segunda-feira, março 26, 2012

O Rei de Tonga.

bandeira de tonga
-----------------------------------
Dia 18/3/2012 morreu o Rei de Tonga, Siaosi Tupou V. Acredito que a maioria das pessoas não saibam o que é Tonga (geralmente quando eu menciono lugares com nomes dessa envergadura, me olham com um ponto de interrogação). Trata-se de um punhadinho de ilhas no Pacífico, ali perto da Nova Zelândia, onde vivem cerca de 120.000 gorduchos. A capital é Nuku'alofa e a moeda, até a última vez que eu soube era a Pa'anga. 

capital de tonga
Rua em Nuku'alofa

dinheiro de tonga
moeda de tonga
Dinheiro$ de Tonga

Falam tonganês e inglês e exportam copra, que é uma casca de côco - usada pra fabricar sei-lá-o-quê - e selos bonitos. A Indústria do turismo é mal explorada. Os tonganeses, acima do peso como eu já mencionei aqui, costumam seguir o padrão de beleza da Família Real, e não da Twiggy. O pessoal é tão pesado, que a Royal Tongan Airlines oferece milhas para os passageiros inscritos no programa que perderem peso. É um grande problema, não só por sobrecarregar o avião, mas também por conta do tamanho dos assentos. Um tonganês não poderia viajar em nenhuma companhia aérea brasileira. Tonga é o único reino da "Oceania" (este blog considera a OCEANIA como sendo um continente).

Como eu sei da Tonga? Uma música do Vinícius/Toquinho falava da Tonga da Mironga do Kabuletê, e a questão que não queria calar era "O que isso tem a ver com o país??" Some-se à curiosidade musical uma mania esquisita que eu tinha com uns 7-9 anos de ficar lendo Almanaque Abril nos momentos de ócio e descobrir coisas sobre tudo que é país no mundo. Já com 10 anos eu tinha, além dessa, outra mania que me levava a procurar tudo quanto era informação sobre as ilhotas do Pacífico. Eis a razão:

ilha do pacifico
Areia branca, mar cristalino, coqueiros praias isoladas. Não tem como decepcionar.

Hoje, meu "foco" na Oceania chama-se Palau. É lá que você encontra o lago das águas vivas. Um acidente geográfico há milhares de anos criou uma piscina sem saída pro mar e prendeu ali umas águas vivas. Sem predadores elas se multiplicaram e perderam seu veneno. É um lago infestado delas; tem mais água viva ali do que gente em Calcutá. Em Palau, você pode nadar com o morcego-do-mar, também conhecido como peixe-diabo ou jamanta. É a maior arraia de todas, com o dorso negro e a parte ventral branca. Apesar da aparência, não é agressivo. E é no arquipélago que se situa a ilha de Yap, onde a etiqueta diz que as mulheres não devem cobrir os seios. Elas andam só com uma tanga. Outro costume local ficar mascando betel (uma folha avermelhada) e depois cuspir no chão, o confere a este a cor da planta.

Mas como eu dizia, o Rei de Tonga morreu. =(


sexta-feira, março 23, 2012

Só OMO deixa mais branco

Porque todo o resto, meu amigo, suja. Acreditem em mim. Não sei se é algo proposital, mas cor branca e sujeira se atraem mais que piscineiros e Havaianas verde-água. E sabe o que é pior? A pessoa teima em não aceitar tal fato. Tive minhas aventuras com coisas brancas. Porém, começarei com as não-brancas, mas quase.

Tênis. Comprei um Adidas cor de burro-quando-foge-clara de camurça. Isso foi há uns 3 anos. Obviamente ele está sujinho lá em casa. O mesmo vale pra um sapatênis (odeio essa palavra) de couro marrom. Mas por essas sujeiras, eu não culpo a cor, mas sim o material.

Tapetes. Resolvi colocar 2 onde eu moro, na sala que estava muito desprovida de coisas. Não resisti e comprei um de cisal e um outro sintético com uns motivos que me lembravam coisa africana. Ambos de cor mais clara. Comprados em 2008, até hoje estão com aparência nova, sem nemhuma mancha ou sujeira aparente. Se fossem brancos...

Brancos. Eu tenho um sapatênis (¬_¬) azul marinho com uma faixa laranja. Lindíssimo e confortável, estou até usando no momento. Eis que no final do ano passado eu resolvi comprar mais um e, pro armário não ficar muito monocromático, comprei um "cinza 5%", que pra mim é branco! Onde eu estava com a minha espanada cabeça pra aprontar uma dessas? Prometi a mim mesmo: "só usarei em ambientes fechados, ou na época seca de Brasília, longe da água". Até que chegou a oportunidade. Era um trajeto "garagem de casa - garagem de shopping - restaurante" e a volta idêntica, logo, resolvi estrear o ditocujo. Tirei da caixa, fui calçcar e... JÁ ESTAVA COM UM RISCO PRETO!!! Como assim? Foi o vento? Poluição? O trajeto do meu quarto até a cozinha (não ando de sapato em casa) já riscou o produto. Se fosse de outra cor, estaria intacto. 

Outro mistério é a parede do meu quarto. Perto do teto, há umas manchas pretas. Ali, em cima da minha escrivaninha na qual, até onde eu me lembro, eu jamais trepei no intuito de me divertir deixando nela minhas inesquecíveis digitais. Aliás... Tudo branco da minha casa está cada dia mais sujo, sem motivo aparente (exceção: o gesso do meu banheiro). Já tentei limpar as manchas, mas é tanto ódio da parte da sujeira que ela nem saem. Só pintando a casa novamente.

A conclusão à qual cheguei é que o branco tem um poder sobrenatural de se autossujar. A pessoa limpa o chão de mármore da sala e, ao virar as costas, ele já suja novamente.Façam o teste em casa.

omo lava mais branco
  Lave-me por favor

quinta-feira, março 22, 2012

Desculpas

não curti
No meu último post - um dos meus favoritos, diga-se de passagem -, eu discorri sobre minha desaprovação de blogs com muitos GIFs, músicas, barulhinos, coisas piscando, etc etc etc. PRINCIPALMENTE (e isso ocorre na maioria das vezes) quando tais penduricalhos nada acrescentam ou nada têm a ver com o com o conteúdo principal. Alguns magoaram com minhas críticas (o meu blog é que deveria ser pulverizado). Minha opinião/crítica/sugestão é que:

a) Muito GIF dificulta a navegação (página não abre ou fica lerda);
b) Confunde o leitor;
c) Acaba com a ergonomia;
d) É tão chamativo, que o leitor vai ver o GIF e não o conteúdo (muitas vezes).

Não estou aqui de auto-censura (nunca removi nada daqui) e sei que meu humor às vezes ofende alguns. Porém, como meu objetivo aqui não é ofender nem deprimir ninguém, optei por esconder o post (ele ainda existe; talvez seja republicado um dia, com alterações). Pronto. Tirei o post do mal. Tranquilo?

sexta-feira, março 16, 2012

Concurso do Senadão

O pior já passou; ansiedade acabou e podemos dormir tranquilos. No último domingo dia 11 tivemos o tão aguardado Concurso do Senado. Zilhares de pessoas tentaram a chance de ir lá trabalhar com o Sarney e seus Sarneyzinhos, com um salário amigo e a perspectiva de uma vida confortável pela frente. Eu estava entre elas. Também queria meu lugar ao lado do nosso bigodudo ex-presidente...

Porém há muito tempo que eu não sou um rato de apostila de concurso e frequentador assíduo de cursinho; daqueles que conhecem todos os professores, têm colegas igualmente "encalhados" e sabem identificar há quantos dias aquele enroladinho de salsicha está lá exposto na vitrine da cantina. Eu entrei na vagabundagem e, espero voltar à ativa esse ano.

estudante de concurso
True Story

Esse ano, não sei se escrevi por aqui, fiz também o concurso do TSE (nem fui lá tãaaaao mal). Fiz uma das provas ao lado de uma mãe de santo - ou alguma afro-religiosa equivalente. Tirou a minha concentração já que fiquei contando quantas pulseiras ela ostentava. Tinha até uns guizos na canela... (só quis mencionar a mãe de santo mesmo).

Chegando ao local de prova do Senado... O Brasil todo estava lá. Cheguei 30 minutos antes e fui parar o carro onde o vento faria a curva, se o vento em questão encontrasse o local. Foi longe. De lá, segui a boiada correndo até os portões, em meio a ambulantes berrando caneta-preta-2-real. Como se naquelas horas alguém fosse parar para comprar caneta.

transito em brasilia
Boa prova pra vocês

Fiz as duas provas; tendo saído de casa às 7h20 e voltado às 21h10. No almoço, dei um "fuck that" e resolvi almoçar num restaurante vegetariano étnico. Comida indiana, muito condimentada, daquelas que fazem a barriga ter um metabolismo rápido, especialmente em dias quentes de prova. Mas não aconteceu isso. Só que o perigo estava ali!

Mamãe (quem mais?) disse pra eu sair agasalhado porque de manhã estava frio e nublado. Coloquei um jeans pesado, camisa polo de manga comprida e fui. Hora do almoço, meu carro indicava 41 graus em seu interior. O que significava uns 30 ou mais lá fora. Por essas horas, eu estava virando uma muçarela derretida. Andando no sol até a entrada da Universidade onde fazia a prova, minha vontade era de tirar a roupa e torcê-la pra pingar a água. Chegando lá, esvaziei um bebedouro.

pessoa derretida
O desenho mais derretido que eu já fiz.

Finalmente, na tarde quente e abafada, me colocaram em uma sala pequena e lotada. E estava numa mesa que parecia um banquinho e mal dava pra circular pela sala sem esbarrar a bunda em alguém. Um cidadão na minha frente folheou a prova, levantou e desistiu sem fazer uma questão sequer. Provavelmente uma redação que ele não sabia fazer. Voltando à sala... CARA! Raciocina... Neguim paga quase 200 reais pra fazer a prova e ser enlatado feito sardinha? Tinham que nos colocar esparramados numa poltrona de couro, tipo um Rei Momo. O ambiente deveria ser espaçoso e climatizado. Uma belíssima tailandesa nos faria massagem enquanto outra serviria canapés de caviar, vinho e absinto para aguçar a criatividade. Relógios seriam permitidos o cartão de respostas seria em um iPad fornecido pela banca e ninguém precisaria ficar pintando quadradinho até esfolar os dedos. Era o mínimo!
pessoas esmagadas
o desenho mais espremido que eu já fiz
aprovado no senado
Vem nim mim, Servidor!
(Recusei educadamente o apelo...) 

quinta-feira, março 08, 2012

Maria da Penha.

O crime chocou o Rio de Janeiro. Cheguei a pesquisar rapidamente no Google para obter mais informações e fazer algo mais preciso aqui, mas não encontrei. Assim, minha única fonte de informação foi a minha mãe, que esteve bem próxima ao contexto do crime. Maria da Penha sofria constantes agressões do maridão, que ia pra convidativa boemia carioca e bebia até acabar a Malte 90 do bar, fato que o deixava fumegando de raiva. Ao chegar em casa, a frustração causada pela falta de cerveja devia ser descontada em algo. Ou alguém. Jackpot! A Maria estava lá EXATAMENTE pra isso. Pense no ogro maridão chegando à sua casa lá pelas 3 e tantas da madrugada e não encontrando sua jantinha pronta na mesa e sua mulher perfumada aguardando para lhe dar carinho e amor? Isso não acontecia! A Maria da Penha, aquela preguiçosa inútil estava dormindo após um dia de trabalho. A reação do nosso brutamontes era óbvia. 
  
Não sei se foi o que aconteceu de fato, mas pela consequência da história (essa sim, contada pela minha mãe) e pelo modus operandi do crime, meu palpite deve ter, no mínimo, ficado próximo da realidade.

 Uma bela noite, o bárbaro maridão chegou da gandaia inflamável de tanta cana. Não foi descer a cinta na Maria unicamente por não ter conseguido chegar ao quarto. Maria aproveitou que ele estava lá no sofá e decidiu livrar-se daquele viking da periferia. Matou o cara com a faca de descascar laranja e esquartejou o corpo. Cada pedaço foi colocado numa mala. Cada mala, foi deixada numa estação de trem. A cabeça nunca foi encontrada (mas a foto dela está no meu blog). 

cabeca decepada
fonte: facebook da Maria da Penha

Se em Brasília "tudo termina em pizza", no Rio, "tudo termina em carnaval". O crime virou uma paródia de uma marchinha, que dizia algo do tipo "Maria da Penha/ Mulher infernal/ Matou o seu marido/ Na estação de Marechal/ Deixou as pernas em Ramos/ O tronco em Sepetiba/ E a cabeça neca de pitibiriba..." Minha mãe era criança na época e, fã da marchinha, cantarolava isso pela casa. Um dia, a empregada (usando o termo da época), visivelmente incomodada chegou à orelha da minha avó:
"Olha... Não sei não... Mas acho bom essa sua filha parar com essa música aí porque a Maria da Penha é minha irmã!" 
Imediatamente despedida.

------------------------
Obviamente, essa Maria da Penha não é a Maria da Penha que deu nome a lei, como eu e a minha mãe estávamos nos perguntando hoje cedo. A Maria-da-Penha-da-Lei nunca dividiu ninguém. Só achei o fato de as duas terem o mesmo nome e terem sofrido violência da parte do marido uma coincidência... Não sei se completo a frase com "infeliz" ou "interessante" mas com certeza, se um dia vier a ter uma filha, ela não se chamará Maria da Penha. Se chamará Bartoloméia.

Mais sobre a Maria da Penha que batalha pelos Direitos da Mulher:
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...