AMIGO DA ONÇA!!



...Era o que eu tinha a dizer. Só isso mesmo.

terça-feira, agosto 02, 2011

Férias 2

Cheguei à Assunção meia noite, em um aeroporto minúsculo para os meus padrões, sob uma temperatura de 13 graus. Estava curioso para ver como era a cidade. Pelo que ouvi dizer, era feia, monótona e suja... Mas todo mundo adorava (vai entender). No caminho pra casa, vi árvores e mais árvores. A sede do COMENBOL, ruas desertas, umas casas aqui e ali, uma verdadeira invasão de bandeiras paraguaias (bicentenário e Copa América). Uma área mais comercial e 3 edifícios de uns 10 anadares. Home sweet home; era ali!

Acordei com um galo cantando, coisa que não me acontecia desde que eu estive em Anta (interior do Rio) , com uns 13 anos. Não seria naquele momento que eu conheceria Assunção. Mal o galo me acordou, eu já me preparava para uma viagem de 7h até Foz do Iguaçu com meus pais. Passamos pelas pequenas cidades da zona metropolitana da capital paraguaia, muitas com ruas de pedra (estilo paralelepípedo) e aspecto de cidade colonial. Chama a atenção a vista de casas e estabelecimentos comerciais um tanto modernos e luxuosos no meio de casebres e lojas caindo aos pedaços. E, em cada cruzamento, uma chipería, vendendo o tradicional prato paraguaio - uma espécie de bolo de milho salgado, com queijo e cebola. 

Após as cidades, chaco a perder de vista. Campos sem fim, alguns alagados, uma árvore aqui e ali, estrada 100% retilínea... Mais sonífero que isso, só 7h de filme de algum diretor obscuro albanês que gosta de "quebrar os paradigmas da arte", mas só quebra pra ele e pra mãe dele. 

Emoção mesmo, só em Ciudad del Este, na Ponte da Amizade. Ah... Que delícia... Uma hora entre ambulantes e caminhões convergindo para o mesmo local. Até que chegou a alfândega, onde aqueles traficantes debilóides cantaram "mais uma toneladaaa" e, cruzando a fronteira, Foz do Iguaçu. O caos ficara pra trás. E por hoje chega!

Texto em guarani
Tapeguahê porãite - Bienvenido a Paraguay!
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