quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Só pra postar em 29/2/2012

Caros leitores, tou meio sem assuntos relevantes para postar aqui hoje (não que eu tenha muitos, na verdade). Mas pra não colocar um treco em branco, um desenho feio, uma foto minha ou uma música romântica traduzida... Vou fazer uma sequência a um post anterior e registrar aqui umas... ESTATÍSTICAS de fevereiro! =D

a) Postagens mais visualizadas:

1- Estatísticas comprovam: (26)
2- Bandeiras do Brasil: (23)
3- Humor de Banheiro: (18)
4- Um curioso ser pantanoso: (16)
5- Hã?: (16)

b) URL de referência:

1- http://www.google.com/search (16)
2- http://bit.ly/yLFk1t (8) - Foto de fumaça
3- http://guaranadobrasil.blogspot.com/ (7)
4- http://purebloggers.com/?peppermans.blogspot.com (7)
5- http://bit.ly/ynON01 (7) - Menina japonesa fofinha

c) SITES de referência:

1- http://www.google.com.br/ (312)
2- http://www.google.com/ (25)
3- http://www.google.pt/ (18) (Pô... Valeu, google)
4- http://www.facebook.com/ (10)
5- http://guaranadobrasil.blogspot.com/ (8)

d) Palavras-Chave

1- Bandeiras do Brasil (3)
2- Bandeira da Belgica (2)
3- Beijo de boa noite (2)
4- Crianças abandonadas nos carrinhos das compras (2)
4.5- Sim; houve um post sobre um patê de frango abandonado num carrinho. Será que foi isso?
5- Bandeira do Brasil (1)

e) Relações internacionais:

1- Brasil
2- Portugal
3- EUA
4- Japão
5- Canadá
6- Alemanha
7-  França

Em fevereiro foi isso. Nada melhor pra postar? Não!

terça-feira, fevereiro 28, 2012

Sejam bem-vindos por aqui.

Em Nova Iorque, eu comi em um restaurante "Cajun". Cajun, pronunciado "keidjan", vem do termo francês "ACADIENS", ou, abreviado, "CADIENS". Os Acadianos são franceses carinhosamente expulsos do Canadá por ingleses e mandados para a Louisiania - separaram as famílias; mamãe ficava no Canadá, papai ia pro front e a filha de 10 anos ia pra Nova Orleans com um monte de desconhecidos na mesma situação. Objetivo: semear o caos e a desgraça. Mas eu não vim falar de famílias sendo destroçadas aqui. A comida cajun é danada de boa, apimentada e meio caramelada.

cajun dirty rice
Cajun dirty rice - arroz "sujo" - apimentado com miúdos de porco ou galinha (é o que dizem).

Em Vancouver, eu provei comida cambojana, laociana, vietnamita, malaia, tailandesa e talvez alguma cozinha do Planeta Klingom ou da Terra Média. Como eu gosto de comer, nada melhor do que as cozinhas do mundo virem até mim. 

Porém, se na América do Norte e Europa é relativamente fácil encontrar restaurantes estrangeiros, no Brasil isso fica mais complicado (com a exceção de São Paulo, talvez, mas eu nunca estive lá ; não posso falar como é). Aqui onde eu moro, temos uns árabes, chineses, japoneses, americanos, peruanos, mexicanos e um javanês/chinês. Fora os tradicionais europeus.

Um pouco como ocorreu com nossos vizinhos do norte, a cultura local foi fortemente influenciada pela imigração, incluindo-se aí a parte gastronômica da coisa. Por essas e por outras, eu sempre tive imensa curiosidade em saber "quem vem pra cá", trazendo sua cultura e, de quebra, sua comida! Venho recebendo um informativo do Ministério da Justiça onde tomo conhecimento dos estrangeiros que  têm sua situação regularizada por aqui, de onde vêm e onde moram. 

Dessa forma, posso dizer assim "por alto" que temos:

Cubanos: poucos, geralmente vêm para Brasília.
Bolivianos, peruanos, argentinos, uruguaios, paraguaios: se instalam em estados fronteiriços. Mato Grosso do Sul e Paraná são bem procurados.
Chineses: a maioria de Taiwan; vão pra todo lado.
Nigerianos, angolanos, indianos, libaneses, europeus, americanos, japoneses, turcos e todos os já citados acima: São Paulo. Todo mundo AMA São Paulo. 

Não vislumbro muito este cenário, mas uns vietnamitas bem que podiam vir parar por aqui e investirem no ramo gastronômico. Eu gosto de tudo, mas a comida vietnamita é provavelmente a minha favorita. O "rolinho primavera na folha de arroz, cozido no vapor" e a "pata de carangueijo frita" são iguarias divinas.

rolinho de arroz ao vapor goi cuon
 Goi Cuon (rolinho de folha de arroz vegetariano) e Bi Cuon (carne de porco) com molho picante de amendoim; Nuoc Cham. Omnomnomnom...

Pronto. Fiz um post-salada, falando de mil coisas. Agora estou com fome e vou almoçar. Comida brasileira mesmo. Também é excelente! 

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Mateando errado.

Cheguei à conclusão. Da mesma forma que "se você não for carioca, não tente ser marrento", se você não for gaúcho, paraguaio, pantaneiro... Não se aventure com a Ilex Paraguariensis. Minhas experiências todas foram frustrantes. 

Quando eu era criança - idade entre 4 e 32 anos - eu vi meu tio tomando um suco estranho, com um canudo de metal, dentro de um treco de madeira. Era verde oliva e tinha o aspecto de  um pântano. Fiquei logo curioso. Primeiro, minha tia me disse que estava quente. Pelando de quente! Minha boca iria grudar no ráio do canudo de tão quente. Meu tio deveria ter boca de couro duro; eu já havia jogado um cachimbo dele longe porque estava quente e eu tinha sido avisado, mas não acreditei. Segundo, minha mãe descreveu aquilo como sendo algo "horrível e amargo".

NOTA: sim, com 4-5 anos eu gostava de provar coisa de adulto. Cachimbo, licor, cerveja, vinho, whisky... mas era "só uma provinha, hein?" Eram os anos 80. Podia tudo.

Anos mais tarde, na casa de um amigo, resolvi provar o amargo, horrível e quente. E não é que eu gostei? Encomendei imediatamente uma cuia do Uruguai e, quando ela chegou, fui todo contente preparar a iguaria. Tomei o tal chimarrão a noite toda. Dia seguinte, repetiria a dose., não estivesse a cuia toda verde e branca, invadida pelo mofo (virou enfeite). A cuia número 2, comprada com um gaúcho, teve o mesmo destino. mofado (foi pro lixo). Desisti. Além do mais, aquilo era quente. Solução...

Vamos virar vaqueiro e tomar tererê!! Chifre não mofa! Tomei e... Mofou. A madeira no fundo amanheceu esverdeada. Consegui trocar e, até hoje, a guampa, está conservada. Como faço? Tomo, lavo, coloco no freezer. O chifre, porém, é o mais difícicil de acomodar a erva, na minha opinião.

Finalmente, estive no Paraguai, onde eles tomam "tereré" nuns copinhos de palo santo, uma madeira local, verde e com um cheiro permanente de sauna seca. Pronto! Era o recipiente perfeito. Nada melhor do que tomar um mate estupidamente gelado em um pequeno copo de madeira verde cheirando a sauna seca. Trouxe um de lá, junto com um pacote de "Pajarito, Yerba Mate". 

...E o São Murphão dos Mates Fracassados atuou novamente sobre a minha bebida. Após tomar o tererê nos copos de palo santo paraguaio, estes rachavam após a lavagem. Aconteceu duas vezes. Pra ter certeza, comprei um que tinha as bordas mais grossas possíveis. Um paraguaio, cansado das minhas aventuras, mandou eu colocar manteiga dentro da parada antes de tomar. Aparentemente está funcionando.

cuias de terere e chimarrao 
Muito confuso. Melhor tomar um feijão amigo no boteco da esquina.

Pra finalizar, o "setup" da erva também me causa problema. As instruções ao lado so pacote são lindas e fazem meus olhos brilhar verde. Ah, que fácil de fazer. No sul, a gravidade deve ser curva. Porque aqui em Brasília ela é meio reta e puxa pra baixo, de sorte que se eu deixar a cuia em diagonal (a erva fica bonita) a água cai pra fora. Se eu levanto um pouco, a erva cai e começa a voltar pra posição inicial. o que acontece ao colocar água. Um tsinami de erva e água dentro do recipiente. Por vezes, a bomba entope. 

como nao fazer seu chimarrao
 Raphael, você deve estar fazendo errado.

Na sala ao lado, uma paranaense toma calmamente seu chimarrão. A erva está minuciosamente arrumada na cuia, uma verdadeira obra de arte. Verdinha, sequinha, formando uma montanha ali no topo...

Estou para pular em seu pescoço.

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Estatísticas comprovam...

...ESTATÍSTICAS SÃO INCRÍVEIS!!!
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Falo sério! Qual cidadão não gosta de estatísticas? É algo inconcebível para mim. Não há nada melhor do que ficar calculando as probabilidades de certo evento acontecer, ver médias e gráficos, comparações... Chinês é a lingua mais falada do mundo, espanhol vem depois e inglês em seguida. Ache o número de falantes, coloque em um gráfico... fica lindo! Se me perguntarem se eu gosto de matemática, se sei resolver aquelas equações esquisitas envolvendo médias ponderadas, medianas, exponenciais... Sei nada! Mas pra aproveitar as estatísticas mais legais, você nem precisa disso. Como é gratificante, por exemplo, ver a evolução da sua resistência. Hoje você leva 20 minutos pra correr "x" Km. E daqui a um mês? 17 minutos? EPIC WIN! 25 minutos? EPIC Mc DONALDS!

Revelado aqui meu vício por estatísticas, droga lícita e sem contra-indicações conhecidas, vou passar ao que me levou a escrever sobre isso. As probabilidades. Na escola, nos ensinaram que, jogando um dado, a probabilidade de obtermos o número "1" era de "1/6". Ao jogarmos dois dados, teríamos então "1/6 x 1/6 = 1/36" chances de obtermos números iguais. Na MEGA SENA, jogando 6 números, você tem "1/50.063.860" de chances de levar a bolada. Agora... Pensando em probabilidades... Você apostaria "1, 2, 3, 4, 5, e 6"? Pois as chances de saírem esses numeros sortudos são matematicamente as mesmas de algo mais aleatório, como um "4, 6, 10, 17, 22, 45". E eu tenho CERTEZA de que você escolheria a segunda opção.

Lei de Murphy, lembram? Meu caro São Murphão, padroeiro dos troll faces, tem o poder de alterar a matemática. No dia em que sortearem "1, 2, 3, 4, 5, e 6", o mundo acaba no segundo seguinte. Ou algo equivalente acontece. E porque eu acredito nessas probabilidades alteradas? Porque o Pen Drive tem "dois lados". E tenho a convicção de que não acontece só comigo, você TAMBÉM coloca o lado errado primeiro, em pelo menos 80% das vezes. Nenhuma estatística lógica explica isso. Só São Murphão. E por isso mesmo é fascinante.

grafico parecido com o pac man
Tem como não AMAR estatísticas?

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Blitz!

tempestade em brasilia

tempestade em brasilia

tempestade em brasilia
 A luz na janela é o meu flash!

Quem já se deu ao trabalho de ler meu longo status ao lado deve ter notado: eu gosto de tempestade. Também gosto de vento, neblina... Acho que já nasci gostando de tudo isso. Tanto que me lembro bem de uma cena em que eu estava atento, contemplando as gotas escorregando no vidro lá fora e a chuva caindo. Eu tinha 2 anos.

Dei sorte em morar numa cidade com clima esquisito. O fim da primavera e o verão são, às vezes, mais frios que o inverno. 6 graus no final de outubro... E quando o mês começa, o céu despenca!Algumas partes da cidade ficam meio alagadas. Ano passado foi a Universidade. Esse ano, vi algumas ruas. Nada de neblina por aqui, mas as tempestades costumam ser impressionantes. Já ouvi falar de gente que tomou raio aqui e morreu; um filho da amiga da minha tia. Já ouvi falar também que quem toma raio e sobrevive costuma morrer de repente. Eu nunca morri com raio e, sinceramente, não tenho a mínima vontade de ser explodido por eletricidade. Acho eles bonitos ali, na deles, bem longe de mim. MÁS......

Raios *quase* caem duas vezes no mesmo lugar em Brasília. Perto de mim, ainda por cima. O prédio onde eu moro deve ter sido erguido sobre algum depósito gigantesco de um mineral condutor. E dois raios já caíram por lá.

RAIO 1:
Esse foi justamente no meu aniversário. Nasci num dia que, em Brasília, é dia de tempestade quase certa. Já passei um aniversário frustrado e sem luz das 10h às 23h, nas idas de 1997. Em 2008 foi o raio. Eu estava tranquilo jogando Secret of Mana no computador e a minha tia ligou para desejar as tradicionais felicidades. Levantei, saí do jogo e estava falando com ela... De repente eu ouvi um FZZZZZZZZ cortante. Por instinto, eu pulei no chão e joguei o telefone longe. Depois veio o barulho ensurdecedor e a sensação de estar num quarto tremendo. A janela vibrou como se um carro estivesse com o "grave" nas alturas... A ligação caiu.

RAIO 2:
Eu estava no meu santo sono, dessa vez. Noite com tempestade, das fortes. Um relâmpago mais claro me acordou. Pouco depois ouvi o FZZZZZZZZZ cortante. Instinto: "prepara, por que lá vem!!" Seguiu o mesmo barulho. Dessa vez eu já estava deitado, então eu pulei da cama e fiquei imediatamente em pé, feito digno de um NINJA, considerando minhas agilidades lentas... Dia seguinte: caixa de telefone estourada, linha de telefone muda.

...Mas é bonito!
 

tempestade em brasilia
É disso que eu estou falando: eles vêm com força, por aqui...

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