quinta-feira, março 08, 2012

Maria da Penha.

O crime chocou o Rio de Janeiro. Cheguei a pesquisar rapidamente no Google para obter mais informações e fazer algo mais preciso aqui, mas não encontrei. Assim, minha única fonte de informação foi a minha mãe, que esteve bem próxima ao contexto do crime. Maria da Penha sofria constantes agressões do maridão, que ia pra convidativa boemia carioca e bebia até acabar a Malte 90 do bar, fato que o deixava fumegando de raiva. Ao chegar em casa, a frustração causada pela falta de cerveja devia ser descontada em algo. Ou alguém. Jackpot! A Maria estava lá EXATAMENTE pra isso. Pense no ogro maridão chegando à sua casa lá pelas 3 e tantas da madrugada e não encontrando sua jantinha pronta na mesa e sua mulher perfumada aguardando para lhe dar carinho e amor? Isso não acontecia! A Maria da Penha, aquela preguiçosa inútil estava dormindo após um dia de trabalho. A reação do nosso brutamontes era óbvia. 
  
Não sei se foi o que aconteceu de fato, mas pela consequência da história (essa sim, contada pela minha mãe) e pelo modus operandi do crime, meu palpite deve ter, no mínimo, ficado próximo da realidade.

 Uma bela noite, o bárbaro maridão chegou da gandaia inflamável de tanta cana. Não foi descer a cinta na Maria unicamente por não ter conseguido chegar ao quarto. Maria aproveitou que ele estava lá no sofá e decidiu livrar-se daquele viking da periferia. Matou o cara com a faca de descascar laranja e esquartejou o corpo. Cada pedaço foi colocado numa mala. Cada mala, foi deixada numa estação de trem. A cabeça nunca foi encontrada (mas a foto dela está no meu blog). 

cabeca decepada
fonte: facebook da Maria da Penha

Se em Brasília "tudo termina em pizza", no Rio, "tudo termina em carnaval". O crime virou uma paródia de uma marchinha, que dizia algo do tipo "Maria da Penha/ Mulher infernal/ Matou o seu marido/ Na estação de Marechal/ Deixou as pernas em Ramos/ O tronco em Sepetiba/ E a cabeça neca de pitibiriba..." Minha mãe era criança na época e, fã da marchinha, cantarolava isso pela casa. Um dia, a empregada (usando o termo da época), visivelmente incomodada chegou à orelha da minha avó:
"Olha... Não sei não... Mas acho bom essa sua filha parar com essa música aí porque a Maria da Penha é minha irmã!" 
Imediatamente despedida.

------------------------
Obviamente, essa Maria da Penha não é a Maria da Penha que deu nome a lei, como eu e a minha mãe estávamos nos perguntando hoje cedo. A Maria-da-Penha-da-Lei nunca dividiu ninguém. Só achei o fato de as duas terem o mesmo nome e terem sofrido violência da parte do marido uma coincidência... Não sei se completo a frase com "infeliz" ou "interessante" mas com certeza, se um dia vier a ter uma filha, ela não se chamará Maria da Penha. Se chamará Bartoloméia.

Mais sobre a Maria da Penha que batalha pelos Direitos da Mulher:

3 comentários:

Gabrielle Avelar disse...

Essa história... Eu hein!!! Mas, eu, no início, fiquei confusa porque eu conheço a história da Maria da Penha - a da lei - e pensei, gente, o Rafa tá maluco??? Mas, bem, foi para o meu alívio - Ã???? - descobri uma nova e bizarra história. Bom, o camarada perdeu a cabeça de uma vez por todas, enfim...
Mas, eu estou aqui mesmo para agradecer a sua atenção de sempre. Eu não quero nunca abandonar meus blogues e você, se tiver paciência para ler o novo post talvez entenda o que anda se passando por aqui. O que não quer dizer que eu deixe de ler os seus posts - que amo - pois me deixam muito alegre por causa do seu humor nota mil!!!
Abraços Rafa!!!

Dom Rafa disse...

Já estava sentindo sua falta por aqui! Nossa... eu achei curiosíssima essa história das duas Marias da Penha. Foi assunto imediato pra colocar aqui. Com cabeça e tudo!

Beijos, Gabi!

Reinaldo Granato disse...

Boa noite ....Tive minha infância e adolescência nas décadas de 50 e 60...e lembro do noticiário da época que trouxe a publico este crime bárbaro dessa Maria da Penha que nada tem a ver com a autora da lei Maria da Penha das décadas mais recentes.... Aquela Maria da Penha cometeu o bárbaro crime de matar e esquartejar o marido que certamente não bebia a cerveja malt 90 pois esta foi lançada no mercado já na década de 70 pela Brahma.... Mas o carioca brincalhão de carnaval de rua e que gostava de parodiar as marchinhas para cantar no carnaval de rua , parodiou uma letra para a música PESCADOR GRANFINO gravada e cantada por Emilinha Borba. "Pescador granfino/ só conta lorota/ e vai pra pescaria de caniço e champanhota/e vai pra Cabo Frio / e vai pra Sepetiba/mas não pesca neres de pitibiriba...Nem có, có, cocoróca,/Có, có, có, có, cocoróca,/E passa o dia inteiro,/Dando banho na minhoca".....A PARÓDIA
"Maria da Penha/ mulher infernal/ matou o marido pra brincar o Carnaval/ Deixou a perna em Ramos/ o corpo em Sepetiba/ e a cabeça neres de pitibiriba...Roque roque roque roque roque roque roque/ esquartejou o marido/ com o martelo e o serrote" ....Pelo que me lembro do que foi noticiado na época esta Maria da Penha era uma mulher infiel e criminosa fria que desejava dar sua escapada no carnaval longe do marido e para isso arquitetou e executou este bárbaro crime.....Reinaldo Granato ...73 anos

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...